Eu realmente achei que o nosso "pra sempre" nunca teria fim. Tão ingênua essa menina! O fim chegou como de tantos outros amores. Um dia o "felizes para sempre" chega ao fim. Às vezes, nem tão feliz assim... O fato é que, pelo menos, um dos lados sempre coloca um ponto final.
quinta-feira, 28 de novembro de 2024
E fim.
terça-feira, 5 de novembro de 2024
Fechado comigo
Amigo é fechamento. Simples assim.
Estou ficando mais velha e mais exigente. Coisas da idade, sem dúvida. Intolerante para quem costuma ficar em cima do muro, achando que não está comprometendo-se. Ledo engano. Convenhamos, todo muro tem um dono. Quem opta por ficar sobre ele, já escolheu um lado. Não há neutralidade nem em cima dos muros.
terça-feira, 28 de julho de 2020
O velho fusca
Eu confesso: não curto fuscas. Apesar de ter sido criada com um deles na garagem, do famoso automóvel não guardo memórias afetivas… Falta de afinidade, talvez.
Entretanto recebi o texto abaixo, de autoria desconhecida, em um grupo de uma rede social, e chamou-me a atenção. A moral dessa história é, sem dúvida, relevante. Ainda que a reflexão tenha partido de um fusca…
Afinal, nada chega às nossas mãos por acaso.
“Um pai disse ao filho:
- Você se formou com honra, portanto, está aqui um FUSCA, que comprei há muitos anos. Tem mais de cinquenta anos, mas antes de eu transferi-lo a você, quero que o leve ao estacionamento do centro da cidade e diga que quer vendê-lo, para saber qual é o valor que lhe oferecem.
O filho foi ao estacionamento de carros usados. Voltou ao pai e disse:
- Eles me ofereceram dois mil reais, porque parece muito desgastado.
O pai disse:
- Leve-o à loja de penhores. O filho foi à loja de penhores, voltou e disse:
- Ofereceram apenas mil reais, porque o carro é muito antigo.
Finalmente, o pai pediu ao filho para ir a um clube de carros antigos e lá mostrar-lhes o carro. O filho levou o carro ao clube, voltou e disse ao pai:
- Algumas pessoas no clube ofereceram setenta mil reais pelo carro, uma vez que é um carro raro e muito procurado entre os membros do clube! E o pai disse ao filho:
- Eu fiz isso para que você soubesse que no lugar certo, você será valorizado da maneira certa. Se você não é valorizado, não fique com raiva. Isso significa que você está no lugar errado. Quem conhece o seu valor é quem o aprecia. Nunca fique num lugar em que não entendem o seu verdadeiro valor!”
E você? Será que está no lugar certo?
É sempre tempo de pensar a respeito.
Nunca é tarde para recomeçar.
sexta-feira, 24 de julho de 2020
Luz, câmera… Socorro!
(magem: Produtora Infinity Plus)
Existem pessoas que ficam muito à vontade na frente das câmeras. Sabem se expressar com desenvoltura. Falam as palavras certas. Sustentam o olhar, enquanto usam a melhor expressão facial. E eu não sou uma delas. Sou um verdadeiro fiasco!
Muita gente tem descoberto algum talento, nesse tempo de distanciamento social, que aumentou o período passado dentro de casa. Comigo aconteceu o contrário. Descobri que sou uma lástima quando tenho que gravar algum vídeo!
No trabalho remoto, algumas novas exigências apareceram. Aliás, posso arriscar dizer que a minha rotina profissional mudou por inteiro. Recursos tecnológicos tornaram-se fundamentais para quase todas as ações. E dominar seus usos tornou-se crucial. Minha sorte é que não tenho lá grandes dificuldades. Anos, escrevendo e postando em um blog, deram-se alguma experiência.
