quarta-feira, 21 de setembro de 2011

“Semana Fashion”, no Shopping Praia da Costa. Eu fui.

Começou ontem o evento mais badalado da moda, aqui no estado: a Semana Fashion, que está acontecendo no Shopping Praia da Costa, em Vila Velha.

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Como não fui convidada especialmente, tratei de conseguir o meu convite, na pura sorte mesmo: através de uma promoção realizada, pelo Twitter. Sorteio de cinco ingressos e entre eles um veio para mim!

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Não que eu curta moda tanto assim, mas sou uma mulher antenada com tudo que acontece à minha volta e não poderia estar longe dessa!

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O que vi foi  muito além das minhas expectativas: a d o r e i!

Gente bonita e elegante. Gente pensante! Sinceramente, estava esperando um desfile recheado de futilidades e conversas blasé, mas ao contrário, conheci pessoas interessantes que pensam moda de um jeito possível, sustentável inclusive, apostando no reaproveitamento de peças e na criatividade dos acessórios.

A tendência para a primavera-verão é, primeiramente, estar bem com o que está vestindo! Roupas leves, com muitas cores, xadrez, inspiração nos anos setenta!!! Saias longas e pantalonas.

Voltei de lá como pinto no lixo. Tudo com o meu jeito e a minha cara!

Saliento o belo trabalho que o pessoal da Faculdade de Moda de Vila Velha está fazendo. Me surpreendeu. Esperava um desfile daquelas roupas sem pé, nem cabeça, que a gente está acostumado a ver pela televisão. Qual nada! Mandaram ver nos modelos apresentados! Muita feminilidade, charme e leveza, nos longos e em toda a coleção apresentada. Para mim, foram os melhores.

Parabéns aos alunos do curso e aos professores que estão formando muito bem esses novos profissionais.

Algumas fotos do primeiro dia do evento, para vocês:

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O que mais me frustrou foi ter que ir embora sem ter visto o ator global, Rafael Viana, desfilar! Meu convite só dava acesso ao primeiro bloco de desfiles da noite. Ele desfilaria no segundo. Pena. Nem tudo é perfeito. Acho que foi praga de namorado ciumento…

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Você ainda pode participar do evento. Nas galerias L2 e L3, do Shopping, dá para ver e ouvir tudinho. Acaba amanhã. Ainda tem a promoção no Twitter, para quem segue @PraiaDaCosta_. Quem sabe você também não é sorteado?!

Eu fui e gostei, por isso recomendo.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Diário de uma barbeira.

