sábado, 9 de março de 2013

Furos de pregos na parede

prego

Havia alguns pregos nas paredes da sala. Muitos deles tão altos que nem percebi quando caíram. Ficaram as marcas, alguns inconvenientes furos…

A sala grande e fria, não aconchegava. Entristecia. Não havia vida, apenas vultos e sombras. Mas os pregos assistiam a tudo no alto das paredes.

Por algum tempo, sustentavam quadros. De cima, assistiam a tudo; eram cúmplices silenciosos.

Não eram belos quadros. Não foram escolhidos. Simplesmente impuseram sua presença. Eram frios e opacos, como tudo que compunha a sala. Muitos móveis e objetos desconexos faziam a decoração. Uma mistura que não deu certo. Nunca deu…

Sobravam coisas e pessoas, faltavam sentimentos. Faltava coesão.

E a situação insustentável não se sustentou. Parte dos móveis se foram, assim como todos os quadros do alto das paredes. E ela se tornou maior e menos fria.

Sobrou espaço. Faltaram móveis. Ficaram os furos dos pregos para marcar a presença daquela ausência.

Olho para eles todos os sábados, mas não sinto saudades.

É alívio com, talvez, uma ponta de frustração.

Um dia passa.

flor no chão

sexta-feira, 8 de março de 2013

Liberdade! Liberdade! “Lado a Lado” chega ao final

Zé e Isabel

Uma história quase real. Personagens tão fictícios, quanto verdadeiros!

Uma trama que retratou um pouco da história do Brasil, no início do século passado, centrada na vida de duas mulheres bem diferentes, mas unidas por verdadeiros laços de amizade e parceria.

amigas

Um romance central. Vários outros, não menos empolgantes. Um casal protagonista negro. Filho recuperado, reconhecido e muito amado. Mulheres em luta pelo seu reconhecimento social. A cultura popular conquistando seu espaço. Futebol. Samba. Candomblé. Capoeira. A escola que subiu o morro. Um jornalismo comprometido. Injustiças sociais. Luta de classes. Prisões e castigos para os malfeitores. Arrependimentos e vida nova para outros…

E tudo isso permeado por valores que valem a pena serem realçados e construídos!

Daquelas histórias que os mocinhos sempre vencem no final, mas sem perder a emoção e a cumplicidade com o público.

Nem tudo que está na TV é ruim. Lado a Lado comprova que novela também pode ensinar, promover cultura e dar bons exemplos.

Lázaro Ramos, Camila Pitanga, Marjorie Estiano, Zezé Barbosa, Milton Gonçalves, Thiago Fragoso, Patrícia Pillar e tantos outros atores e atrizes que compuseram o elenco da novela, deixarão saudades.

Eu confesso que me emocionei. Ao som de um dos melhores sambas enredo do Carnaval carioca (Imperatriz Leopoldinense, 1989), não contive as lágrimas, durante a última cena. Sabe aquela sensação boa que a gente sente quando tudo acaba bem no final? Agora reparto com vocês.

Palmas para Lado a Lado! Palmas para João Ximenes Braga e Cláudia Lage, seus autores!

Palmas para todas as mulheres guerreiras que ajudaram a conseguiram construir a história do Brasil!!!

Adoro novelas de época. Mas adoro mais ainda os finais felizes!

isabel-ze-maria

FIM

quinta-feira, 7 de março de 2013

Não tenha medo de se apaixonar

heart on door

Não é fobia. É cautela. Não é covardia. É medo. Um medo danado de se apaixonar…

O Amor não avisa quando vai chegar. Encontra a porta entreaberta do nosso coração e invade. Daí sentimos calafrios, nó na garganta e uma vontade louca de estar perto de alguém: um “Alguém” especial, com nome e sobrenome.

Um calor toma a conta da nossa alma. Ansiedade. Vontade de ver, de falar, de ser notado. E uma reza forte para ser correspondido…

Ah, esse Amor invasor! Tão perigoso, quanto lindo! Tem a força de um furacão, com poderes de desestabilizar toda e qualquer monotonia. Dá fim a solidão. Mexe com a autoestima. E um sorriso bobo insiste em enfeitar a cara.

O cupido é míope, brincalhão. Adora pregar umas boas peças. Quem tem um coração no peito, precisa ficar preparado. E ele não quer saber de convenções sociais, nem em regras pré-estabelecidas. Danem-se todas! O Amor paira sobre elas, soberano. Nós, mortais e apaixonados, que precisamos aprender a lidar com essa tormenta invasora.