Entretanto, ficar à frente das câmeras pressupõe outras habilidades maiores do que meramente técnicas. Descobri que sou péssima nessa arte. Mesmo não me considerando uma pessoa tímida, em situações cotidianas, as lentes causam esse efeito em mim. Fico desconcertada. Esqueço falas, raciocínios e me perco, ao acompanhar os movimentos dos músculos da minha face. Sempre acho que faço caretas.
Definitivamente, neste período, descobri a falta de um talento em mim… Ainda bem que não preciso dele para sobreviver! Escrever é a minha praia.
Ao invés de vídeo, me proponha um texto. Ao invés da câmera, prefiro o teclado. E essa habilidade não descobri com a pandemia. Veio comigo de berço.
Mas quem sabe eu ainda descubra que possa fazer pão doce ou uma almofada de crochê? Do jeito que as coisas estão, parece que não vai faltar tempo para aprender…
quarta-feira, 22 de julho de 2020
Cada um no seu banheiro
Se é que existe um lado bom nisso tudo é, sem dúvida, para quem pode estar em casa, usar o próprio banheiro, durante todo o período do dia.
Para quem tem como rotina trabalhar fora o dia todo, como eu, e precisa usar o banheiro alheio, nesses tempos de pandemia, tem tido o seu próprio disponível 24 horas do dia. Pessoas como nós, certamente, estão curtindo muito a novidade.
Não se expor à doenças, além de contar com a privacidade que só a casa da gente tem, são algumas das vantagens de ter por perto o seu próprio sanitário. Revistinhas disponíveis, palavras cruzadas, porta deixada aberta, com a certeza que o ambiente é seguro… Quer coisa melhor?
Certamente quando a vida voltar para o outro normal, sentirei falta desta particularidade, que o distanciamento social me proporcionou. É fato que nós, mulheres, temos mais dificuldades para usar o banheiro coletivo. Muitos deles nem tão asseados como deveriam…
Não tem coisa melhor que poder usar o banheiro da casa da gente!
Não precisa ser de luxo, nem ter todo o conforto que a gente gostaria. O chuveiro pode não ter a água quente, nem a tampa do vaso pode não ser acolchoada. A iluminação pode ser pouca e até pode não ser bem ventilado… Mas é nosso. E isso é suficiente para garantir o nosso bem-estar. O resto, a gente improvisa.
Esquenta a água nos dias mais frios. Coloca um ventilador nos dias mais quentes. Mas o direito ao número dois com calma e segurança está garantido! Sem constrangimentos.
Êh, vida boa! Vou sentir mesmo falta.
segunda-feira, 20 de julho de 2020
Valeu, amigo
Valeu, Amigo
(Pikeno e Menor)
Eu ouvi palavras ditas com carinho
De que na vida ninguém é feliz sozinho
E você é um alguém que sempre me fez bem
Me protegeu e me tirou de todo perigo
E quando eu precisei você chorou comigo
Valeu por você existir, é tão bom te ter aqui
Eu rezo e peço pra Deus cuidar
A sua vida abençoar
Vou correr por você até o fim
Me quis tirar do mal, eu percebi
Disse verdades que eu mereci
Então pra sempre amigos, sim
Se Deus quiser
Vou ter você guardado no meu coração
Até nos seus conselhos de irmão
E é pra você que eu dedico essa canção
Eu rezo e peço pra Deus cuidar, cuidar
A sua vida abençoar, abençoar
Vou correr por você até o fim
Assim eu sei que pra você também
Sou alguém que te faz tão bem
Mais que amigo e irmão meu, valeu
Eu rezo e peço pra Deus cuidar, cuidar
A sua vida abençoar, abençoar
Vou correr por você até o fim
Assim eu sei que pra você também
Sou alguém que te faz tão bem
Mais que amigo e irmão meu, valeu
Quando todos se forem, eu vou estar lá com você
Amigos até depois do fim
Valeu, amigo!
Dedicado a todos os amigos e amigas que encontrei pela vida. Foram anjos, foram luz, foram presença.
Valeu mesmo.
Meus amigos todos não caberiam numa galeria. São muitos. Tantos… Sou privilegiada.