“5 de janeiro.
Passei no exame de direção!
Posso agora dirigir o meu próprio carro, sem ter que ouvir as recomendações dos instrutores, sempre dizendo : “por aí é sentido proibido!”, “vamos sair da contra-mão!”, “olha a velhinha!”, “freia! freia!”, e outras coisas do gênero.
Nem sei como aguentei estes últimos três anos e meio...
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AUTO ESCOLA EM NOVA IGUAÇU
8 de janeiro.
A Auto-Escola fez uma festa de despedida para mim! Fiquei muito emocionada! Os instrutores nem sequer deram aulas! Um deles disse que ia à missa... Juro que vi outro com lágrimas nos olhos e todos disseram que iam embebedar-se, para comemorar. Achei simpática a despedida, mas penso que a minha carteira não merecia tal exagero. Eles foram muito generosos! Umas gracinhas mesmo!
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12 de janeiro.
Comprei meu carro e, infelizmente, tive que deixá-lo na concessionária para substituir o pára-choque traseiro pois, quando tentei sair, engatei marcha a ré ao invés da primeira. Deve ser falta de prática!
Também, há uma semana que não dirijo...
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14 de janeiro.
Já tenho o carro. Fiquei tão feliz ao sair da concessionária, que resolvi dar um passeio. Parece que muitos outros tiveram a mesma idéia, pois fui seguida por inúmeros automóveis, todos buzinando como num casamento. Para não parecer antipática, entrei na brincadeira e reduzi a velocidade de 10 para 5 km por hora. Os outros gostaram e buzinaram ainda mais. Foi muito legal.
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22 de janeiro.
Os meus vizinhos são impecáveis. Colocaram posters avisando em grandes letras “ATENÇÃO ÀS MANOBRAS” e marcaram, com tinta branca fluorescente, um lugar bem espaçoso para eu estacionar e, para minha segurança e conforto, proibiram os filhos de saírem à rua enquanto durassem as manobras. Penso que é tudo para não me perturbarem. Ainda há gente boa neste mundo...
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10 de fevereiro.
Os outros motoristas têm hábitos estranhos....
Além de acenarem muito, estão sempre gritando.
Não escuto nada, por estar com os vidros fechados, mas parece que querem dar informações. Digo isto porque julgo ter percebido, através de leitura labial, um deles dizendo: “Vai para casa”. Não sei como ele adivinhou para  onde eu ia! Acho isso espantoso. De qualquer modo, quando eu descobrir onde fica o botão que desce os vidros, vou tirar muitas dúvidas.
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19 de fevereiro.
A cidade é muito mal iluminada. Fiz hoje meu primeiro passeio noturno e tive de andar sempre com o farol alto aceso, para ver direito. Todos os motoristas com quem cruzei pareciam concordar comigo, pois também ligaram o farol alto e alguns chegaram mesmo a acender outros faróis que tinham.
Só não entendi a razão das buzinadas. Talvez para espantar algum bicho. Sei lá.
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26 de fevereiro.
Hoje me envolveram num acidente. Entrei numa rotatória e como tinha muito carro (não quero exagerar mas deviam ser, no mínimo, uns quatro!), não consegui sair. Fui dando voltas bem juntinho ao centro, à espera de uma oportunidade, de tal forma que acabei por ficar tonta e bati no monumento no centro da rotatória. Acho que deviam limitar a circulação nas rotatórias a um carro de cada vez.
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3 de março.
Estou em maré de azar. Fui buscar o carro na oficina e, logo na saída, troquei os pés, acelerando fundo em vez de frear. Bati num carro que ia passando, amassando todo o lado direito. O motorista, por coincidência, era o inspetor que me aprovou no exame de direção. Um bom homem, sem dúvida. Insisti em dizer que a culpa era minha, mas ele educadamente, não parava de repetir para si mesmo: “É tudo minha culpa! É tudo minha culpa! Que Deus me perdoe!”

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(Só não vou dizer a cor do cabelo dessa barbeira… Imaginem vocês!)

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O jeito carioca de comemorar.

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Tem diferença? Tem sim. Cada lugar tem seu jeito próprio de fazer festa e de pensar sobre ela. Eu tive a sorte de nascer numa cidade, onde comemorar sempre foi sinal de muita alegria compartilhada por todos.

Pode parecer que isso é meio óbvio, mas não é. Existem lugares em que os eventos só são extensivos aos membros da família. Ainda que os amigos também estejam por perto, a coisa não chega até eles. É restrito. Você sabe que haverá festa, vê o bolo ser encomendado, os convites em cima da mesa, mas você não é convidado. Nem os outros. Carioca estranha.

Você pode até pensar que se trata de restrições orçamentárias. Dinheiro curto e faz-se aquele bolinho para os mais íntimos. Mas não é o caso. É cultural mesmo. Não se têm o costume de abrir a casa para mais pessoas. O núcleo é sempre o familiar, salvo raríssimas exceções.

No Rio, a coisa é bem diferente. Começa pelo próprio conceito do que é família. Muito mais elástico. Envolve todos os primos de segundos, terceiros, quartos, quintos, sextos graus, cunhados e sogros e suas respectivas famílias, os filhos de criação com suas famílias biológicas já incorporadas, os ex-maridos ou ex-esposas com as suas atuais famílias, os irmãos dos filhos por parte do pai ou de mãe, a família do namorado(a) e por aí a fora.

Festa de família, no Rio, já tem uma multidão! E ainda não existe festa sem os vizinhos. A rua inteira. O pessoal da Igreja. Daí você pensa que estou exagerando. Que festa assim envolveria muito dinheiro! Mas a coisa funciona como na história bíblica da multiplicação dos pães. Tem pouco, mas dá pra todo mundo. Gasta-se menos com decoração e afins, e muito mais com comida e bebida. No fim, dá certo; todo mundo come, bebe, dança e se diverte muito.

Não consigo pensar em festa de outro jeito. Minha família sempre foi festeira. Nasci nesse meio, por isso estranho o que foge a isto.

