segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Uma questão de tempo

calendário(Imagem: Reprodução)

Assustei: hoje já é dia dez de dezembro! De repente a gente para e repara o calendário. Arrepia! O tempo realmente voa! Quando viu, chegou dezembro. Quase meio do mês.

Dá uma sensação que não vivemos o suficiente… Que não aproveitamos a vida como deveríamos. Que trabalhamos demais. Que descansamos de menos. Que não fizemos dieta. Nem atividade física. Nem visitamos os parentes. Nem encontramos os amigos… Não sobrou tempo! Ele passou rápido demais…

Excesso de trabalho? (Não reclamemos. Tem gente que procura por ele e não encontra. Melhor assim.) Excesso de responsabilidades, afazeres, compromissos? Ou será que falta planejamento para distribuir melhor nosso tempo e aproveitá-lo mais?

Tempo para lazer deveria ser obrigatório. E para cuidar da saúde. Para olhar o outro. Para ouvi-lo. Estender a mão. Se não temos tempo para nós, como teremos para o próximo? Às vezes, nem o temos para os mais próximos… Filhos que sentem falta dos pais. E pais que mal veem seus filhos. Vida louca!

E de repente já é dezembro. Quase no meio do mês… E a gente tem mesmo que assustar.

Natal já está ali na esquina. Época boa, mas cheia de exigências e compromissos. Leva o que nos restou do tempo.

Ah! Então já sei o que pedir ao Papai Noel, neste ano: um dia inteiro sem ter que fazer nada! De papo pro ar. Sombra e água fresca. Uma boa massagem, talvez. É pedir demais?

Vou torcer para que o Bom Velhinho tenha algum tempo para mim e realize meu pedido. Quem sabe…

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Por um texto bem escrito

boa escrita(Imagem: Reprodução)

Você escreve bem? Ou, pelo menos, o suficiente para expressar-se com segurança e sem ficar constrangido? Se a sua resposta for não, está na hora de tomar alguma atitude. Comunicar-se, por escrito, é importante e necessário.

Não é piegas conhecer a Língua e usá-la adequadamente. Pesquisas indicam que temos lido muito e escrito muito também. A tecnologia, ao nosso alcance, gerou essa necessidade, através do apelo ao nosso interesse e participação. Queremos (e estamos) nas redes sociais, logo lemos e escrevemos. Interagimos pela leitura e escrita.

Porém não basta que usemos a linguagem simplificada, codificada, própria para esse meio eletrônico. Precisamos preservar a nossa língua materna nas suas regras fundamentais. Ainda que nos custe mais tempo e dedicação, escrever bem é uma arte ao alcance de todos. A prática que leva à perfeição.

Sei que existem algumas regras rebuscadas e, até, complexas para compreensão e utilização no uso cotidiano. Perdoo. Mas existem outras, bem básicas, que não podem ser deixadas para trás. Regras ortográficas, por exemplo. É com x ou ch? Não sabe? Consulte o dicionário. E não precisa ser físico; pode ser online.

Trás, atrás, traz: qual jeito correto para escrever nessa frase? Dentista é substantivo comum utilizado na mesma forma para os dois gêneros? Qual é a regra dos por quês? Ou seria dos porquês? Existe palavra na língua portuguesa que termina com n? O livro está sobre a mesa ou sob a mesa? A gente nunca para de ter dúvidas… Ou seria: nós nunca paramos de ter dúvidas? Ou as duas formas estão corretas?

Nossa língua é cheia de regras. Mas, melhor do que decorar uma Gramática, ler bons livros faz mais efeito! Ler muito. Ouvir textos bem escritos lidos por bons locutores. E escrever. Do mesmo modo que aprendemos a andar, nos aventurando nos primeiros passos, assim se dá a escrita. A boa escrita. Comece do jeito que der e vá aprimorando-se.

Especialmente para quem está querendo entrar no mercado de trabalho, uma boa redação é fundamental. É sem dúvida um excelente cartão de visitas. Para quem já está no mercado, um bom texto vai torná-lo mais competitivo, diante das novas exigências que sempre surgirão. E para quem já saiu do mercado uma boa redação mantém a cabeça pensante, ativa, e pode levar, quem sabe, a uma nova forma de passar o tempo ou uma nova fonte de renda. Sempre só faz bem.

