quinta-feira, 10 de abril de 2014

Partilhar informações para obter melhores resultados

duas cabeças

Desconfio que alguém que pensa incomoda muita gente. E, se esse alguém que pensa, também escreve, então… torna-se mesmo um perigo! “Cuidado com ele. Melhor omitir-lhe certas informações.”

Vez ou outra, sinto na pele a síndrome do marido traído: sou a última a saber! Juram de pé juntos, que já tinham me contado e eu é que esqueci. Fala sério! Mais uma afronta ao meu intelecto. Minha memória pode não ser lá grande coisa, mas existem fatos e fotos que jamais seriam negligenciados. Nunquinha mesmo. Desculpa esfarrapada de quem quis intencionalmente me deixar por fora. Já aconteceu com você?

Tive um namorado que era campeão de fazer isso comigo. Só fornecia as informações que lhe eram convenientes. Em outras palavras, manipulava o namoro, de acordo com seus interesses. Acabou não dando certo. Era fatal.

A manipulação de informações acontece em todas as esferas: entre pais e filhos (e entre filhos e pais), nas relações de trabalho, nas relações interpessoais, na grande midia, nas redes sociais...

A pessoa que pensa assusta! Fácil entender porquê.

Geralmente, os inseguros a temem. Não percebem que, nela, poderia estar uma grande aliada. Dividir informações pode gerar dúvidas e indagações com certeza, mas é um processo muito produtivo e, portanto, positivo. Aumentaria a segurança para que tudo desse certo, minimizando os riscos!

Pessoas não precisam, necessariamente, competir. Podem trabalhar em grupo por uma mesma causa. E, acredite, as chances de tudo dar certo se tornam muito maiores!

Sou das antigas. Acredito que, trabalhando junto, como num time, chegamos mais longe. Boicotar informações entre parceiros nunca foi uma decisão muito inteligente. Aquela máxima que duas cabeças pensam melhor do que uma é verdadeira...

Uma segunda opinião pode fazer toda diferença.

(Viu, meu amor? Poderia ter dado certo…)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Dia da Biblioteca

biblioteca

Levanta a mão quem sabia que hoje era o Dia da Biblioteca!

Eu sabia, mas decidi que não ia contar para ninguém. Decidi esperar para ver o que acontecia. E não aconteceu nada. Ninguém lembrou ou desconhecia a data. Fiquei triste e me senti culpada… Vai entender.

Tudo bem que existem datas comemorativas quase todos os dias. Entendo que a gente não dá conta de comemorar tudo. Passa do ponto. É mesmo um exagero. Mas o Dia da Biblioteca deveria ser muito especial!!! Jamais deveria passar em branco.

Num país onde os livros tivessem mais valor, hoje, deveria ser dia de festa! Imagina como seria maravilhosa, uma festa na biblioteca!!!

Os convidados poderiam vir fantasiados com as vestimentas do seu personagem favorito, daquele livro que marcou a sua vida. Seria uma festa, literalmente, de tipos, de cores, de seres, de tempos e espaços diversos…

Frases e citações estariam espalhadas pelas paredes, lembrando os melhores momentos de inúmeras obras. Autores convidados conversariam diretamente com seus leitores. Que troca maravilhosa!

Petiscos, sucos, coquetéis, iguarias em geral, seriam servidos no hall de entrada, longe das prateleiras, para evitar incidentes. E tudo preparado conforme proposto nos livros de receitas. Verdadeiras delícias.

E a música? Haveria muita música (de boa qualidade) para alegrar o ambiente! E muito teatro, muita poesia declamada, muito verso recitado…

A anfitriã, sem dúvida, seria a bibliotecária. Vestiria o seu melhor sorriso e o seu olhar bondoso. Traria nas mãos o exemplar do nosso livro preferido. Porque elas deveriam ser como as fadas - mágicas - capazes de adivinhar o nosso gosto literário, apenas por uma troca de poucas palavras...

Os livros nos fazem sonhar. Nos deixam ir longe. Nos dão asas e nos permitem alçar vôos impensáveis… Portanto, as bibliotecas são como aeroportos de sonhos… Dos nossos sonhos! Não podem ser esquecidas.

Marquemos nas nossas agendas. Ano que vem, não vamos deixar essa data passar. Combinado?

FLIP

(Foto: blogs.estadao.com.br)

terça-feira, 8 de abril de 2014

Tudo é mesmo acidente?

segurança-no-trabalho

Acidentes acontecem, com certeza. Mas, muita coisa do que consideramos “acidentes”, na realidade, não o são! Poderiam ter sido evitados. São os resultados da falta de cuidado, da negligência, da desatenção.

Acidente é algo inesperado. O que não pode (de verdade) ser evitado. O que não faz parte dos planos. Aconteceu…

De repente, dividir mal o peso do corpo, virar o pé e levar um tombo: acidente. Mas escorregar numa casca de banana, não é. Ora, cascas de banana precisam, necessariamente, de serem colocadas nas latas de lixo.

Um mal súbito repentino pode levar um motorista a perder a direção do seu carro e causar um acidente. Mas se o mal súbito for causado pela falta de um medicamento, por  esquecimento, negligência ou má fé, deixa de ser acidente… E pode virar até crime!

Criança pequena que põe o dedo não tomada: é acidente? Criança que bebe detergente achando que é suco: é acidente? Criança que põe a mão no forno quente: é acidente?

Em todos os questionamentos, a resposta é não! Lugar de criança é longe da cozinha e sob olhar atento de um cuidador. É da sua natureza explorar o mundo para conhecê-lo, logo, vai experimentá-lo… Precisa ser vigiada.