A minha maior homenagem é nunca esquecer de nenhum deles.
E o meu reconhecimento e gratidão.
domingo, 19 de julho de 2020
Dentro de casa
Hoje completam 4 meses que estou em casa, desenvolvendo meu trabalho em home office, numa situação nunca sequer antes imaginada: em distanciamento social. Não sou só eu ou as pessoas do lugar onde moro, nem as do meu país. Estamos vivendo o período de uma pandemia mundial, causada pelo coronavírus.
Eu não sei bem quando ouvi falar desse vírus pela primeira vez. Acho que foi no final do ano passado. Talvez no início deste fatídico 2020. Mas, das primeiras notícias ouvidas ao que veio logo depois, pouco tempo se passou. Jamais poderia supor que viveríamos algo tão inédito! Provavelmente, você também não.
Estar em casa e só sair para as atividades mais necessárias – de máscara; usar as redes digitais, através dos instrumentos tecnológicos disponíveis, como meios de comunicação, inclusive para acessar os parentes e amigos mais próximos, fazer compras, pagamentos, trabalhar remotamente; álcool gel, álcool 70%, sabão, sabonete, detergente, de modo intensificado, por, no mínimo, vinte segundos, para manter as mãos limpas; sentir falta de tocar, beijar, abraçar, de calor humano… A nova atual rotina.
A solidão e a saudade passaram a conviver comigo. As lembranças também. A ansiedade. A esperança. A vontade de que tudo acabe bem. E o medo. Quem não tem medo de pegar essa terrível e letal doença? Tantos já morreram…
Alguns ainda tentam se enganar. Querem fingir que nada está acontecendo. Minimizam os impactos do vírus. Debocham das autoridades. Fazem pouco caso da desgraça alheia. Falta de empatia, de bom senso e de responsabilidade. Quero distância desses. Por todos os motivos citados. E, por não se cuidarem, possivelmente estão mais propensos à se contaminarem e espalhar o vírus.
Inquietante é saber que sabemos pouco sobre a doença. Muito menos, por quanto tempo isso tudo ainda irá durar. A distância das pessoas que amo dói demais! Já são quatro meses… Por quanto tempo mais?
Pelos jornais, acompanho as notícias. Alguns dias, pulo o noticiário para me poupar. Ninguém é de ferro. Muito menos, eu. Em outros dias, choro junto com quem perdeu seus entes queridos. Me emociono. Me revolto. Me entristeço. São dias vividos com intensidade emocional. E expectativas!
A impressão que tenho é estar presa num daqueles filmes norte americanos de ficção ou vivendo um enorme pesadelo. Um dia vou acordar. Ou me soltar. Tudo isso vai passar.
Essas inéditas experiências que estamos vivenciando farão parte de todos os livros de História, sem dúvida. Só nos resta torcer para sairmos ilesos e podermos ser leitores delas, daqui a alguns anos. Que Deus nos abençoe!
E que os cientistas façam a sua parte, com urgência, na criação da esperada vacina.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
A soma de cada um
Cada um se enfeita de acordo com o seu gosto, e julgamos, nós, de bom ou mau gosto.
E cada um age de acordo com seus valores e suas escolhas, traçando seu destino, à medida do possível, esbarrando-se aqui e ali, uns nos outros.
É nessa rede, no conjunto dos “ser de cada um“ e das ações de todos que se dão as relações humanas. Puro conflito! Não há como fugir.
Ninguém nasce homofóbico, racista, preconceituoso, delinquente, misógino, etc. Torna-se. Aprende-se a ser. Alguns, felizmente, desaprendem. Outros nunca frequentaram essa escola…
Valores são adquiridos na convivência. Mas podem ser avaliados, reavaliados e, possivelmente, vencidos pela educação. A gente é o que nos foi proposto, mas também o que escolheu ser. Temos livre arbítrio. Inegável.
A família é a nossa primeira grande escola, nosso ponto de partida.