Tem gente que escreve por prazer, como é o meu caso. Como eu, escreve, para expressar suas ideias e propagá-las para leitores. No meu caso, objetivo ajudar a tornar esse mundinho um pouco melhor… Quero deixar minha marca nele através dos registros das minhas palavras neste blog. Pois a escrita também serve para isso!

Ninguém precisa saber tudo, mas, contudo, não é possível contentar-se em não saber nada sobre a nossa língua escrita. Certamente uma hora a gente vai precisar. Adiante-se. Dedique-se. Estude. Consulte. Leia. Releia. Pergunte. Tire as dúvidas. Invista na sua formação. E escreva. Muito. E bem.

Tenho certeza que vai conseguir. Conte comigo.

sábado, 1 de dezembro de 2018

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Saúde!

saúde(Imagem: Elos da Saúde)

Quando alguém faz aniversário, meu melhor desejo para ela é: saúde! Para mim, nada é mais importante. É o básico, fundamental.

Com saúde, se vai atrás da felicidade, do dinheiro, da realização dos sonhos, de encontrar um amor, vivenciar a paz e tudo mais. Até a sorte dá uma mãozinha e o sucesso é inevitável. Portanto, sugiro que desejem saúde para mim também!

Cuidar do corpo é condição básica para viver bem. Evitar excessos e, o oposto, a escassez. Nesse sentido, a palavra de ordem é equilíbrio. Aliás, uma dobradinha: equilíbrio e responsabilidade. Evitar determinadas situações de risco, exposições desnecessárias ao perigo e, principalmente, ouvir o que diz o nosso sexto sentido. Porque ele realmente existe… Nós é que não costumamos seguir suas orientações, quase sempre certas...

Liberdade com responsabilidade. Uma boa dose de juízo. Senso de justiça e respeito pelo outro e por si mesmo. Valorização da vida. E muita fé. Para rezar muito para não vir um ônibus tombado na nossa direção…

Porque a nossa vida, infelizmente, algumas vezes, pode depender do que não está no nosso controle. O que é uma lástima…

Saúde, Professora Rita!*

acidente(Foto: Reprodução)

(*Uma das vítimas do acidente que aconteceu ontem à noite, em Serra, no ES)

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Balanço ao final do ano letivo

Final de ano chegando… Hora do acerto de contas.

Está preocupado?

final de ano(Imagem: GordoX)

A gente só colhe o que planta… Mas quem sabe ainda dê tempo de correr atrás do prejuízo?

Boa sorte. Capriche mais no próximo ano.

Ou…

Parabéns pelo belo desempenho! Sempre vale a pena.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Quero um portal para mim…

Cris(Foto: Reprodução TVGlobo/uol.com.br)

Existe a tal da invejinha boa? Aquela que não vai fazer mal pra ninguém? Pois se existe, eu acho que estou com ela. Puro sentimento invejoso… Assumo.

Você talvez esteja pensando que inveja é inveja e não tem discussão. Tudo bem. Não contestarei. Então procurarei outra forma para descrever o que sinto, toda vez que eu vejo a Cris Valência, personagem vivida por Vitória Strada, protagonista da novela das seis, da Rede Globo, Espelho da Vida, voltando no tempo e revivendo sua outra encarnação (Júlia).

Ah! Como eu gostaria!…

Talvez nem tanto para reviver minha vida, na vida passada – se é que ela existe de fato – mas a possibilidade de encontrar um portal para o passado e poder estar em outra época, convivendo com pessoas de outro tempo, reencontrando amigos que já perdi, mas, principalmente, encontrando explicações para situações do presente. Afinal quanta coisa nos acontece sem que consigamos encontrar um porquê?! Vai ver que as explicações estão lá no passado distante!

Pois eu me apaixonei pela trama da novela e a acompanho com um sentimento que, se não é inveja boa, eu não sei como nomeá-lo… Desejo de vivenciar o mesmo, talvez... Como eu queria que fosse possível!

Não sou espiritualista, mas não duvido dos seus dogmas. Quem sou eu para querer ser a dona da verdade? Reencarnação é um assunto instigante. Mas não sou curiosa. Nas viagens de Cris, minha invejinha se prende às próprias viagens no tempo. E eu nem precisaria ir tão longe…

Queria ver minha avó menina, morando na Ipanema dos sítios, onde se podia criar cabras. Meu bisavô, italiano construtor de casas, ajudando a por de pé a cidade do Rio de Janeiro. Aliás, o Rio dos corsos nos Carnavais, dos banhos de mar à fantasia, do início dos desfiles das Escolas de Samba…

É querer demais?

