domingo, 17 de abril de 2011

Betty Boop.

Ela é antiga, muito antiga… Nasceu nos anos trinta, mas conserva-se bem atual. Estamos falando de Betty Boop, a personagem mais sensual que eu conheço e admiro!

betty_boop

Conheça um pouco da sua história.

“Betty Boop é uma personagem de desenho animado que apareceu nas séries de filmes “Talkartoon e Betty Boop”, produzidas por Max Fleischer e distribuídas pela Paramount Pictures. Betty tinha um jeito de garota independente e provocadora, sempre com as pernas de fora, exibindo uma cinta-liga. Foi em 1930 que a personagem imigrante judaica começou sua "carreira", em Dizzy Dishes, espelhando-se nas divas desta década, ao som de muito jazz (Big Bands). Mas Betty Boop ficou famosa mesmo quando interpretou "Boop-Oop-a Doop-Girl", de Helen Kane, e, enfim, entrou para a história, participando de mais de 100 animações. Entretanto, após 1934, o novo Código de Produção impôs uma censura à personagem. Em nome da moralidade, Betty não poderia mais exibir seus decotes nem suas roupas insinuantes. Acredita-se que o comportamento progressivo da personagem era algo para o qual a população dos Estados Unidos da época não estava preparada. Afinal, eram tempos de Disney e seus característicos personagens infantis. Os irmãos Fleischer modificaram a imagem de Betty, vestindo-a até o pescoço. Contudo, mantiveram em evidência o contorno de seus seios sobressaindo das malhas colantes, o que a deixou mais sensual. Em 1939, Betty Boop foi proibida de aparecer nas telas pelo Comitê Moralizador após anos de perseguição. Com a sua enorme sensualidade, em seus shows nos pubs nova-iorquinos, não havia mulher que não invejasse seu sex appeal, ou homens que não a cortejassem ao fim da noite. Betty Boop era assim, jeitinho ingênuo e atitudes de uma loba no cio. Betty foi um grande sucesso nas platéias de teatro, e apesar de ter decaído durante a Década de 1930, ela continua popular e politicamente correta atualmente pelo ar de sensualidade.” (http://zumptv.blogspot.com)

Passei o final de semana com Betty no pensamento. Andei pelos shoppings a procura de tudo que tivesse sua carinha, seu jeito, sua sensualidade. Entrei no seu universo. Pesquisei na internet. Tudo, porque escolhi a Betty Boop como tema da minha festa de aniversário.

Desde a infância não tinha uma festa com um tema específico. Os últimos foram Branca de Neve, Cinderela e o Gato de Botas. Vi as fotos, num álbum de folhas amareladas. Agora que cresci e estou chegando aos cinquenta, resolvi que posso voltar a ser criança, por uma noite, e realizar o meu desejo de ter uma festinha da Betty Boop. Acho que me identifiquei com ela. Antiga, mas sensual… Só rindo!

Que seja feita a minha vontade! Betty Boop & Denise, juntas, na comemoração das cinquenta velinhas! Os amigos estão convidados.

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sábado, 16 de abril de 2011

Dia Mundial do Desenhista.

Desenhistas são aqueles que bastam ter um lápis e um papel na mão, para sentirem o prazer da criação! A criatividade toma a liberdade pela mão e correm, juntas, em cada traço do papel… O mundo é recriado!

Parabéns, desenhistas, por sua bela arte!

desenho1

desenho2

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Os desenhos acima foram criados por Doug Landis. Veja o artista durante o momento da criação de mais um desenho (foto abaixo).

Doug Landis

Sem comentários. Só aplausos!!!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

“Fio de Cabelo.”

“Uma mulher acordou, certa manhã, após a quimioterapia, olhou-se no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.

- Bom - ela disse - acho que vou trançar meus cabelos, hoje. Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.

No dia seguinte, ela acordou, olhou-se no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça.

- Hummm - ela disse - acho que vou repartir meu cabelo no meio, hoje. Assim ela fez e teve um dia magnífico.

No dia seguinte, ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.

- Bem - ela disse - hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo. Assim ela fez e teve um dia divertido.

No dia seguinte, ela acordou, olhou-se no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.

- Yeeesss! - ela exclamou - hoje não tenho que pentear meu cabelo.

ATITUDE É TUDO!

Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Viva com simplicidade.
Ame generosamente.
Cuide-se intensamente.
Fale com gentileza.
E, principalmente, não reclame.
Preocupe-se em agradecer pelo que você é, e por tudo o que tem!
E deixe o restante com Deus.”

otimismo1

(Escolhi este texto, especialmente, porque hoje me sinto cansada. Muito cansada... Preciso aprender com esse belo exemplo. Atitude é mesmo tudo!)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Café: uma história de amor!

cafe

Hoje é o Dia do Café. Posso até sentir seu cheiro. Afinal, ele vai longe…

Sou apaixonada por café. Aprendi a apreciá-lo desde bem nova. Minha avó Dora me ensinou essa paixão. O momento do café era praticamente um evento. Final de almoço. Cozinha arrumada. Só então se começava a sua preparação. Garrafa térmica nem pensar. Na água fervente, já adoçada, colocava-se o pó, com o fogo ainda ligado. A fervura subia; desligava-se o fogo. Um bule esperava, no fogo ao lado, preparado com coador de pano, em banho-maria, para conservar o calor, durante a filtração. E nessas alturas, o aroma era estonteante. A vizinhança sempre soube a nossa hora do café…

Café combina com xícara. Nunca com copo. Conserva a quentura, por mais tempo. Afinal, me perdoem os vanguardistas, mas café é mesmo um produto que, quanto mais tradicional, melhor!!! Sempre quentíssimo, feito na hora!

Café também tem que ser de boa qualidade. A melhor possível! Na minha opinião, café mal servido deveria ser crime. Café brasileiro, com certeza, é o melhor do mundo! Merece ser preparado por mãos habilidosas, caprichosas, talentosas. Nem todos sabem fazer café, muito menos, apreciá-lo!

Café puro ao acordar: quer coisa melhor do que essa? Café depois do amor: revigorante. Café para curar dor de cabeça, minha avó sempre recomendava. Café para esquentar o corpo: acaba esquentando também a alma! Café para dividir entre amigos: a conversa vai longe… Café corrido, de pé, no botequim. Café na hora do recreio. De todos os melhores cafés, de todos esses maravilhosos momentos, nenhum há de ser melhor que o dela: da minha avó Dora. Sinto muito. Pena que hoje ele só exista na minha lembrança…

Eu gosto do meu café. Repito a tradição da família. Apenas me rendi à garrafa térmica, no lugar do bule em banho-maria. Na minha casa, sempre haverá uma água posta para fervura, ao receber os amigos. Café sempre fresquinho, forte, gostoso. É assim que tem que ser. Líquido transparente, ralo e morno nunca será café. É chá! E, até que alguém me prove o contrário, tomar  chá não é costume brasileiro. Então… Viva este gostoso pretinho!!! Este sim é produto nacional!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Beijo.

beijo

O Dia do Beijo é mesmo uma data muito especial, afinal o beijo é o momento inicial de qualquer relacionamento amoroso. É quando se demonstra o primeiro sinal da sedução… O beijo é como uma primeira “prova”. Revela-se personalidades, intenções, afinidades… Um beijo apaixonado, esperado, eternizado… Nunca será esquecido!

Beija-se os pais e os filhos. Beija-se os amigos e parentes. Beija-se com um abraço, nos cumprimentos. Beija-se, beija-se, beija-se. É com um simples beijo que pode nascer uma grande paixão.

Eu sou uma beijoqueira em potencial, confesso. Adoro beijar e ser beijada. Beijos são marcantes. Entrelaçam pessoas. Carinho íntimo. Um beijo de língua pode movimentar vinte e nove músculos da boca e ajudar a queimar calorias. O que você está esperando? Comemore esse dia beijando muitooooooooo!!! E seja feliz!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Quanto vale a inocência de uma criança?

anjinhos

Fui criança num outro tempo. Se brincava de bonecas; fazia-se comidinhas com arroz cru misturado com um líquido qualquer; observava-se as formigas. Vez ou outra, impedia-lhes o caminho para vê-las dando voltas… E a gente ria… Era liberado sorrir. E correr. Podia-se andar de bicicleta e jogar “queimado” na rua. Brincava-se de roda, muitas, muitas vezes. Pulava-se corda e se faziam brincadeiras com as mãos… “Nós quatro. Eu com ela, eu com ela. Nós por cima, nós por baixo…” As tardes mornas do Rio de Janeiro, sem o risco de bala perdida, davam o clima dessa festa, chamada infância!