Se pensarmos nas nossas experiências de infância, talvez colecionemos algumas bem bizarras, tristes, quem sabe. Mas, com certeza, foram grandes aprendizagens que nos marcaram para a vida toda. Algumas precisam ser superadas… Outras enfatizadas para, jamais, serem esquecidas!
Nesse contexto, quero lembrar de uma tia querida, que marcou positivamente a minha vida. Esta tia era bem próxima, especialmente, na infância e juventude. Chama-se Lucy. Era casada com o irmão do meu pai.
Tia Lucy era aquela tia que conversava comigo, quando nos visitava, pois tinha tempo pra mim. No seu olhar, refletia doçura e bondade. Sempre tinha um caso para contar, seja qual fosse o assunto. Era engraçada.
Como tinha uma vida economicamente mais favorecida que a nossa, sempre que podia, me estendia a mão. Foi parceira nos momentos que mais precisei.
Hoje ela não está bem e precisa das nossas orações. O tempo passa e o nosso corpo, essa máquina carne e osso, começa a apresentar grandes falhas…
Que toda a minha gratidão, reconhecimento e amor se transformem em bênçãos para ela!
Porque, na família, aprendemos – e vivenciamos – os primeiros laços que nos unem aos outros serem humanos: amor, parceria e cumplicidade, sentimentos básicos para sobrevivermos nessa rede conflituosa chamada vida em sociedade.
Te amo, Tia Lucy.
terça-feira, 31 de dezembro de 2019
Sempre é tempo para recomeçar…
2019: um ano intenso. Mais um. Felizmente um ano de recuperação, daqueles de repor o trem na linha. O balanço final é promissor. A palavra da moda - GRATIDÃO - cabe-me também.
Andei alguns meses sumida, bem sei. Pura necessidade. Não foi descaso. Senti falta daqui e de muitas outras coisas que deixei de fazer. O tempo, ou a falta dele, determinou o descompasso. Mas, por fim, vislumbro dias melhores e menos desgastantes pela frente. Certamente, o Ano Novo trará novas nuances e oportunidades. Ano de esperanças.
Estarei de volta!
Para mim e para vocês, desejo que 2020 seja um ano mais calmo, com menos comentários bombásticos e vergonhosos na política, com mais oportunidades reais, mais educação de qualidade, pessoas informadas, afetivas e preocupadas com o bem estar do outro e com o planeta em que vivem!
Desejo felicidade real encontrada nas coisas simples, na presença dos amigos e familiares, na beleza dos sorrisos e na construção de uma sociedade mais justa.
Desejo amor de verdade, de quem está perto e de quem está longe. Amor real de cumplicidade, para edificar sonhos e partilhar vidas.
Desejo letras, palavras e textos que expressem a grandeza do ser humano, no que tem de melhor! Começo, então, a fazer a minha parte. Escrevo!
Porque um bom Ano Novo, além de sonhar, a gente constrói e conquista. É obra nossa.
******* FELIZ 2020 *******
domingo, 11 de agosto de 2019
PAI e pai
Porque há coisas – e pessoas – que não podem ser esquecidas…
Na oportunidade, foi feita uma linda reflexão em forma de oração ecumênica, pelo pastor Márcio Vieira, que emocionou a todos os presentes.
quinta-feira, 18 de julho de 2019
quarta-feira, 5 de junho de 2019
Mundo novo

(Imagem: Reprodução)
Antes que tanta pressão vire depressão, é preciso uma pausa. Respirar fundo para seguir adiante.
O mundo anda mesmo conturbado. Especialmente as relações! Todos têm pressa para serem atendidos, saciados, sem falar que sempre têm razão. Cada um a sua! A ética e o respeito andam um tanto esquecidos…
Opinião todos têm de sobra e não se eximem em dá-las - mesmo que ninguém peça!
Vivemos imersos num blá-blá-blá, para não dizer mi-mi-mi, que tem lá seu significado pejorativo. Não se pode nem mais pensar com privacidade, pois alguém já está tentando ler suas expressões faciais! E, dessa leitura, prováveis julgamentos de caráter, de intenções que, possivelmente, estarão em desacordo com as do leitor sensitivo!… Ai, meus sais!