A novela trata da produção de um filme, na pacata cidadezinha de Rosa Branca, onde se desenrola toda a história. E a nossa mocinha, Cris, é quem interpretará o papel principal na telona da telinha. Tudo bem amarradinho até agora.

O único preço a pagar (e alto!) é aturar o mau humor constante e as grosserias do personagem Alain, de João Vicente de Castro. Bonitão, mas um mala sem alça!

Vamos ver o que nos aguarda os próximos capítulos.

coracao

Júlia e Danilo(Foto: Globo Reprodução/mdemulher.abril.com.br)

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Ave Maria pra sempre

Ilha do Governador(Foto: G-FIG)

Final de tarde. Venta na varanda. A rede que balança. Sonolenta…

Do outro lado, a Praia do Bananal. Castanheiras sujando a calçada mal cuidada. E o mar agitado traz suas ondas de águas sujas até o paredão.

Verão no Rio de Janeiro, nos idos dos anos setenta.

A menina mais nova brinca com toquinhos de madeira, construindo casas e sonhos. A mais velha acompanha a Oração do Menino Jesus de Praga que começa pontualmente às dezoito horas, no antigo rádio de pilhas. A avó, então, inicia a oração. Ao final, a Ave Maria tocada para marcar definitivamente aquelas tardes mornas das férias de verão...

E quando a tristeza me invade, a solidão, inquietude talvez, recorro-me a ela, tocada do modo mais belo, na minha opinião…

Eu fui a mais velha das duas netas.

Uma cena banal que a gente vive e não imagina que vai sentir tanta falta dela depois…

Tardes de paz.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Os sanduíches do Bob’s

Bob's(Foto: Casal Gourmet)

Uma pena que a maioria dos funcionários da rede de lanchonete Bob’s não tenha idade para ter provado os sanduíches que a própria rede produzia há alguns (muitos) anos atrás. Eram infinitamente melhores… Talvez assim sentissem vergonha do que apresentam agora aos seus clientes.

Eu sou consumidora dos lanches do Bob’s desde menina. Posso falar!

Lá no Rio de Janeiro, no Méier, na Dias da Cruz. Na Tijuca, na Praça Saens Pena. No Centro da Cidade. Esses eram os pontos que frequentava. Lanchava com a minha avó, pelos idos dos anos 70.

Lanchar no Bob’s era tudo de bom. Cada sanduíche que era um almoço! Não cabia nas mãos. Os molhos escorriam e sujavam a blusa dos mais distraídos. O queijo derretia e a gente puxava pra dentro da boca. A gente se lambuzava, se empanturrava. Eram maravilhosos! No ponto.

O Bob’s era praticamente uma unanimidade: entre nós, adolescentes, entre os adultos e as crianças. Fui crescendo junto com seus lançamentos e novidades. O quarteirão era gigantesco. A gente quase não conseguia comer. O Big Bob então… De lamber os beiços só de lembrar!

Tinha a salada de ovos, que eu amava e sinto saudades. Até simulo, em casa, mas não fica a mesma coisa… Não era salada. Era um sanduíche com recheio de ovos e maionese temperada.

Pois hoje, no afã da Black Friday, fui ao Shopping e resolvi lanchar no Bob’s, algo de nostálgico talvez… Mas que decepção!

Pão e carne quase frios. Sem gosto. Pequenos. Um triste e insípido sanduíche… Deu vontade de chorar. Não tanto pelo dinheiro desperdiçado num produto de baixa qualidade, mas pela constatação de que a minha lanchonete do coração não é de longe nem parecida com aquela de anos atrás!

Lamentável. Lamentável. Lamentável. Incompreensível.

Numa época em que a concorrência é cada vez maior, em que os investimentos e tendências do setor estão em sanduíches gourmet, aquela rede que tinha os melhores, os maiores, resolve, então, abrir mão da qualidade que já possuía… Quem explica?

Não adianta ter três ou quatro molhos para regar um pão frio com uma carne fria dentro. Não adianta investir em propaganda e em folhetos promocionais se a qualidade do produto não faz o freguês querer voltar para comer de novo… Nem preços convidativos, porque se tratando de comida, o preço não é tudo. A qualidade do produto importa mais.

Eu não sou economista. Eu não sou nutricionista, nem chef, nem nenhuma profissional da área. Mas sou aquela que vai consumir o produto: a consumidora. Acredito que nessa condição, tenho direito a voto, não?