A escola era um lugar muito gostoso. Nem tinha recreio, e ninguém reclamava. Merendava-se e voltava-se para a sala. Semanalmente, havia um horário para a “recreação”. Também podia se frequentar a biblioteca. Escola pública de qualidade. Os livros eram emprestados, tal como hoje em dia. Mas o compromisso e o cuidado com eles, sem dúvida, era maior. O livro representava o conhecimento, tinha, assim, um grande valor. Ainda lembro seu nome: “Mágica do Saber”. Minha avó o encapava com papel pardo por ser resistente e durar o ano todo. Quanta consideração havia com a escola e suas recomendações…

Criança andava descalça. Brincava e estudava. Tinha amigos. E, principalmente, éramos inocentes… Assunto de adulto era de adulto, criança não participava das conversas. Éramos criados de outro jeito. Nossas mães eram donas de casa. Uma ou outra trabalhava fora. Não era a maioria. Tinha tempo para nos educar, nos corrigir, nos cobrar a lição de casa bem feita. Ninguém questionava a palmada. Fazia parte. Era incorporada. Em plena ditadura militar, as preocupações do país eram outras.

Páro, muitas vezes, e fico pensando. O que mudou desde aquela infância que tive, até os meninos e meninas de hoje? Praticamente tudo! O mundo mudou. Globalizou-se. A tecnologia assumiu o lugar da cultura popular, nas brincadeiras. Vídeo-game, computador, celular: qual a criança que não tem acesso a algum deles? Talvez no interior do Brasil, apenas. Talvez… Nas cidades, a escola faz essa ligação, quando a família não tem condições financeiras.

A verdade é que não se brinca como antes. Nem se estuda… Os apelos são muitos. Propaganda especializada no público infantil. Produtos próprios para elas. Marcas que apostam no gosto da garotada. Criança agora é consumidora de respeito. E adoram gastar! Foram criadas assim, nessa sociedade de consumo.

Ligam a TV e ouvem que é preciso usar a camisinha… Fazem cara de interrogação, mas aprendem a necessidade do objeto, seja ele o que for… As conversas de adultos estão soltas ao vento. Chegam até elas. São forçadas a amadurecer antes do tempo!

O que estamos fazendo com nossas crianças? São violadas, abusadas, assassinadas. Logo elas que serão o nosso futuro! Serão elas que irão cuidar de nós, quando formos velhinhos… Serão elas que tomarão todas as rédeas e todas as decisões!

Quero de volta o brincar infantil! Quero de volta o direito de ser criança! Quero ver a inocência estampada nos seus olhos. E, principalmente, o respeito dos adultos por esses pequenos, que têm o direito de serem felizes, e não crescerem antes da hora!!!

Denisinha

(Eu sou o anjinho mais alto, à esquerda, na foto superior; e a menininha da frente, com um broche com a letra “D”, na foto inferior.)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A fábula do porco-espinho.

BNPS.co.uk (01202 558833)<br />Pic: Phil Yeomans<br />Pedigree Pygmy Hedgehogs are taking the pet world by storm - with over a years waiting list & people travelling over 500 miles to buy one, demand is outstripping supply for the cute but prickly mammals.<br />6 week old baby hog's.

“Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente. Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados. Então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.

O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.”

É sempre bom lembrar a mensagem que este texto deixa para nós. Há anos que eu já o conheço. Mas é bom relê-lo de tempos em tempos. Uma boa parábola para entendermos a complexidade de se viver e se relacionar com o próximo.

“A Felicidade não é a ausência de conflito, é a habilidade de lidar com ele.
Uma pessoa feliz não tem o melhor de tudo. Ela torna tudo melhor."

domingo, 10 de abril de 2011

Um pulo na Noruega.

Não escondo para ninguém o meu amor pela Noruega. Nunca fui lá. Possivelmente nunca irei. Mas existe um fascínio em mim por esse país, que não tem explicação.

Convido vocês a darem um pulinho lá, agora, com uma turma muito corajosa. Uma maneira mais gostosa de terminar esse domingo. Xô, depressão.

Este vídeo não oficial foi feito para o filme Adrenaline Rush: The Science of Risk, que será lançado pela IMAX. O lugar se chama Eikesdalen. É simplesmente lindo.