Estou cansando disso tudo! Um turbilhão de contradições, conflitos e desagrados. Cada vez está mais difícil se chegar ao consenso…
Ainda que eu recuse dar o número do meu celular para alguém, a pessoa vai descobrir e vai me ligar mesmo assim. É o preço que pago por ter o aparelho… Se não quero participar, dar meu palpite, apenas ficar indiferente – não posso! Sou instigada, provocada, tanto que, nem fingindo de morta, não sou deixada em paz. Jesus, me abane!
As pessoas desse novo mundo perderam, além da sua privacidade, sua liberdade!
Há câmeras por todos os lados. Não se pode coçar mais o bumbum sossegada. Por o dedo no nariz agora é pecado grave! Todo mundo pode ver! Não há mais o escondidinho, o rapidinho que ninguém está olhando… Pior! Todo mundo está olhando, está filmando, está gravando e irá usar contra você se for preciso…
Novos tempos. Ai de nós…
(Meio de semana complicada é assim. Está na hora de dormir... Amanhã, tudo estará melhor! Nada como uma manhã de sol para iluminar a alma… Ou será que amanhecerá chovendo?)
domingo, 26 de maio de 2019
O que há dentro da sua xícara?

(Imagem: Reprodução)
Você está segurando uma xícara de café quando alguém chega e balança seu braço, fazendo com que derrame o café por todo lado.
- Por que você derramou o café?
- Bem, porque alguém encostou em mim, é claro!
Resposta errada. Você derramou o café porque o café estava na xícara. Se dentro houvesse chá, você teria derramado chá. O que quer que esteja dentro da xícara é o que será derramado.
Portanto, quando a vida chega e balança você (algo que com certeza irá acontecer), seja o que for que esteja dentro de você irá sair.
É fácil fingir até que você seja chacoalhado. Então temos de perguntar a nós mesmos… O que há dentro da minha xícara?
Quando a vida fica difícil, o que derrama? Alegria, gratidão, paz e humildade? Ou fúria, amargura, palavras e ações duras?
Você escolhe!
(Texto baseado na Sabedoria dos Rabinos)
sábado, 25 de maio de 2019
Pela rua escura

(Imagem: Reprodução)
O coração bate forte. Dói o peito. Lágrimas que não rolam. O soluço entala e não sai. Engole o choro. Apenas medo. Pavor do que virá…
A rua escura e deserta. Solidão inquieta e aflita. Passos descompassados de pés descalços, que não deixam marcas. Acelerados!
Suor que escorre pelo rosto. Braços rígidos. Pernas que doem. E o olhar vigilante espreita a madrugada fria…
Apenas um som distante de uma rádio local. Luz na penumbra de uma casa ao longe. E os passos que seguem ainda mais acelerados. A rua que não tem fim…
Se chegou, não sei. O que encontrou, não sei.
As últimas páginas do meu livro foram arrancadas. Que pena!
domingo, 12 de maio de 2019
Relato de mãe
Existe algo de inexplicável na maternidade. Explicá-la transcende a nossa limitação humana. Usamos da emoção para chegar bem perto, mas há alguma coisa de mágico, de sobrenatural, de extraordinário que nos cerceia.
A relação que nos une aos nossos filhos – digo porque sou mãe – é indecifrável. Simplesmente damos a vida por eles. Não existe amor maior!
Não sei se a razão está na biologia, na anatomia, na antropologia, na religião, na história ou, simplesmente, no coração de cada uma, mas falar de amor sem medidas é falar do amor materno.
Experimentei esse sentimento por duas vezes, em diferentes idades e circunstâncias da minha vida. Porém, com a mesma intensidade e fervor!
Sou mãe de dois filhos homens: partes independentes de mim. Por vinte e quatro horas do dia, estou de plantão para cuidar de febres, tosses, hipoglicemias, possíveis acidentes, aborrecimentos em geral. Assim como para compartilhar vitórias, sorrisos, boas notícias, alegrias de toda espécie.