Pois eu voto pela volta dos sanduíches do Bob’s dos tempos atrás. De quando se cuidava com mais carinho do seu preparo. De quando se pensava em agradar de verdade quem iria comê-lo. De quando se gastava um pouco mais com os guardanapos, pois para comê-los se fazia uma deliciosa lambança! E se voltava para comer mais…

Tem coisa que modernizou, ficou melhor. Mas não foi o caso dos sanduíches do Bob’s.

Lamentável. Lamentável. Lamentável. Incompreensível.

Acho que desistirei de comer por lá.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Solidarize-se

Dica da noite, que vale para a vida toda…

útil(Imagem: Reprodução)

Porque a vida passa rápido demais…

“Não espere por grandes líderes; faça você mesmo, pessoa a pessoa. Seja leal às ações pequenas porque é nelas que está a sua força.”

(Madre Teresa de Calcutá)

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Dia da Consciência Negra

Talvez seja preciso desenhar… E por legenda.

equidade

Ainda precisaremos, por muito tempo, do Dia da Consciência Negra! Do mês inteiro. Da luta diária.

Não se iluda.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

O tombo

tombo(Imagem: Reprodução)

Hoje eu caí de bunda no chão! Um tombo pra lá de desconcertante. Difícil até para descrevê-lo num texto.

Pensei: qual a melhor palavra usar para indicar a principal parte do corpo atingida? Nádegas? Bumbum? Traseiro? Optei pelo vocábulo mais popular, porque é mesmo o mais afetivo, afinal foi nela, respeitosamente, que meu peso todo foi amparado… Que horror!

Adultos não deveriam cair. Deveríamos deixar essas coisas por conta das crianças, que caem e levantam com a mesma agilidade.

Há um ano caí da escada no trabalho e quebrei o tendão do dedo médio da mão direita. Ficou torto até hoje, mas dá pra viver assim. E hoje foi o maior tombaço! Aparentemente sem maiores consequências, graças a Deus. Eu ia me sentar, mas a cadeira quebrou, rolou pra debaixo da mesa e eu fui ao chão em cheio, sem chance de defesa!

Um baque que doeu o corpo todo! Até fiquei meio zonza na hora. Minha colega de sala veio socorrer-me, mas não havia o que ser feito. Após uns minutos, consegui levantar-me sozinha. Tenho certeza que amanhã acordarei bem mais dolorida…

Coisas de novembro. De fim de ano. Vontade de fechar a conta e entrar de férias.

O consolo é que está quase lá.

domingo, 18 de novembro de 2018

Para colorir o Espírito Santo

Andréa Espíndula5

Sempre gostei de lápis de cor. Muitos. Novos. Dos bons. Daqueles com riscado macio e pintura fácil. De criança, guardo boas lembranças das caixas coloridas que ganhava de presente. Como as coisas não eram fáceis, elas vinham em datas importantes, como no aniversário ou no Natal.

E eu cuidava daquelas preciosidades com amor e zelo, mas não deixava de usar e colorir meu mundo infantil tão conturbado. Meus lápis de cor foram, de certa forma, terapêuticos!

O tempo passou e o gosto por pintar foi esquecido. Tornei-me adulta e cheia de afazeres de gente crescida e sem graça.

Quando surgiram os primeiros livros de pintar para adultos, não me interessei. Já tinha passado o encanto. Até que…

Há cerca de um mês, conheci a obra da autora capixaba Andréa Espíndula: “Colorindo Meu Espírito Santo” e, como mágica, a vontade de colorir reapareceu.

Andréa Espíndula4(Obra de Andréa Espíndula)

Trata-se de um livro com ilustrações para pintar de pontos turísticos e aspectos culturais do Espírito Santo. E cada um desses vem acompanhado de uma apresentação com informações nas línguas portuguesa e inglesa.

Andréa Espíndula2

Andréa Espíndula1(Obra de Andréa Espíndula)

Eu comprei o meu exemplar, com direito à dedicatória e tudo. Já comecei minhas pinturas e estou amando! Relaxante. Desestressante. E com direito a uma gostosa volta no tempo…

Recomendo.

Andréa Espíndula3

O contato da autora é: colorindomeuespiritosanto@gmail.com, para quem ficou interessado e não mora por aqui*.

O preço é bem acessível e é uma ótima sugestão de presente para o Natal.

Fica a dica.

