quarta-feira, 14 de março de 2012

“Nise? Nise? Onde estás?”

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Lembro de D.Thaís, minha professora de Literatura Brasileira, no Ensino Médio. Ela toda era poesia. Quando recitava, a turma parava para ouvir… Fazia silêncio. Absorvia cada pedacinho… Suspirava. Era muito bom!

Aprendi a gostar de poesia com D.Thaís e seu jeito de ler.

A minha preferida, hoje, no Dia Nacional da Poesia, apresento para vocês. O motivo, meio óbvio, que me chamou a atenção, é o nome da personagem ser igual ao meu…

Depois sua beleza me conquistou por completo! Lindíssima!!!

linea-de-flores 

Nise? Nise? Onde estás?

(Cláudio Manuel da Costa)

Nise? Nise? onde estás? Aonde espera
Achar te uma alma, que por ti suspira,
Se quanto a vista se dilata, e gira,
Tanto mais de encontrar te desespera!

Ah se ao menos teu nome ouvir pudera
Entre esta aura suave, que respira!
Nise, cuido, que diz; mas é mentira.
Nise, cuidei que ouvia; e tal não era.

Grutas, troncos, penhascos da espessura,
Se o meu bem, se a minha alma em vós se esconde,
Mostrai, mostrai me a sua formosura.

Nem ao menos o eco me responde!
Ah como é certa a minha desventura!
Nise? Nise? onde estás? aonde? aonde?

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Desde aquela época, queria muito que tivesse alguém procurando por mim… E, mais ainda, queria que me encontrasse… Logo!

2 comentários:

  1. E sabia esse poema foi citado por Drummond para uma outra Nise, a Dr. Nise da Silveira, médica revolucionária do Brasil? http://upac.com.br/#/blog/post/5203192ebcb18b2b5600000f

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    1. Que legal! Eu não sabia. Obrigada pela participação.

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