Viver em comunidade, celebrando a vida é somar amigos, vitórias e muito mais! Só temos a ganhar.

Vamos abrir as nossas portas e alargar nossas fronteiras. Família é muito bom, nosso porto seguro, mas não podemos esquecer que com os amigos também podemos contar. Que tal aliar as duas coisas?

Isso dá uma grande festa!

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domingo, 18 de setembro de 2011

Dia da Televisão.

“A televisão no Brasil começou em 18 de setembro de 1950, trazida por Assis Chateaubriand, que fundou o primeiro canal de televisão no país, a TV Tupi. Desde então a televisão cresceu no país e hoje representa um fator importante na cultura popular moderna da sociedade brasileira. A TV Digital no Brasil teve início as 20h30min, do dia 2 de dezembro de 2007, inicialmente na cidade de São Paulo, pelo padrão SBTVD (Sistema Brasileiro de Televisão Digital), o mais completo e avançado do mundo.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Televis%C3%A3o_no_Brasil)

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Hoje é o Dia da Televisão, aqui no Brasil. Mas eu me recuso a dar os parabéns a essa tv-assassina, que quase me matou, na semana passada.

O galo na cabeça ainda dói…

Aliás, com a programação da tv, nesta tarde de domingo, é melhor esquecer qualquer comemoração.  E vamos todos para o cinema!

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Qual é o seu programa favorito na TV?

Antipatia.

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Muito mais fácil entender os bons sentimentos. Aquecem a alma, enchem o peito de alegria, explodem num sorrisão de corpo inteiro. Quem não quer?

Mas quando menos se espera, aparece alguém por quem você eriça os pelos, tal com um gato em posição de ameaça, sem motivo aparente? A resposta é A n t i p a t i a.

Um mal estar toma conta da gente e a vontade imediata é de se afastar rapidamente. A pessoa provoca esta reação com sua presença perturbadora.

Seja intencional ou não, lidar com esse sentimento é bastante desagradável. Na maioria das vezes, ele não é compartilhado. Ele é só sentido por você.  E fica até difícil disfarçar!

A antipatia pode estar ligada a um conjunto de coisas observáveis, que julgamos não apreciar numa pessoa, como por exemplo: uma certa arrogância, prepotência, maneirismos ao falar, afetação, gestos artificiais ou exagerados, timidez excessiva, entre outros aspectos. Pode estar ligada ao que ela costuma falar, os valores que prioriza, as verdades que defente. Ou pode simplesmente ser uma antipatia absolutamente gratuita. De todas as formas, a vontade é a mesma: sair de perto!!!

Entretanto o convívio social estabelece certas regras que devem ser cumpridas, para o bem de todos. E até para o nosso próprio bem, temos que aprender a segurar a onda, nessa situação. Ainda que o sorriso seja amarelo, coloque-o no rosto. Mas, definitivamente, não seja falso. Não converse mais que o necessário.

Afinal, sentimentos de antipatia podem ser uma repugnância instintiva. E é bem inteligente ouvir nossos instintos! Coisa de preservação! Não se culpe. Quem sabe é o seu sexto sentido agindo para lhe proteger?

Mantenha a linha, mas também a distância. Precaução.

E é, também, por isso que prefiro os cachorros.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Capitão Aza. Lembra?

CAPITAO ASA E GLEN FORD

Anos sessenta e setenta. O Brasil vivia dias duros. Regime Militar.

Não era permitido dividir nossos sonhos… Ser criança e, ainda assim, sorrir.

Um militar de mentirinha furou, de certa forma, esse bloqueio. Trabalhou nas lacunas deixadas e permitiu que a imaginação infantil viajasse, rumo ao infinito. Seu nome? Capitão Aza.

Sideral

Capitão Aza
”Comandando uma astronave
Rasgando o céu
Vou pisando em estrelas, constelações
Deixo longe o mundo aflito e a bomba H
Corpo livre no infinito eu vou
Na estrada do sol.
Traço rumo do meus passos na solidão
Ganho espaços nas revistas, televisões
Mas os homens se destroem
Nas guerras vãs
E vão no pó dos sonhos, ah
Em nome do amor
Colorindo o vermelho
Este céu azul
Minha nave é um espelho
Rebrilha o sol
Pela trilha da esperança
Cantando o amor e a paz
Eu vou cantando o amor e a paz”

Wilson Viana, policial civil e ator, deu vida a este personagem. que foi criado para homenagear o capitão aviador Adalberto Azambuja, falecido herói da FAB, que lutou na Segunda Guerra Mundial. Ele era conhecido pelos colegas aviadores como “AZA”.