*Locais de venda: Livraria Logos do Shopping Jardins, em Jardim da Penha, e Ideia Bacana, no Shopping Boulevard da Praia (Vitória); Livraria do Estudante, no Centro de Vila Velha e na Enseada do Suá (Vitória); Casa Kill, em Jardim América (Cariacica); Papelara Doce Saber, em Laranjeiras (Serra).

terça-feira, 3 de julho de 2018

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Qual o seu tipo de pessoa?

ipê(Créditos na imagem)

Porque, na vida, tudo é uma questão de ponto de vista…

E ser feliz é uma opção.

Eu já fiz a minha escolha. E você?

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Começou o maior evento esportivo do planeta!

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Para os chatos de plantão vou logo avisando: amo futebol e tudo que é popular. Sou do povo. Portanto já vesti as cores da bandeira e entrei no clima da Copa!

Muito bom poder ser livre para gostar do que se gosta, falar a respeito, sem se preocupar com que os outros vão pensar. A experiência de vida ajuda, porque já aprendemos a separar o joio do trigo, a discernir o certo do errado, o que faz bem e o que faz mal. No mais, quem já viveu mais deve soltar as amarras e aproveitar o tempo para ser feliz. É o que procuro fazer. Sem mi mi mi.

A Copa do Mundo é uma competição entre países e o Brasil está sempre lá, marcando presença. Confesso que, na edição passada, em 2014, aqui mesmo no Brasil, a situação política conturbada refletiu-se no evento e acabei um tanto traumatizada. Foi tenso. Não sei se pelo fato de sermos os donos da casa, o que deveria ser bom, acabou se dando de um jeito estranho… Para não tecer maiores comentários.

Mas sobrevivemos. Nada como uma Copa atrás da outra. Renovam-se os sonhos e esperanças. Quatro anos depois, o coração bate forte outra vez.

As crianças e os jovens precisam acumular suas próprias memórias de Copa do Mundo. Pintar as ruas, prender bandeirinhas, vestir a camisa. Gritar gol! Precisamos dar a eles essa chance, sem contaminá-los com nossos traumas e frustrações.

Não vivemos mais no tempo em que “o futebol era o ópio do povo”. Já avançamos. O ópio do povo, constante, na minha opinião, se chama grande imprensa, que trabalha a favor da dominação da classe hegemônica. Portanto podemos relaxar e curtir o campeonato sem a consciência pesada.

Afinal, como disse sabiamente Manoela D’Ávila não devemos deixar “que a elite destrua tudo aquilo que a gente gosta. Vamos gostar do futebol. Futebol é a cara do nosso povo.”

Futebol tem a cara do Brasil!

quarta-feira, 13 de junho de 2018

É amanhã! Vai começar a Copa do Mundo de Futebol da FIFA 2018.

Clima de Copa

Amanhã será um daqueles dias que ficará marcado na história. Terá início o maior evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo de Futebol da FIFA 2018. O evento, que é mais assistido do que as Olimpíadas, envolve milhões de pessoas ao redor do mundo.

Numa competição com jogos eliminatórios, entre trinta e duas seleções de países antecipadamente classificados, chega-se a um único campeão, ao final da temporada. E o Brasil foi o único país a estar presente em todas as edições. E também é o que coleciona maior número de títulos: cinco!  Somos orgulhosos pentacampeões.

Neste momento, estamos, novamente, nos reunindo para, juntos, desejarmos o mesmo objetivo: a vitória da nossa seleção. Não importa para qual time torcemos no dia a dia. Ou se nem temos um time para torcer. Ou se nem gostamos tanto assim de futebol! Copa do Mundo tem disso… Vestimos o verde e o amarelo e nos damos as mãos, suadas e aflitas. Juntamos os corações, vibrando numa só emoção da torcida pela vitória.

Ah! Como seria bom se todos os dias fossem assim... Torcer por um Brasil único sempre! Um outro jeito de vestir a camisa…

Ao invés de 23 jogadores, 213 milhões, cada um jogando na sua função, naquilo que faz de melhor. Estudantes e trabalhadores que constroem o Brasil. Verdadeiros heróis sem chuteiras. E com todos os outros brasileiros torcendo junto, respeitando suas diferenças, mas com um só objetivo. Um país dando certo!

Força, Brasil! Estamos na torcida. Estudando, trabalhando, conquistando uma nação melhor todos os dias. E que os nossos representantes façam bonito nas terras russas. Não são heróis. São jogadores de futebol, atletas dedicados, habilidosos, que têm uma grande responsabilidade nas mãos: trazer a taça pra gente!