Adoecemos de Amor. Sofremos. Sentimos falta. Passamos a odiar estradas e distâncias. Queremos mais, mais e mais. Passamos a desejar o outro (ou a outra). Passamos a existir! A termos vida!

Amo, logo existo!

Por isso o Amor deve ser sempre bem-vindo!

Abramos bem a porta da frente do nosso coração e deixemos ele entrar. O Amor quer nos transformar por dentro, em pessoas melhores e muito mais felizes.

Corramos o risco!

Não devemos temer amar. Ninguém é feliz sozinho ou mal acompanhado (se não existirem mais laços afetivos, que façam valer a pena)!

Sabemos o quanto pode ser doído, mas também sabemos o quanto pode ser maravilhoso!

Particularmente, eu pago para ver. Sou corajosa.

Encaro a vida que teima em pulsar em mim.

Seja bem-vindo!

Sírius Zamarks

(…)Tudo é relativo
Quando te fazer feliz
Me faz feliz
Se a história for
Sempre assim
Melhor pra mim...

Olhando as pessoas
Falando de espaço
Mantendo distância
Sem saber
Que antigas verdades
Viraram mentiras
E nada protege
De uma paixão
Vir acontecer...

E aí tudo muda
Olhando pro céu
E aí tudo muda
Penso em você e eu... (…)

(Melhor pra mim/Leoni)

quarta-feira, 6 de março de 2013

A cereja do seu bolo

cereja

(Foto: Antônio Silva)

Ela enfeita. Seduz. Rouba a cena. Disputada. Desejada. E reina absoluta. É ela: a cereja do bolo.

Mesmo tão pequena, é capaz de atrair todas as atenções para si. O engraçado é que ela não é mais importante que o bolo, mas consegue ser mais cobiçada, por ser única.

A cereja para enfeitar o bolo é escolhida à dedo. A maior, mais vermelhinha, perfeita! A sua presença determina um diferencial. Uma isca para provocar o paladar.

DoceDeni deseja ser a cereja do seu bolo. O seu lugar na internet!

Em meio a milhões de opções, nosso cantinho tem o seu jeito e está a sua espera diariamente para trocarmos ideias, sonhos e experiências.

Uma honra atingir a marca de 400 mil acessos, numa parceria que está dando certo: eu e você!

Querido leitor, a cereja deste bolo é só sua. Mas os parabéns é de todos nós!

docedeni400mil

terça-feira, 5 de março de 2013

A decisão de ser feliz

feliz

“Há vários tipos de felicidade: a de ter um carro zero; a de passar no vestibular; a de se tornar avô; a de receber um elogio.

Mas há um tipo de felicidade que independe das outras pessoas e dos eventos externos. É uma felicidade serena e silenciosa, fruto de um cuidadoso trabalho interior.

É a felicidade de conhecer-se, de valorizar-se e de festejar cada pequena vitória pessoal. Essa felicidade tem o poder de curar. Ela é verdadeira, simples e constante. A decisão de ser sempre feliz, haja o que houver, depende apenas de nossa força interior.”

(Brahma Kumaris)

segunda-feira, 4 de março de 2013

“Cidade do Rio de Janeiro”

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(Foto: Roberto Machado Alves)

(Por Sírius Zamarks)

“Outrora fostes a cidade luz, luzente que tanto iluminou

mais que a própria linda Paris que, nesse tempo, só te invejou

E a mim e ao mundo, com tuas madeixas charmosas, encantou

E seus flashs brilhantes refletidos no olho de quem te amou.

Pois que tu és e, ainda será, a primeira para quem já te olhou

Oh, linda musa que os poetas apaixonados por ti, se “inspirou”

Sob os braços abertos e o olho em vigia do altíssimo Redentor

Que a ti protege orgulhoso de quem admira todo esse esplendor

Mas porque te apagaram e a ti sujaram de maneira tão descuidada

E te alcunharam nessa mácula negra, tão sinistra, ora defamada

Que culpa deve pesar sobre ti que, definha dia a dia, lentamente?