Seu discurso militarista agradava aos poderosos, que o deixavam no ar, na TV Tupi. Porém, no pouco que tínhamos, seu programa era um sopro de frescor, naqueles dias turbulentos. Éramos inocentes.

A gente gostava…

E até sente saudades…

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Agatha Christie e eu.

Toda adolescente sempre tem suas paixões. Não fui diferente.

Gostava de tudo que as meninas da minha geração gostavam: conversar com as amigas, ouvir músicas românticas, paquerar os meninos na escola, colecionar cartões postais, ir ao cinema, cantar alto, com a galera, as músicas de Chico Buarque e Milton Nascimento, durante as viagens de ônibus, na volta da escola…

Entretanto, eu tinha um amor especial: os livros de mistério, escritos por Agatha Christie. Li todos que caíram nas minhas mãos, todos que consegui buscar, todos que consegui comprar. Ou seja: quase toda sua obra, que somam oitenta publicações!

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Lia um livro após o outro. Não conseguia parar de ler, até que o mistério fosse revelado, no último capítulo.

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Os meus preferidos eram os que tinham, como o detetive principal, o belga afetado Hercule Poirot. Mas os que a velhinha simpátia, Miss Marple, desvendava todos os crimes também eram maravilhosos. Ah!… Não tem jeito. Fã gosta de tudo!!! E eu amava esse mundo mostrado, em riqueza de detalhes, por Agatha Christie. Me transportava para lá!

As histórias, muito bem costuradas, prendiam minha atenção e cada dia mais me conquistavam. Ler é mesmo uma aventura fascinante. Aprendi isso desde cedo. Fui privilegiada.

Ainda tenho, até hoje, os mais de setenta livros dela, que consegui comprar. Estão velhinhos e amarelados, mas jamais me separarei deles, porque ainda releio suas histórias, vez ou outra. Além disso são relíquias de amor!

Livro é um bem precioso. É o jeito mais rápido e econômico de se fazer qualquer viagem, por qualquer tempo ou lugar. Um verdadeiro tesouro.

Hoje seria o aniversário de Agatha Christie, que nasceu na Inglaterra, em quinze de setembro de mil, oitocentos e noventa. Aproveito a data para lhe prestar uma homenagem, em forma desta deliciosa lembrança de menina.

E, para encerrar, deixo uma de suas célebres frases, que tornou-se verdadeira para mim, enquanto escritora deste blog:

A melhor hora para planejar um livro é enquanto lava-se a louça.

(Agatha Christie)

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Que vençam os melhores!

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A gente é assim: está sempre torcendo para que algo aconteça. Na ficção, geralmente torce para que o bem vença no final! Torcer é a nossa vocação. Escolhemos o lado e nos lançamos de cabeça. Não é à toa que se diz que o Brasil é um país de torcedores…

Em matéria de eleição, existe muita coisa a ser levada em conta. Não se trata apenas de torcer por simpatia ou empatia. Ainda mais, quando o pleito se dá dentro de uma escola.

Como disse no post anterior, estamos vivendo o período eleitoral, para o cargo de Direção, nas escolas municipais, aqui, em Vitória/ES. E, caso você não tenha lido, esclareço que são considerados eleitores todos os que compõem a comunidade escolar: alunos, pais, professores e funcionários, numa eleição com voto universal. Alunos estão aptos a votar a partir de dez anos.

Em poucas palavras, pela maioria absoluta do número de alunos, serão sempre eles que determinarão o candidato vencedor, pelo menos nas Escolas de Ensino Fundamental (nos Centros de Educação Infantil isso não acontece, devido a baixa faixa etária dos alunos).

Torno a falar no assunto, para chamar a atenção, ao que pode ocorrer, pois dentro de uma escola estão reproduzidas as mesmas relações, da sociedade na qual ela está inserida, numa escala reduzida. Tal fenômeno também pode ser observado durante o período eleitoral, em que está em jogo a disputa de poder. Existe a tendência a se repetir o que vemos nas eleições para os cargos políticos!