Hexa neles, Brasil!!!!!

terça-feira, 12 de junho de 2018

Namorar

blue                                                                                         (Imagem: Reprodução)

Namorar as conquistas,

as oportunidades,

a própria imagem no espelho.


Namorar o que vem pela frente,

o que veio de véspera

e o tiver que enfrentar.


Namorar a criança que nasce,

a flor que se abre,

o vento que balança a cortina.


A gente namora a vida.

A gente namora a luta.

A gente namora o amor.


E sonha.

Deseja.

Planeja.

Espera.

Embora nem sempre alcance,

de primeira.


Mas teima.

Insiste.

Se joga.

Sente.

Invade.


Quase toma, na marra,

o coração de alguém.

E ama.

E, então, começa a namorar.


Porque todo amor

começa no amor próprio.

Só ama o outro,

quem se ama em primeiro lugar.


Aventure-se! Feliz Dia dos Namorados!

E eu, que nem sou de poesia, poetizei.

Coisas do dia especial. Não reparem.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Espero

coração verde e azul(Imagem: Reprodução)

"Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas para um dia dar certo."

(Caio Fernando Abreu)

Um dia vai acontecer. De fato.

Espero.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Carência planetária

afeto(Créditos na imagem)

E eu não fico de fora...

Vivemos dias conturbados, conflituosos, sem cor.

Banho já! De afeto.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Adrenalina na veia

conflito(Imagem: Reprodução)

Chama pra briga. Meia palavra basta. Ou um vídeo mal colocado. Qualquer discórdia serve. Me chama que eu vou!

Gente besta de plantão só para aborrecer… Encaro! Outras vezes, ignoro. Preguiça de malhar em ferro frio. Nem vale a pena. Desisto!

É para reclamar? Reclamo. É para mostrar para que veio? Eu mostro. E até desenho, se estiver difícil de entender…

Tempestade pode ser meu nome. Adrenalina pura. Vendaval de emoções. Depois de velha, intolerante e arrogante, como me disseram um dia.

Conflito ao curvar a esquina. Bate boca no portão. Papo reto, com olho no olho. Rusgas para todo lado…

E, assim, o dia passa.

Vem o pôr do sol. A lua. A paz. A calma e placidez de Morfeu. Entrego-me. Refaço-me. Recomponho-me.

Mas eles estão à espreita… Gatos mundanos. Insanos. À espera de suas vítimas… Pobres almas ignorantes que pulsam.

Ai de nós!

domingo, 3 de junho de 2018

Saudade que dói

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Domingo é dia de sentir saudades.

O dia comprido que, muitas vezes, se arrasta por horas silenciosas, nos faz perceber o quanto já vivemos e o quanto já perdemos pelo caminho.

Mais do que a boa visão, a agilidade do corpo, os anos nos levam pessoas que amamos. Tantas… Quando paramos para pensar nelas, nos assustamos... Muitas.

Quando penso na minha avó, minha maior perda, sinto-me como antes, como se o tempo não tivesse passado para mim.

Ainda posso sentir seu abraço, sua presença, seu cheiro, o conforto e a segurança que me acalmava. E dói. Depois de tantos anos da sua partida, sofro com a sua falta. E sofrerei até chegar a minha hora de ir.

Não há idade para sentir saudade!

E também não está mais aqui meu grande amigo e compadre Roberto. Que nem viu seu afilhado crescer... E nem sua esposa Vânia. E nem meu primo Luiz Antônio. Nem a Célia Cristina e seu irmão Jorge David…

Não farei um obituário. Paro por aqui. A lista seria enorme. E vocês, com certeza, tem a sua própria…

Talvez a virada do tempo, tenha virado algo em mim. Ainda não chove lá fora. Só por aqui… Quando a saudade é muita, a gente chove. Pelos olhos.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Vida louca

pálpebras

Minhas pálpebras estão tremendo. Mau sinal. Conheço o sintoma: cansaço máximo. Pelo menos, comigo é assim. Um alerta que preciso descansar, com urgência! Meu combustível está no fim.

Acúmulo de responsabilidades. Prazos a cumprir. Desajustes. Desavenças. Críticas injustas. Outras justas, porém difíceis de corrigir. Excesso de trabalho. Trabalho de Conclusão de Curso. Tarefas (infindáveis) domésticas… Qual ser humano que aguenta?

Estresse à vista.

Falta paciência. Sobra vontade de ficar quieta no meu canto. Parada dura!

