sexta-feira, 8 de abril de 2011

Desabafo de um professor.

Hoje o texto não será escrito por mim. Recebi-o por email de uma amiga, também professora. Decidi postá-lo porque concordo com o seu ponto de vista. Se fosse escrever sobre o assunto, com certeza, daria o mesmo enfoque. O caso, agora, aconteceu numa escola daqui, de Vila Velha, e a imprensa tratou de fazer um estardalhaço!

funk

“ALGUÉM PODERIA ME AJUDAR A ENTENDER ESSE CASO????”

“A TV gazeta publicou um vídeo, onde alunos de uma escola da grande Vitória aparecem dançando funk (não sei se é assim que se escreve) numa sala de aula, em decorrência da falta de um professor. As mães ficaram alarmadas e desceram a “ripa da escola”. A Secretária de Educação falou em alto e bom tom que os alunos serão punidos dentro dos parâmetros da lei. A TV fez questão de exibir o assunto em dois telejornais, com grande ênfase.
 
A minha dúvida é: Por que todo este alvoroço, já que todos os dias a grande maioria das famílias  aplaudem de pé, todos os dançarinos e dançarinas - se é que tem o direito de  serem chamados assim - do tal funk que invadem nossas casas em quase todos os  programas de TVs?
 
Por que a TV dá tanta ênfase ao assunto sendo que é através dela que nossos  alunos e alunas têm acesso a estes e a tantos outros temas que nem sempre  trazem benefícios? Como aconteceu dentro de uma escola, está errado. Se fosse dentro de casa, tudo  ok!
 
COITADAS DAS NOSSAS BOAS ESCOLAS! COITADOS DOS NOSSOS BONS PROFESSORES E PROFESSORAS QUE NÃO DÃO CONTA DE TODAS AS RESPONSABILIDADES QUE AS FAMILIAS OMISSAS JOGARAM NAS SUAS COSTAS!
 
A “criançada” só está reproduzindo aquilo que cada pai e cada mãe estão  permitindo que seus filhos aprendam. Estão colhendo com lucros a “falta de valores” plantada, com permissão, na vida de seus filhos e filhas.
 
Termino lembrando um ditado bem popular: pimenta no olho dos outros é  refresco. Chega de jogar toda a culpa na escola! A primeira responsável pela formação integral dos filhos é a família. Acredito quem nem todos os alunos dançaram o tal funk.
Quem dançou na escola,  dançaria na rua, em casa e sei lá em tantos outros outros lugares e até de madrugada.
 
VIVA AS BOAS ESCOLAS! VIVA OS BONS PROFESSORES! VIVA OS VALORES NECESSÁRIOS QUE NOSSOS ALUNOS TRAZEM DO LAR PARA A ESCOLA.
 
Este é o desabafo de um velho professor!!!!”
 
Professor Luiz Carlos Cuerci Fedeszen

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Perplexidade total.

Perplexos! Chocados! Indignados! Assim estamos nós, perante esse episódio brutal, acontecido no Rio de Janeiro.

Era apenas um dia de aula, como tantos outros que aconteciam naquele momento. Eu mesma estava em sala de aula. A hora: por volta das oito da manhã. Um psicopata, que odiava crianças, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, e entrou, desta maneira, para a História do Brasil, como o assassino do pior massacre que já se viu por aqui!

Queria eu estar, agora, escrevendo sobre flores e cores. Mas como professora e pedagoga, com uma vida inteira ligada à Educação, não poderia deixar de demonstrar minha indignação e perplexidade com esta tragédia brutal!

Meu filho tem 13 anos. Poderia estar naquelas salas de aula. Que dor de todas as mães sentimos juntas pelas perdas de nossos meninos e meninas! Ninguém tem esse direito. Ceifar vidas. Destruir famílias. Exterminar futuros!

O homem morreu. Matou-se. Com certeza, pagará por isso em algum lugar. A morte não é o fim, nem para ele, nem para as crianças assassinadas. As crianças viraram anjos, viraram estrelas. Quanto a ele… quem saberá?