Mãe sempre participa! Dá pitaco. Faz comidinha para agradar e diz que precisa melhorar a alimentação. Aconselha… Fala para ter cuidado no trânsito, no trabalho, na faculdade. Para cuidar do amor! Mãe não precisa ter ciúmes das namoradas, noras em geral. Todas se tornam filhas, igualmente amadas.
Ser mãe deu sentido à minha vida. Fez com que meu dinheiro não desse até o final do mês, mas transformou despesa em investimento.
Mãe e dois filhos formam uma família. Unida. Forte. Parceira. Fecunda. Construí a minha assim. Meu desejo para o Dia das Mães, é que meus filhos se tornem grandes pais e sejam tal como mães para seus filhos: guerreiros determinados que não medem esforços para proteger suas crias.
Assim como eu. E ela.
Parabéns para a minha mãe Moema e todas as mães, sejam elas da barriga ou do coração!
Hoje é o dia de quem cuida da gente.
sábado, 11 de maio de 2019
Gratidão

(Imagem: Espaço de Susana)
Gratidão à vida que me inspira, me renova e me dá chances de evoluir diariamente.
Gratidão ao lugar onde estou aqui e agora, pois esse lugar precisa de mim e eu dele.
Gratidão a todos os órgãos do meu corpo que funcionam em plena harmonia e perfeição.
Gratidão a casa onde moro, que me serve de refúgio e descanso.
Gratidão às oportunidades de trabalho, conquistas, sucesso e evolução que se abrem diante de mim diariamente.
Gratidão a cada dívida paga, porque dessa forma honro meu nome, honro meus compromissos e meu dinheiro se multiplica.
Gratidão a tudo aquilo que eu compro, adquiro pois é fruto do meu trabalho.
Gratidão a todas as pessoas que cruzam meu caminho.
Gratidão às pessoas que me fizeram mal, porque assim desenvolvi força e coragem para seguir sempre adiante.
Gratidão às pessoas que me fizeram bem, porque assim me senti muito amado e abençoado.
Gratidão a todas as oportunidades de sucesso financeiro e pessoal que recebo, identifico e aceito.
Gratidão a mim mesmo que encontro a gratidão em todas as pessoas, coisas e fatos.
Gratidão ao Universo inteiro, que conspira a favor de cada pensamento meu, por isso escolho com cuidado tudo aquilo que penso, falo ou desejo.
Gratidão ao Deus maravilhoso que existe dentro de mim, sou parte de sua divindade e por isso espalho luz, amor e paz onde quer que eu esteja.
Gratidão, Gratidão, Gratidão.
(Oração Quântica)
terça-feira, 7 de maio de 2019
Mudar faz bem!
(Imagem: Julio Sonoda)
Engana-se quem acha que as pessoas não mudam. Mudam sim! Talvez não em tudo: na essência, no temperamento, em traços de personalidade. Mas isso representa muito pouco dentro de um universo de possibilidades, especialmente de crescimento pessoal e amadurecimento. Graças a Deus!
Quando somos mais jovens e menos experientes, tendemos a ser menos compreensivos com os defeitos alheios. Menos pacientes. Com o tempo, aprendemos que ninguém é tão perfeito como gostaríamos que fosse. Muito menos nós e nossos padrões limitados de expectativas. Sempre há muito para aprender e para aperfeiçoar-se como ser humano.
As pessoas são imperfeitas. Nada santas. Ora capazes de atos heroicos, ora capazes de outros hediondos. Em cada um coexistem defeitos e virtudes em pleno andamento, ora nos influenciando para um lado, ora para outro. E, assim, vamos vivendo, tomando (merecidas) cacetadas, outras vezes ouvindo (merecidos) elogios.