O consolo é saber que tudo passa. Pálpebras, um dia, hão de relaxar. Assim como eu inteira.

Está faltando um colo nessa vida louca. Colo que acolhe, silencioso, que nada cobra, que nada espera, que não pressiona. Seria muito bom…

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Reflexões de uma pedagoga

educadores(Imagem: Reprodução)

Tenho medo de tornar-me uma velhota enjoada, daquelas que reclamam de tudo. Juro que tenho tentado evitar tal futuro quase certo, mas a situação atual está levando-me à loucura! Trabalhar dando conta do trabalho dos outros é um dos mais ingratos dos ofícios! Pois é esse o principal viés da função de pedagoga.

Saudades eu tenho de ser professora regente... Planejava a aula e a executava do melhor jeito possível. Dava certo. Era gratificante. Da porta pra dentro da sala de aula eu respondia e a coisa andava. Os alunos aprendiam. E eu aprendia com eles e ia aperfeiçoando-me como profissional. Era motivador!

Mas, como pedagoga, o leque é mais abrangente. Dou conta do que se passa em muitas salas de aula, envolvendo muitos alunos, suas especificidades, suas famílias, seus professores, os especializados, a equipe gestora, a assessoria da Secretaria de Educação e muito mais… Enfim, todo o processo envolvido. Na escola, todos procuram a pedagoga que, por ofício, precisa necessariamente saber… de tudo! Ou, pelo menos, é o que se espera. Vida difícil essa.

Fico pensando se as pessoas se dão conta dessa conta. Cobrar é fácil. Exigir qualidade da escola é dever. Mas concentrar toda a cobrança em uma única profissional é injusto. Afinal, tudo em uma escola é pedagógico!

O especialista em Educação não é o “Todo Poderoso”. Existem demandas que não são da sua alçada. É preciso separar as coisas. Há competências da direção, da coordenação, do próprio professor, da família, do aluno. Ser aquele que delega, que distribui, que orienta, que lidera, que faz, que realiza, que dá conta, que prevê, que planeja, que mensura… é para os fortes! Para as fortes!

Ontem, 20 de maio, foi o Dia do Pedagogo. Recebi muitos parabéns e mensagens de carinho. Mas o que eu gostaria mesmo era de ter o trabalho reconhecido e compartilhado igualmente entre todos os agentes do processo.

Considero a educação tal como uma corrente, resistente, onde todos os educadores são seus elos formadores, igualmente responsáveis pelo ensino ofertado. Juntos somos fortes e podemos mais, sem sobrecarregar ninguém. Essa corrente movimentaria uma bicicleta que, pedalada pelo aluno, protagonista do seu processo de aprendizagem, o levaria pelo mundo do conhecimento.

Educadores mostram o caminho. Fornecem as ferramentas necessárias. Cabendo aos alunos, o trilharem com autonomia. A direção é o futuro que, na prática, para eles, já começou. E o plano dessa viagem está nas mãos dos pedagogos.

Parabéns para nós! Desejo muita saúde e garra, porque a tarefa é árdua, mas de extrema importância.

pedagogos(Créditos na imagem)

(E você? Cumprimentou os pedagogos da escola do seu filho? Ainda está em tempo…)

domingo, 20 de maio de 2018

domingo, 6 de maio de 2018

Um “show” bem na hora da janta…

show_dos_famosos_helga_0605_2_fixed_large(Imagem: Reprodução Globo/Uol)

Vocês que assistem TV, me ajudem.

Eu queria entender se o Show dos Famosos pretende homenagear grandes artistas ou fazer piadas com eles… Não que eu costume acompanhar o quadro, nem, muito menos, tenha o hábito de assistir ao programa. Mas, hoje, no horário da janta, achei de ligar a televisão, justo da hora que passava o tal show…

Gostei da apresentação do tal ator Silvero Pereira, caracterizado de Gal Costa, cantando “Festa do Interior”. A voz dele, em substituição à da verdadeira, foi-me mais aprazível! Mais grave. Gosto mais. Homem cantando Gal. E aí Cláudia Raia, a jurada, justamente por isso, tece-lhe críticas… Vai entender!

Sandra de Sá mascarada de Aretha Franklin arrasou na performance! Irreconhecível. Eu bem que a preferiria caracterizada, sem a máscara. Mas ela foi fantástica na apresentação. Comedida nos gestos, soltando o vozeirão, parecendo mesmo outra pessoa. Surpreendeu-me.