O dia é o sétimo do mês. O cenário é de guerra. A violência é desmedida. O terror é total. Momentos que serão difíceis de esquecer. Um homem insano capaz de ter feito o inenarrável, o incompreensível…

rio escola realengo

Estou sem palavras. Desculpem. É demais para mim… Estou de luto!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Conjuntivite.

“A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva ocular, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Pode atacar os dois olhos, durando de uma semana a quinze dias e não costuma deixar sequelas. Podem ser ocasionadas por fatores alérgicos, irritativos ou infecciosos e cada um deles necessita de tratamento específico. O olho torna-se vermelho, edematoso, lacrimejante, com sensação de corpo estranho, às vezes com secreção.’ (Wikipedia).

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Está na cara, literalmente, o motivo desta explicação na abertura do post: o surto desta doença, aqui na Região Metropolitana de Vitória. Os números aumentam a cada dia. Não me lembro de ter presenciado um surto assim. Na minha sala de aula, pela manhã, os casos não param. Na escola da tarde, também. Agora é meu filho mais velho… Não sei como ainda não fui afetada. Estou cercada por todos os lados!

Vamos nos unir para prevenir a conjuntivite e evitar, assim, o contágio e o aumento no número de casos. A seguir, algumas informações importantes:

“Para prevenir a transmissão, enquanto estiver doente, tome as seguintes precauções:
• Lave com freqüência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microorganismos.
• Aumente a frequência de troca de toalhas ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos.
• Não compartilhe toalhas de rosto.
• Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise.
• Lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas e, ao usá-los não encoste o bico do frasco no olho.
• Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite, ou se estiver usando colírios ou pomadas.
• Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza.
• Evite coçar os olhos para diminuir a irritação.
• Evite aglomerações ou freqüentar piscinas de academias ou clubes.
• Evite a exposição a agentes irritantes (fumaça) e/ou alérgenos (pólen) que podem causar a conjuntivite.

Para prevenir o contágio, tome as seguintes precauções:
• Não use maquiagem de outras pessoas (e nem empreste as suas).
• Use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção se você trabalha com produtos químicos.
• Não use medicamentos (pomadas, colírios) sem prescrição médica (ou que foram indicados para outra pessoa).
• Evite nadar em piscinas sem cloro ou em lagos.

Todos estes cuidados devem ser verificados por pelo menos 15 dias desde o início dos sintomas nos indivíduos contaminados, já que durante este período as pessoas com conjuntivite podem ainda apresentar contágio, evitando repassá-la para outras pessoas.” (http://boasaude.uol.com.br)

Cuide-se! Faça a sua parte.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Quando a morte separou…

estrela-dalva

E naquele canto de olho uma lágrima teima em rolar.

Por que dói tanto a saudade? Aperta o peito, contrai a alma!

Quando o amor vira estrela, voa pra longe do alcance das mãos.

O brilho no céu, tão distante, chama por nós, todas as noites, em cada sonho!

Não estava nos planos a separação.

Eram mais que um par: dois num só corpo em comunhão.

Afinidades, carinhos, companheirismo, parceria.

Um casal apaixonado. Vida a dois construída a cada dia.

Mas teve um que se foi. Saiu da vida. Virou estrela.

Quem ficou sofreu e sofre ainda. Traz no rosto a sombra e o silêncio.

O que consola é saber que não foi sua opção deixar o palco.

E, na certeza, de que um dia estarão juntos novamente, toca-se o barco.

Afinal, o amor é para sempre. E o “pra sempre” é maior do que a morte!

Há de continuar…

(Para minha amiga, que hoje tinha tristeza no olhar.)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

“Seja, use e abuse da criatividade.”

Antigamente se dizia: “Minha vida é um livro aberto”.

Peço licença para atualizar a frase: “Minha vida é um blog aberto”. E acrescento: “Com alguns posts não escritos…”

É assim que construo o Doce Deni, a cada dia. Eu estou nele em cada linha, mas principalmente em cada entrelinha…

Me deixo conhecer. Divido minhas experiências e meus pensamentos. Desta forma, tão exposta, acredito que estou fazendo a minha parte, na tentativa de construir um mundo melhor.