Quem trabalha diretamente com pessoas, como eu, desenvolve necessariamente um certo jogo de cintura no trato com cada uma delas. Como um olhar clínico que nos dá logo um feedback de como atendê-las, do melhor jeito possível, para tratar qualquer assunto. Muitas vezes, consigo determinar o perfil de quem atendo, num simples trocar inicial de palavras ou apenas pelo seu gestual e olhar. A gente desenvolve isso na prática! Quase nunca me engano.
Precisamos partir do princípio que as pessoas têm as suas razões e precisam ser ouvidas, acolhidas, auxiliadas. Se elas perceberem esses sentimentos de forma verdadeira, de sua parte, oitenta por cento do atendimento já deu certo. A palavra chave é: empatia.
Desta forma, todos que passam por qualquer experiência diária, seja ela grande ou pequena, inusitada ou banal, seja em qualquer situação da sua vida, aprenderão alguma coisa com ela e crescerão um pouquinho. Acabei de dar um exemplo de como aprimorei, no trabalho diário, meu jeito de atender os clientes levando-me ao aperfeiçoamento profissional. Mesmo sem querer…
Felizmente viver nos retoca. Nos tornamos mais sábios e perspicazes. E, sem nos dar conta, mudamos. Mas não se iluda, cada um tem seu próprio ritmo de aprendizagem. Uns teimam em colocar amarras e não se deixar levar! Fazem força para continuar onde estão. Tenhamos paciência com esses.
Mudar faz bem. Só não muda quem já morreu. E, muitas vezes, em vida.
(Imagem: Pensador)
sábado, 4 de maio de 2019
Café: que bom que é!
Bem-aventurado aquele que descobriu esse processo e o fez dar tão certo!
Mas bom mesmo é deixar o café mais quente que os problemas…
Um ótimo final de semana.
sexta-feira, 3 de maio de 2019
Entre ser pedagoga e aluna
Há quase dois anos atrás escrevi um texto sobre as plataformas moodle, recurso imprescindível para quem estuda à distância. Trata-se do ambiente virtual onde o curso acontece. O aluno navega por ele, no seu próprio ritmo, seguindo o currículo que lhe é proposto pela instituição, no calendário disponibilizado.
Geralmente as aulas são preparadas por professores e inseridas por eles na plataforma, mas os alunos são acompanhados por tutores, uma espécie de segundo professor mais próximo do cursista.
O que mudou na minha opinião de lá para cá?
Nesse período, experimentei de forma intensa um curso EAD (Educação à Distância), tendo concluído a Especialização em Mídias na Educação, pela Universidade Federal de Ouro Preto, interagindo dia após dia, com a plataforma moodle da universidade. Tive que dominá-la! Questão de sobrevivência.
O primeiro e principal ponto é que não desisti. Comecei, segui e concluí a tão sonhada pós-graduação! Mesmo sendo uma dificuldade, e tendo trazido alguns percalços iniciais, fui me familiarizando com a plataforma moodle e, a cada aula, a cada tarefa, a cada disciplina, tudo foi parecendo mais simples e de fácil entendimento.
Só não consegui entender, até agora, é o porquê da existência da tutoria. Mais coerente (e recomendável) seriam os professores das disciplinas acompanharem seus alunos à distância, como o fazem os professores presenciais, sem intermediários. Correção de tarefas, de avaliações, a interação direta, esclarecimento de dúvidas não deveriam ser terceirizados (pelos tutores). Para mim, professores são fundamentais em qualquer modelo de ensino. Ninguém os substitui no processo.
Se o modelo EAD pressupõe extensão de carga horária ou alguma outra forma contratual diferenciada para esses profissionais, como pedagoga (e ex-cursista) recomendaria uma revisão no formato. Durante meu curso, nas disciplinas cujos professores foram mais próximos, por opção pessoal (e profissional), aprendi melhor! Fui mais feliz.
Ao contrário, nas disciplinas cujos professores fizeram questão de se manterem à distância e estabeleceram normas rígidas de relacionamento, sem querer se quer conhecer os seus alunos, enquanto pessoas reais, com suas especificidades e necessidades, tenho pouco a dizer. Mágoas talvez.