A seguir, o pior da noite: a interpretação caricata de uma tal de Helga Nemeczyk, que deveria ser uma homenagem a Ana Carolina. Embora tenham caprichado na caracterização, a apresentação foi sofrível.

Eu que sou fã da cantora, fiquei envergonhada. Tudo exagerado. Ana não é assim… E quando a atriz acabou de cantar, fez uma série de piadas infames com a "machização" de Ana Carolina. Cláudia Raia embarcou na dela. Atrizes sem noção! Brincadeiras têm limites! Como bem disse meu amigo João Porto, “lésbicas não são uma projeção escrota do macho”.

E o tal quadro do programa encerrou-se com Paulo Ricardo interpretando Dinho, do Mamonas Assassinas, e sua brasília amarela. Ele esforçou-se… Louvável pelo esforço. E só. Porém quando se trata dos Mamonas Assassinas é sempre muita emoção envolvida. Valeu só para a gente lembrar-se daqueles meninos levados e talentosos que nos deixaram tão cedo…

De tudo isso, aprendi uma coisa: jantar somente com a TV desligada. Muito melhor pra saúde. Certos programas podem causar indigestão.

Boa semana, galera.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Aos trabalhadores, no seu dia

professores

Hoje é o Dia do Trabalho. E a maioria dos trabalhadores comemora com folga, aproveitando o feriado! Mas o 1º de maio é dia para reflexão.

O trabalhador brasileiro anda mal amparado. Salários congelados. Sindicatos enfraquecidos (e pouco representativos). Leis trabalhistas injustas, retrocedendo nas conquistas historicamente obtidas. Saúde pública doente. Planos de Saúde cada vez mais inacessíveis. Aposentadoria, direito cada vez mais distante. Desvalorização social... Andamos mesmo mal!

Trabalhamos muito, merecemos muito, recebemos muito pouco em contrapartida.

Não bastam palavras bonitas de um “presidente”, no horário nobre da TV. Não consolam. Nem exaltam. Faltam ações de políticas públicas reais. Faltam leis que façam a diferença, no reconhecimento de cada categoria profissional. Porque todas são igualmente importantes nas suas diferenças!

Parabéns, trabalhadores e trabalhadoras brasileiras! De mim, que sei o mérito da força do seu trabalho na construção deste país, o meu agradecimento.

Em especial, aos trabalhadores e trabalhadoras da Educação, colegas, que constroem os alicerces de todas as demais profissões, o meu carinhoso abraço.

terça-feira, 24 de abril de 2018

A porta do coração

porta do coração(Imagem: Reprodução)

A sua porta tem estado aberta? E eu não falo daquela de madeira ou de ferro que fica na entrada da sua casa. Falo da porta do seu coração.

Porta aberta para o amor, para as amizades, para a vida.

Tem gente que reclama da solidão, mas não vê que mantém sua porta fechada. Como alguém pode chegar? As pessoas se aproximam de quem se deixa alcançar…

Portas do coração se abrem com atitudes e permissões. Com consentimentos. E com sentimentos. Portas que se abrem, assumindo riscos de errar… Investir em pessoas é sempre arriscado. Mas compensador.

Viver sozinho, sem compartilhar, faz adoecer.

Tem gente que já está doente e nem percebeu. Tem gente que empurra a porta dos corações alheios forçando entrada. Estabacam-se. Sem permissão é impossível adentrar! Quanto mais tentam, mais ficam de fora.

Cada coração tem uma porta. Cada porta tem uma chave. Tem gente que a usa e é feliz. Outros não. Tem gente que tem a chave do coração do outro, mas não quer usar. Deixa lá o pobre coração vazio e abandonado… Infelicidade recíproca.

Portas abertas para o novo, para o inusitado, para o ousado, para o antes nunca tentado… Quem sabe um caminho diferente?

Portas abertas para o conhecido, o reformado, o reabilitado, para o que foi e agora retorna reformulado… Quem sabe vale uma nova tentativa?

Portas abertas para as conversas prolongadas, debates acalorados, chocolates quentes ou cervejas geladas, muito bem acompanhadas… Quem sabe uma nova ou velha amizade?

Vale a pena abrir a porta do coração. Amar-se em primeiro lugar, mas compartilhar amor e outros bons sentimentos também faz bem. Edifica.

Fique sozinho, se for sua opção. Mas não sinta-se sozinho. Basta abrir a porta…

A porta certa.