Quem sabe um dia… eu… lá… Só que com os pés bem firmes e presos ao chão.

(Vídeo de hoje: dica de Ivo Neuman – www.treta.com.br. Obrigada, meu Rei!)

“É a vida…”

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Um jeito simples de se encurtar a conversa é dizer apenas como comentário final: “É a vida…”

Atribui-se, complassivamente, a culpa de todos os infortúnios à VIDA, como se ela fosse uma instituição autônoma, dona do destino de todas as pessoas! Doce ilusão. A VIDA é a gente que faz.

Concordo que têm coisas que não dependem da nossa vontade para acontecerem. Uma topada, num dia de chuva. A xícara de café que vira na roupa, bem na hora de sair. O adeus dado por quem mais amamos. São situações que fogem ao nosso controle. Como esse louco que atirou para matar em crianças indefesas… Mas daí a dizer, ao se comentar sobre o que aconteceu – “É a vida” – é um pouco demais! Não é a vida, não. É o livre arbítrio do homem.

Dizer para si mesmo que a vida é assim, é não assumir que cada um tem as rédeas do seu próprio destino. Ou seja, cada um de nós é responsável pelas escolhas que faz, assim como suas consequências. Mas é preciso que entendamos uma coisa: as pessoas são diferentes. E é com essas diferenças que pensamos o mundo e vivemos o nosso dia-a-dia.

Quando nascemos, recebemos um nome e, de brinde, uma família. Pronto! Essa parte não é nossa escolha. É a vida. Muitos têm sorte, outros não. E assim somos lançados no mundo. Recebemos uma boa educação, ou não. Recebemos carinho de nossos pais, ou não. Cada um vive as suas próprias experiências. Gêmeos idênticos não vivem a mesma vida, por mais que tenham condições semelhantes. Um amou e foi amado. O outro foi rejeitado. Um estudou e fez a lição de casa. A professora aprovou. O outro esqueceu o caderno e ficou de castigo. Um passou a gostar mais da professora, o outro menos. Daí o interesse pelas aulas e pelo estudo seguiram caminhos diferentes… Um exemplo banal para que entendamos como as pessoas adquirem traços de personalidade, valores e pensares diferentes! Acabam por traçar caminhos diversos…

E a vida? A vida é mesmo esse conjunto de coisas que nos acontecem, dia após dia… É como o nosso respirar: calmo, no repouso e no sossego; ofegante, no cansaço e na alegria! Viver é mesmo uma aventura.

Portanto, pense melhor, antes de dizer apenas: “É a vida…” Faça valer a sua vontade. Tome o seu próprio rumo. Mesmo que aconteçam situações inesperadas, você ainda pode ser dono do seu destino. Faça a opção por aprender com elas. É o mais inteligente. Pense que a vida é uma festa. E  dance. Se pisar no pé de alguém, não esqueça de pedir desculpas. É assim que devem ser os relacionamentos humanos. Afinal…

"A vida é o filme que você vê através dos seus próprios olhos. Faz pouca diferença o que está acontecendo. É como você percebe que conta." (Denis Waitley)

vida

Sempre é tempo de recordar essa canção maravilhosa de Gonzaguinha…

sábado, 9 de abril de 2011

Porque hoje é sábado…

Tiraremos uma folga. Último dia de uma semana triste. Daquelas que devemos esquecer, embora saibamos que será impossível.

A vida continua. Sempre continuará. Então vamos aproveitar! E viver.

Hoje é sábado. Fica decretado que é tempo de sermos felizes.

ceu

“OS ESTATUTOS DO HOMEM”

(Thiago de Mello)

Artigo I

Fica decretado que agora vale a verdade. Agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II

Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III

Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV

Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único: O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.

Artigo V

Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.

Artigo VI

Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII

Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII

Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX

Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X

Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.

Artigo XI

Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII

Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.

Artigo XIII

Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.

Artigo Final

Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.

(Santiago do Chile, abril de 1964.)

E já que é preciso ser feliz, um belo vídeo para alegrar o nosso dia. Assista no youtube, pois a incorporação foi desativa. Vale a pena. Desejo um ótimo final de semana para todos nós!

http:www.youtube.com/watch?v=ZYL3j27sSH8

(Copie e cole o link, no espaço de navegação da sua internet.)