Não quero passar pelo mundo sem deixar a minha marca. Não sou perfeita, nem quero ser. Perfeição não combina com humanidade. Cometo erros, mas procuro aprender com eles. E dividir com vocês.

Apresento um vídeo que assisti há uns tempos atrás, e que me impulsionou na decisão de criar este blog. Vale a pena vê-lo. Quem sabe mexa com você também! Afinal, uma idéia puxa outra…

domingo, 3 de abril de 2011

Para quem “se acha”…

É bíblico. Você vê o cisco no olho do outro, mas não percebe a trave que cobre seus olhos! Reclama de tudo e de todos. Se acha um moço bom, praticamente sem defeitos. Tem gente que é assim. Ou pior, tem muita gente que é assim. Se acham… Se consideram certos o tempo inteiro. Paradoxalmente, os outros estão sempre errados.

Tem gente que tem prazer em ser do contra; em andar pela contra-mão, como se todos os outros carros estivessem errados. Se dizemos que é azul, teima que é vermelho. Se achamos interessante, boceja, e diz que é monótono. Que tristeza de pessoa!

Tenta ser convincente. Não consegue, porque falta conteúdo. Mas insiste, teima. Vai até você. Desta forma, não conseguimos ignorá-lo! Conheço o tipo, mas não compreendo porque é assim. Talvez a causa esteja lá na infância: mimos exagerados! A fase do egocentrismo não passa…

Portanto, para essas pessoas reproduzo uma frase que li e salvei, na esperança de um dia ter a oportunidade de usar. É uma observação simples, mas muito profunda. E a hora é agora:

"SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER VER NO MUNDO." (Dalai Lama)

pedra-na-agua

sábado, 2 de abril de 2011

Amar é…

bonequinhos amar é

“O que Deus uniu o homem não separa…” Ouvi esta frase uma vez.

Eu tinha apenas vinte anos. Já namorava há cinco. Praticamente crescemos juntos. Estudávamos na mesma escola; na sétima série, até na mesma turma. E eu me apaixonei. Amor da juventude. Amor por inteiro.

Entre raros encontros e muitos desencontros, na hora do recreio, esse amor foi crescendo, dia-a-dia. Adorava vê-lo chegar. Descia as escadas, cheio de ginga. Calça justa, camisa do uniforme coladinha no corpo esbelto, mascando chicletes. Os cabelos enrolados como de anjo, olhos escuros e astutos, como de gato. Quando ele chegava, meu coração dava pulos, mal cabia no meu peito. E ele sabia. E ria. Nem me dava bola…

No fim do ano, saiu da escola. Ano seguinte, já começado, voltou para mim. Pelo menos, foi assim que pensei, enquanto corria feliz pelos corredores da escola, ao saber da notícia. Não fomos mais da mesma turma, mas ainda assim era muito bom tê-lo por perto.

Nessa época, ano de 1976, Maria Bethânia cantava “Olhos nos Olhos” e fazia muito sucesso. E foi ao som desta música que nos beijamos, pela primeira vez, no baile de nossa formatura, conclusão da oitava série. Naquela noite, dormi sorrindo. Mal podia acreditar que eu tinha conseguido!

O namoro começou então, desde aquele momento. Éramos pouco mais do que crianças. Crescemos juntos. Aprendemos juntos. Descobrimos o amor da pele e dos sentidos. E fomos assim um do outro. Tantas dificuldades enfrentamos. Meus pais eram muito rígidos. Mal podíamos nos ver livremente. Até que resolvemos nos casar…

O dia 31 de outubro, cheio de superstições hoje em dia, naquela época era apenas véspera de feriadão. Por isso escolhemos essa data. Manhã de sol. Dez e meia da manhã. Igreja cheia de parentes e amigos. Emoções à flor da pele. Trocamos, assim, as alianças.

A família ajudou. Muita gente ajudou. Conseguimos o nosso cantinho. Apertado, mas muito aconchegante. E aquele amor se concretizou num menininho que veio ao mundo, dois anos depois.

Esta história que teve um início tão feliz, não foi adiante. Durou apenas quatro anos. O amor não era recíproco. Um engano aconteceu, de ambas as partes. Um achou que era amado, o outro achou que amava… E quando a verdade veio à tona, trouxe junto a separação.