A verdade é que, depois de experimentar dois cursos superiores presenciais e uma especialização à distância, considero:
1. Que ambos as formas de apresentação dos cursos podem ser igualmente de boa qualidade, fornecendo uma boa formação ao aluno. Ou não. O fato único de serem presencial ou à distância não influencia diretamente na sua aprendizagem.
2. Que o papel do professor continua sendo de grande importância e insubstituível. Sendo facilitador, mediador, fomentador, esclarecedor, não importa. Mas ele precisa estar, caminhar junto, acompanhar o passo. De corpo presente ou através dos recursos tecnológicos (e-mail, mensagem, Whatsapp…).
3. Que a plataforma moodlle não é um bicho de sete cabeças. É possível navegar nela e desenvolver qualquer curso. Entretanto é preciso muita paciência e orientação ao aluno.
4. Que o aluno da EAD é um aluno diferenciado. Portanto é preciso valorizá-lo e romper com qualquer forma de preconceito. Todo aluno pode aprender! Basta que lhe ensine. A distância geográfica deve ser compensada com a presença afetiva e incentivadora.
5. Que a Educação à Distância veio para ficar. Junto com os avanços tecnológicos, é uma opção justa e necessária para democratizar o saber. Entretanto, pode e deve ser aprimorada para atender melhor ao seu público.
Uma conclusão
Durante esses quase dois anos, estive duas vezes em Ouro Preto. A pós-graduação também prestou-me este favor: conhecer essa magnífica cidade histórica e todo o conhecimento que ela acrescentou-me ! Porque a gente não só aprende nas linhas (e cliques do mouse), mas nas entrelinhas, espaços e pausas…
A gente aprende quando uma professora nos estende a mão, na hora em que pensamos em desistir… Quando uma tutora atende, prestativa, a nossa ligação, mesmo sendo num domingo à noite e nos apazigua o coração… Quando formamos um grupo de amigos, unidos, para discutirmos as melhores formas de voltarmos a sermos estudantes… Quando, finalmente, concluímos o curso e realizamos um sonho!
Comigo foi assim. Aprendi. Especializei-me. Cresci.
Realmente, nunca é tarde para voltar a estudar.
Quem sabe não chegou a sua hora?
(Dedicado à Professora Doutora Adelma Lúcia de Oliveira Silva Araújo, daquelas que fazem a diferença!)
quinta-feira, 2 de maio de 2019
Irritantes!
Quanta coisa irritante há no mundo!
Obra no apartamento de cima. Mensagem no celular fora de hora. Bolo na hora do encontro.
Amor não correspondido. Encontro com a barata na cozinha de madrugada. Sede. Fome. Sono.
Falta de grana. Excesso de peso. Gente que fala sem medida. Silêncio desconcertante.
Pedintes. Vendedores de loja. Dinheiro que acaba antes do final do mês. Dor de cabeça. Dor de barriga longe de casa.
Trânsito na hora do rush. Pé na bunda. Corte no dedo. Perder dinheiro. Perder chave. Não se encontrar!
Buzina. Sons estridentes. Música alta do vizinho. O bar defronte de casa. Filho que demora a chegar.
Arroz que queima num piscar de olhos. Toque insistente do telefone. Gente grossa. Intrometida. Pobre de espírito. Dona da verdade.
Topada. Tomada de três pinos. Azia. Privada entupida. Internet lenta. Empresa que não respeita o consumidor. Desamor.
Injustiça. Perfume forte. Música chata. Gente chata, que se acha. Chatice em geral.
Para terminar, eu citaria o horário de verão. Felizmente estamos livres dele! Apenas cito-o como lembrança desagradável, quase abominável para quem acorda muito cedo.
E para contornar toda a irritação, só mesmo uma boa xícara de café. Revigorante! Ah! Mas não pode ser frio. Ou fraco. Porque assim é profundamente irritante. Aff!