Não te deixe sucumbir aos golpes marginais; te quero ver eternamente

Mas quem te faz ser assim, de maneira tão sórdida, alienada e cruel

Não te sabe ser a primeira dessa louca nação e, nem cumpre o seu papel

Minha história é cúmplice de ti e minha origem de nascença é carioca

Nesse Rio novo e antigo, de Guanabara ou de Janeiro, de cultura capciosa

Num pretérito muito distante, foste a virgem tribal mais linda da natureza

Pura, inocente, bem aqui em São Sebastião, livre dos predadores dessa beleza

Agora contaminada pelo progresso, se esvaindo nesse insano caos urbano

Desmoralizada, humilhada, nessa fétida existência sob o excremento humano

Mas haverás de perseverar para nossa felicidade, oh, bela estonteante do meu Brasil!”

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(Foto: Roberto Machado Alves)

O Rio continua inspirando os poetas, os músicos, os fotógrafos, os artistas e os loucos…

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(Foto: Roberto Machado Alves)

domingo, 3 de março de 2013

Rio de Janeiro: beleza em movimento

É lindo. É mágico. É maravilhoso!

O Rio é isso: puro movimento.

A combinação perfeita entre a beleza natural, as edificações feitas pelo homem e, principalmente, a presença de um povo muito especial: os cariocas.

Para vocês, três minutos e meio de Rio de Janeiro.

Na semana do seu 448º aniversário, uma homenagem carinhosa desta carioca distante, sempre absolutamente apaixonada.

(Indicação valiosa do Ivo Neuman. Confira outros vídeos legais aqui)

Brios

frases_amor_proprio

A gente pode nem saber o que significa exatamente, mas mesmo assim reconhece o seu valor. Palavra que quase caiu de moda:

Brios.

Ontem, numa conversa com meu filho, usei-a e ele me olhou com olhos de interrogação, como se a tivesse ouvido pela primeira vez. Expliquei-a. Formulei alguns exemplos para facilitar o entendimento. Depois disso, fiquei pensando…

Por que uma palavra assim, tão importante, não é tão utilizada, como deveria? As pessoas estão cuidando pouco de si? Os valores atuais não priorizam a nossa individualidade, o nosso amor próprio?

Vivemos numa sociedade que promove a massificação. Se não ficarmos atentos, nos perdemos de nós mesmos… Viramos um número, uma estatística, apenas mais um.

Vejamos o que diz o dicionário:

brios: s.m. Sentimento da própria dignidade; pundonor. / Amor-próprio. / Garbo, galhardia. (http://www.dicio.com.br/brios/)

Forte. Admiro este sentimento. Busco-o. Trago-o para perto. Se houvesse mais gente com brios no mundo…

Hoje é domingo e, para quase todo mundo, um dia preguiçoso. Aproveite melhor suas horas de folga.

Assista menos televisão e leia um bom livro. Saia um pouco do computador e vá de encontro às pessoas reais. E fale. Troque ideias, mas ouça as réplicas e faça tréplicas. Mude. Reforce-se. Promova quem você realmente é. E ame-se!

Ninguém é capaz de amar alguém, se não ama a si mesmo.

Viva melhor (com brios)!

camisa

“Soltei os laços da saudade pra segurar nas mãos do amor próprio.” (Dani Leão)

sábado, 2 de março de 2013

Mamonas Assassinas. Quem não sente saudades?

Mamonas-assassinas-grupo

O tempo passa muito rápido.

Faz dezessete anos que aqueles meninos voaram para nunca mais pisarem o chão. Como meteóricas estrelas, decolaram rumo ao sucesso bombástico. Subiram aos céus!

Afinal, estrelas foram feitas para brilhar!

Deixaram a terra de um jeito abrupto. E a gente aqui: perplexos, inertes, tristonhos.

A alegria se transformou em saudade. E o riso se recolheu.

Quem é bem novo nem se lembra daquela banda que vendeu três milhões de discos, em apenas sete meses: Mamonas Assassinas.

Misturando ritmos e investindo no humor, o grupo inventou o seu próprio jeito de fazer rock! Um verdadeiro fenômeno de popularidade e audiência.

melhor-brasil-mamonas

No início estranhei um pouco, confesso. Mas depois me deixei seduzir pela graça e espontaneidade dos meninos.

Cantei e dancei com Dinho, Samuel, Bento, Sérgio e Júlio César. E você?

Bora matar um pouco as saudades...

To heaven, oxente!

Fico pensando quantos sucessos teriam emplacado se não tivesse sido o fim...

sexta-feira, 1 de março de 2013

Metades…

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Por isso é que o Rio de Janeiro é tão lindo!

Metade por causa de suas belezas. Metade por causa de quem o vê!

Parabéns, Cidade Maravilhosa, pelo seu 448º aniversário!