Naquele dia eu morri. A menina morreu. No seu lugar, nasceu a mulher. Me vesti para a luta que iria começar. Em dias, aprendi tanta coisa. De tudo, o mais difícil foi deixar de amar!

Deixei de viver a vida que sonhei. Deixei de acreditar que os amores são para sempre. Ainda hoje, percebo que sinto muito não ter vivido aquela história de amor... Bom isso tudo ter acontecido tão cedo. Tive tempo para me refazer. Uma das coisas que aprendi é que sempre haverá uma manhã de sol, após a tempestade, por pior que ela seja… Não interessa que danos tenha causado, sempre haverá uma forma de recomeçar.

A pessoa eu não amo mais. Mas o amor que eu senti por ela, ainda trago guardado no peito. Amor primeiro, puro e verdadeiro. No museu do meu coração, ele repousa como lembrança. Uma prova irrefutável de um sentimento tão profundo e completo que consegui sentir um dia… E nunca mais.

peace

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Com um beijo e um abraço.

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De repente um conhecido vem lhe cumprimentar. Ele pode ser homem ou pode ser mulher. Então como fazemos? Se você for mulher como eu, até bem pouco tempo atrás, aqui no Espírito Santo, dávamos dois beijos alternando os lados do rosto. Era assim nosso cumprimento, como em outras partes do Brasil também. Mas agora, sem a gente saber como isso começou, o nosso jeito de cumprimentar sofreu uma alteração, que a meu ver, é extremamente positiva: um único beijo, seguido de um abraço!

Que coisa gostosa ficou! E muito mais íntima. Não é mais aquele gesto quase mecânico. Agora os dois corpos se tocam e dizem de si muito mais… Você realmente encontra alguém e se deixa encontrar. Qual é o valor do abraço? Não tem preço.

O beijo no rosto funciona como um símbolo de carinho. Pais e filhos sempre se beijaram assim. Tias e tios, avôs e avós. Madrinhas, padrinhos e tias-avós. Amigos e amigas. Mas o beijo seguido de abraço, multiplica-se o seu significado. É mais ou menos como dizer: Que maravilha, meu amigo, ter encontrado você! Muito bom mesmo! Deixa eu aproximar meu coração do seu. Deixa eu entrelaçar meus braços com os seus… E, por alguns momentos, sermos um só, na intimidade da nossa amizade!!!

Não sei se esse fenômeno está acontecendo em outro canto do Brasil. Quero crer que saímos na frente! Posso estar enganada. Mas o fato é que, dessas mudanças comportamentais que acontecem naturalmente, de tempos em tempos, em todas as sociedades, esta, no modo de se cumprimentar, é uma muito bem-vinda.

O beijo seguido de um abraço torna o encontro mais promissor. Você, ao mesmo tempo que demonstra carinho, instintivamente, demonstra proteção. E é muito bom proteger… Mas é melhor ainda ser protegido!

Então, que fique logo instituído, para que não haja dúvidas, nem confusões que resultem num quase beijo na boca constrangedor (quem nunca passou por isso?): aqui, no Espírito Santo, as pessoas ao se encontrarem, se cumprimentam com um beijo seguido de um abraço!

Sendo assim, recomendo que nos encontremos mais vezes. Afinal, sabemos que essas formas de carinho combatem a tristeza e a depressão. Que o nosso estar com o outro, seja sempre por inteiro, e que o nosso abraço nunca seja impessoal, mas, ao contrário, cheio de bons sentimentos e carregadinho de emoção!

Me dá logo um beijo e um abraço!

abraço2

quinta-feira, 31 de março de 2011

Boliche.

boliche

Bolinha pesada. Três furos escorregadios para o encaixe dos dedos. Monta-se o "disparo” e lança! Lá vai ela… Não antes de lhe deixar desequilibrado.  Uma delícia de passatempo: boliche.