Há, sempre, o risco de existirem candidatos que apelem para o “canto da sereia”. Prometem, fascinam, enfeitiçam e, se não tomarmos cuidado, nos levam pro fundo das águas e de lá não tem mais volta… Difícil de acreditar, não é? Mas…

Pois deixemos esses de lado e vamos falar daqueles que realmente valem a pena. Vamos falar dos educadores que estão concorrendo, e que eu conheço de perto, pertíssimo, colegas de trabalho, pessoas idôneas e competentes, que se colocaram a disposição e estão na disputa.

Como não sou de ficar em cima de nenhum muro, vou logo me posicionando e apresentando os candidatos que, pela sua história de trabalho e por apresentarem as características necessárias ao cargo em questão, acredito que são as melhores opções nas escolas em que estão concorrendo.

São eles:

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MAURÍCIO SCORTUZZI VILELA – EMEF “PADRE ANCHIETA”

(Professor de História)

Rosalba

ROSALBA GAZONI LIMA TOVAR – EMEF“MARIA LEONOR PEREIRA DASILVA”

(Pedagoga)

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LÍLIAN ALVES – EMEF “PROFESSOR JOÃO BANDEIRA”

(Coordenadora)

Cláudio

CLÁUDIO LUIZ FERNANDES – EMEF “OTTO EWALD JUNIOR”

(Professor de Geografia)

Com certeza, existem outros candidatos excelentes. Porém como não os conheço de perto, não tenho a competência necessária para recomendá-los.

Já estes quatro acima, são antigos parceiros. Pessoas incríveis que como diretores, tenho certeza,  colocarão suas escolas numa posição de vanguarda, em matéria de qualidade administrativa e excelência educacional.

Portanto, recomendo.

Vote

terça-feira, 13 de setembro de 2011

As eleições e a bola.

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Quem está apto a dirigir uma escola, com competência e honestidade, em Vitória, que levante a mão!

Em todas as Escolas de Ensino Fundamental e Centros de Educação Infantil, haverá eleição direta para o cargo de gestor. Todos os professores inscritos e habilitados para concorrerem ao pleito, que acontecerá em outubro, na Rede Municipal de Ensino, a partir de hoje, podem apresentar-se à comunidade escolar e fazerem sua propaganda.

As eleições ocorrem a cada três anos. Na última, em dois mil e oito, resolvi participar diretamente e concorri ao cargo, para dirigir a escola, em que já trabalhava há dezessete anos e pela qual era totalmente apaixonada.

Perdi. Ganhei experiência. Mas, principalmente, pude observar de perto este processo que se considera democrático, mas não oferece chances reais iguais a todos os candidatos. Vou explicar. Não é difícil entender.

Nesta eleição, o voto é universal, isto é, toda a comunidade escolar tem direito a um voto e ele tem o mesmo peso. Sendo o número de alunos muito superior ao de professores e funcionários, é este segmento (alunos) quem decide a eleição. Os pais, que também votam, só confirmam a vontade de seus filhos! Ou seja: quer ganhar a eleição? Agrade os alunos!!!

Os professores e os funcionários que estão na escola há mais tempo, que irão permanecer por mais tempo, que conhecem a escola e as suas necessidades, pelo lado de dentro, praticamente não são ouvidos! É claro que eles podem tentar influenciar os alunos. Mas a coisa fica mesmo complicada quando os professores de Educação Física resolvem concorrer ao cargo. Aí, caros leitores, não tem pra ninguém. A vitória é garantida.

Toda criança maior de dez anos pode votar, aqui em Vitória. E toda criança é apaixonada pelo seu professor de Educação Física. Ele é o que proporciona mais prazer. É o dono da bola. Regra geral, é a figura mais popular da escola. Não há como vencê-lo numa disputa para o cargo de direção, quando seus alunos votam e cada voto seu tem o mesmo peso de todos, da comunidade escolar.

Durante as discussões que antecederam esse período eleitoral, conversei com uma colega que atua no COMEV (Conselho Municipal de Educação de Vitória), na tentativa de abrir-lhe os olhos para essa questão. Não existem culpados. O erro está em como a eleição está organizada. Sugiro que os votos sejam paritários, ou seja, cada segmento compute os seus números separadamente, promovendo um equilíbrio entre eles. Assim todos os segmentos têm a chance de terem sua voz ouvida nessa disputa.