Nas obras da construção civil, existe a figura do engenheiro da Segurança do Trabalho. A ele, principalmente, cabe a incumbência de zelar pelo bem estar de todos, minimizando os riscos. Logo, a morte de um operário não é “normal”. Não é acidente. Não pode ser considerada banal.

Sinto muito, Rei Pelé. Seu comentário foi desrespeitoso, não só à família do operário Fábio Hamilton da Cruz, que caiu, enquanto montava a arquibancada da Arena Corinthians e morreu, mas a todos os trabalhadores brasileiros.

Falta de sensibilidade ainda me choca.

Ou será banalização da vida?

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Cultura Inquieta

Já imaginou se as imagens dos quadros se mexessem? Pois é… Alguém já imaginou! E foi além.

O artista italiano Rino Stefano Tagliafierro deu vida a dezenas de belas e históricas pinturas, numa combinação de talento e tecnologia.

Confira o resultado.

Impressionante!

(Você pode seguir o canal no Youtube: Cultura Inquieta.)

sábado, 5 de abril de 2014

Bye bye, Wilker!

bye-bye

josé wilker

bye-bye-brasil

Bye Bye Brasil

José Wilker de Almeida

Não tenho palavras. Sinto dor. Perdi um companheirão.

Ele não me conhecia. Ainda assim, desempenhou um papel fundamental na minha história. Influenciou meu amor pela arte cinematográfica. Mais ainda: meu amor pelo cinema brasileiro! E foi assim que escolhi a faculdade de Comunicação Social, minha primeira.

Poderia dizer, que cresci com ele…

Vai fazer falta.

(O ator e diretor José Wilker Almeida, nascido em 20 de agosto de 1947, em Juazeiro do Norte/CE, morreu na madrugada deste sábado, 5 de abril, no Rio, de infarto.)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Discurso de paz

Joia Rara

(Foto: gshow.com)

E Joia Rara chegou ao fim, falando de paz...

Nada mais oportuno!

“— Estamos aqui para falar da paz. Muitos seres estão sofrendo neste planeta por falta de paz. Ninguém fica em paz, nem quem sofre, nem quem causa a dor. A paz só existe no amor ao outro. E quem é o outro que devemos amar? Esses outros, meus amigos, somos nós mesmos. Nesta sala, cidade, país, planeta, galáxia, universo. Acreditem, tudo está interligado, somos todos uma teia, um corpo, num enorme tecido de vida. A ciência está chegando à conclusão de que as barreias físicas que nos separam não existem, estamos todos juntos, somos todos uma coisa só. Devemos acreditar que nosso pensamento negativo faz mal para o nosso vizinho. E que nosso sorriso aqui, vai alegrar alguém do outro lado do mundo. A paz é uma decisão de cada um de nós, porque cada um tem dentro de si o amor, que é a verdadeira joia rara da vida.”

A novela das seis foi de época, mas o discurso é bem atual.

Sentirei saudades.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Efeito bola de neve

bola de neve

Eu nunca vi a neve de perto. Duvido muito que vá ver um dia. Mas o efeito bola de neve eu conheço bem. E de perto.

A coisa começa pequenininha e vai crescendo, aumentando, aumentando, até tomar proporções anteriormente impensadas! Certas palavras, pronunciadas ao vento, podem gerar desconforto inimagináveis! É preciso mesmo - pensar antes de proferí-las. Em palavras mais simples: em boca fechada, não entra mosca.

Grandes estragos podem começar com meros comentários banais. Existem pessoas especialistas em levar a coisa adiante. Talentosíssimas na arte da fofoca, estão em toda a parte, à espera de realizar o que fazem de melhor.

Um dia todos seremos (ou já fomos!) vítimas de suas maldades e maledicências. O efeito bola de neve fará o resto. Infelizmente, não há como escapar. Minimizar os aborrecimentos é o que nos resta a fazer…

Bola de neve

Se Jesus morreu na cruz, pobre de nós, mortais e pecadores...

Façamos, portanto, o nosso melhor, por nós mesmos. Merecemos.

clarice

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Um sorriso nos lábios

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(Foto: Kika)

Um sorriso precisa traduzir bons sentimentos. A emoção, que não cabe no peito, sai pela boca, iluminando todo o rosto.

Rimos quando ganhamos um presente esperado. Ou inesperado. Quando tiramos uma boa nota. Quando passamos num concurso. Quando o filho volta para casa…

Rimos quando lembramos dos bons momentos vividos com alguém especial. Rimos do nosso jeito moleque. Rimos do adolescente que ainda habita em nós e é capaz de nos fazer amar sem medidas, pela centésima vez…

Rimos de uma piada limpa. Quando recebemos um elogio sincero. Quando ouvimos um comentário bonito. Quando assistimos uma cena engraçada de um filme ou novela. Ou quando imaginamos que podemos voar…

Rir faz bem e traz felicidade. Acalma. Conforta. E que bom que ele é contagioso!

É, sem dúvida, obra de Deus.

“Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios.” (Martin Luther King)

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(Que o sorriso nunca seja usado como arma para a humilhação ou deboche! E que jamais esteja a serviço de qualquer tipo de preconceito ou discriminação!)

terça-feira, 1 de abril de 2014

E lá se vão cinquenta anos…

morte

(Arte de Roberto Kroll)

Alguns dizem desconhecer. Outros terem esquecido. Alguns ouviram falar. Uns foram testemunhas. Enquanto outros guardam memórias terríveis!

Enfim…

Não há como negar. Não há como disfarçar. Não há como mentir a respeito. Um capítulo vergonhoso da História do Brasil.

Brasil-de-Luto

(Arte: Izânio)