Nunca tinha me aventurado. Foi minha primeira vez. Sempre ouvi dizer que era gostoso, mas realmente nunca havia me interessado. E eis que surgiu a oportunidade e eu me lancei nessa aventura. Pode parecer trivial para uns, mas para mim foi uma experiência marcante. Afinal tudo que é novo ou causa medo ou fascínio… Neste caso, me cativou.

Já planejei novas idas ao boliche. Recomendo para vocês. Apesar de desengonçada e de ter perdido todas as partidas, quem sabe se, com algum treino, eu consiga melhorar a performance? Vai saber…

quarta-feira, 30 de março de 2011

Crianças e os limites.

O mundo mudou, ninguém pode negar. As mulheres conquistam, cada vez mais, o seu espaço na sociedade. Trabalham fora; muitas sustentam a família sozinhas, ganham mais, são reconhecidas… Os pais precisam trabalhar também, porque o custo de vida é alto; porque o consumismo dita as regras e é preciso comprar, comprar, pagar, pagar… Daí trabalha-se cada dia mais.

Toda essa engrenagem, que impulsiona a economia e o PIB do país, acaba deixando as crianças sem os pais dentro de casa. E aí surge a questão: Por quantas anda a educação de nossos filhos? Crianças sem limites: é este, muitas vezes, o resultado!

falta-de-educacao

A mãe falava: “Não trepa aí”! E o pequeno trepava, na cara dela! A mãe falava: “Não abre!”. E ele abria e e ainda sorria... Foi esta cena que presenciei no supermercado, indignada. Os que passavam trocavam olhares de cumplicidade, enquanto abanavam a cabeça e emitiam muchochos… Um vexame!

Esta não é uma cena rara. É bem corriqueira. Associada a ela, tantas outras que presenciei hoje e presencio todos os dias. Tenho a impressão de que a falta de educação está generalizada, colocando as crianças educadas como exceções!

Conversando com a mãe de uma aluna, percebi que muitas famílias colocam na escola o papel que antes era seu: a de educar seus filhos! E ainda cobram competências… Sinceramente, penso que a escola não tem esse papel. Educação deve vir de casa. Deve ser estabelecida na colocação de limites pelos pais. Pai e mãe devem dizer sim, mas também devem dizer não. Devem conversar a respeito. Esclarecer dúvidas. E, principalmente, mostrar o certo e o errado: as regras sociais.

Não se perde nada educando os filhos. Não se perde nem tempo… Ganha-se em qualidade. Lembro da frase que diz: "Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos e se esquecem da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta."  A conversa é mesmo por aí.

Não tenho nenhuma fórmula. Não recomendo nenhum método para se corrigir menino. Cada um sabe de si e faz aquilo em que acredita. Mas é preciso que se faça mesmo algo. Crianças não nascem sabendo as regras de convivência… Precisam aprender. E elas não aprendem sozinhas. Precisam dos pais, dos irmãos, dos avós, dos brinquedos. Crianças precisam brincar! E isso é mesmo muito sério!

criancas-dia-das-

A nova sociedade está “amadurecendo” demais os pequenos, antes da hora. Tantas informações acabam estimulando a precocidade… E as brincadeiras vão sendo deixadas de lado. Criança precisa ser criança mesmo, mas precisam ser ensinadas, corrigidas, estimuladas, levado-as a desenvolverem a auto-confiança, a criatividade, a autonomia e a formação do caráter. Pai e mãe são fundamentais nessa função. Quando falo “pai e mãe”, me refiro àqueles que criam, não necessariamente aos genitores biológicos.

A verdade é que crianças mal educadas são insuportáveis. Ninguém quer ficar perto. Ninguém gosta. Pense nisso. Será que você não prefere ver seu filho amado e elogiado por todos? Ser um cidadão de verdade, desde novinho? Crianças já podem exercer sua cidadania, desde novas. Apenas precisam saber, primeiro, como se faz isso. Você tem sido um bom exemplo para elas? Aprendemos mais com atitudes, do que com palavras.

É por isso que eu sempre digo, colocar filhos no mundo exige muita responsabilidade. Filhos são para toda vida. E nossa responsabilidade com eles também!

“Os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que recebem, uma recompensa ou um castigo.”
(J. Petit Senn)