É preciso cuidado: nem tudo é tão democrático quanto parece ser! O conceito de democracia pode estar sendo utilizado em favor apenas de uma só categoria profissional. E numa real democracia todos têm os mesmos direitos.

Vitória precisa avançar nesse sentido.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Existe idade certa para aprender a ler?

Se o assunto é polêmico, então, preciso dar o meu pitaco!

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Os alunos com menos de seis anos não podem ingressar no primeiro ano, do Ensino Fundamental, de acordo com as normas brasileiras (ditadas pelo Conselho Nacional de Educação e  pelo Ministério da Educação). Em outras palavras, devem continuar na Educação Infantil, ainda que repitam o ano, pois são consideradas muito jovens para “aprenderem a ler”.

Terei a ousadia de discordar.

Afinal, leis que regem o Ensino são, ou deveriam ser, formuladas por especialistas em Educação, mas muitas vezes, parecem apenas atender aos interesses econômicos e políticos! Aqueles que vão além, ou estão aquém, dos verdadeiros objetivos pedagógicos. Essa regra da limitação da faixa etária para o ingresso no Ensino Fundamental é uma delas.

Num país onde a alfabetização é ainda um dos nossos pontos fracos, as crianças deveriam ter todas as portas amplamente abertas para serem alfabetizadas. Não deveria haver nenhum obstáculo, de nenhuma espécie! Ao contrário, deveriam ser conduzidas para dentro de nossas escolas, pois, neste caso, idade não é documento.

Aprender a ler é algo prazeroso e instigante. Se dá desde cedo, a partir do momento quando ela começa a perceber que a fala pode ser representada por símbolos: as letras. 

A criança observa, faz perguntas, busca um sentido, uma organização de ideias. E você, simplesmente, pode e deve responder os seus questionamentos. Quando maior sua inclusão no mundo alfabetizado, mais rapidamente se dará a sua alfabetização, pois ela será mais estimulada. A escrita fará parte do seu dia-a-dia; terá sentido para ela. Verá seus pais fazendo a lista de compras, anotando um recado, preenchendo um cheque, lendo um livro na hora de dormir... Livros e revistas sempre à mão. Papéis, folhetos, rótulos, painéis, títulos em exposição... Irmãos mais velhos e adultos escrevendo, com prazer, na tela do computador e torpedos, no celular.

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Cada vez mais a escrita faz parte do nosso cotidiano. E a criança está inserida nele também.

Meu filho Luiz Fernando, desde bem novinho, sempre se interessou pelo mundo da escrita. Perguntava com que letra se iniciava o nome de todos da família; pedia que a madrinha escrevesse todos eles num papel. Ficava sentadinho olhando as revistinhas em quadrinhos, da Turma da Mônica. Vez ou outra, perguntava o que algum personagem estava dizendo. A gente lia e ele ria. E isso era constante. Certa vez, quando ele tinha apenas quatro anos, qual foi a nossa surpresa, quando leu todo o cardápio exposto, no quiosque da praia. Ele tinha aprendido a ler e ninguém tinha percebido!

Ninguém me contou. Aconteceu conosco. Eu vi o processo de aquisição da escrita acontecer naturalmente, num meio alfabetizado, é claro. Mas meu filho foi uma criança normal, como tantas outras. O diferente é achar que a alfabetização tem que ser dolorida e complicada.

Por isso, considero um absurdo impedir uma criança de ingressar no primeiro ano, porque ainda não completou seis anos!

Precisamos de brasileirinhos escritores. Lendo e escrevendo desde novinhos. Seres pensantes. Críticos e produzindo história. Lugar de criança é na escola sim! E desde cedo. Não faz sentido, Senhores Especialistas! Se é por economia de recursos, esse impedimento, afirmo que é um crime contra a Nação!

Está na hora de pensarmos seriamente em erradicarmos, de vez, o Analfabetismo no Brasil. Esta deve ser a nossa grande meta e a nossa grande preocupação. Para isso precisamos, só para começar a conversa, colocarmos todas as crianças em escolas de qualidade, que respeitem as características de sua faixa etária, seja ela qual for, e o seu nível de desenvolvimento físico e mental. Jamais impedi-las de entrar!!!

Aprender a ler pode e deve ser feito com prazer e brincando!

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