terça-feira, 3 de julho de 2018

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Qual o seu tipo de pessoa?

ipê(Créditos na imagem)

Porque, na vida, tudo é uma questão de ponto de vista…

E ser feliz é uma opção.

Eu já fiz a minha escolha. E você?

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Começou o maior evento esportivo do planeta!

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Para os chatos de plantão vou logo avisando: amo futebol e tudo que é popular. Sou do povo. Portanto já vesti as cores da bandeira e entrei no clima da Copa!

Muito bom poder ser livre para gostar do que se gosta, falar a respeito, sem se preocupar com que os outros vão pensar. A experiência de vida ajuda, porque já aprendemos a separar o joio do trigo, a discernir o certo do errado, o que faz bem e o que faz mal. No mais, quem já viveu mais deve soltar as amarras e aproveitar o tempo para ser feliz. É o que procuro fazer. Sem mi mi mi.

A Copa do Mundo é uma competição entre países e o Brasil está sempre lá, marcando presença. Confesso que, na edição passada, em 2014, aqui mesmo no Brasil, a situação política conturbada refletiu-se no evento e acabei um tanto traumatizada. Foi tenso. Não sei se pelo fato de sermos os donos da casa, o que deveria ser bom, acabou se dando de um jeito estranho… Para não tecer maiores comentários.

Mas sobrevivemos. Nada como uma Copa atrás da outra. Renovam-se os sonhos e esperanças. Quatro anos depois, o coração bate forte outra vez.

As crianças e os jovens precisam acumular suas próprias memórias de Copa do Mundo. Pintar as ruas, prender bandeirinhas, vestir a camisa. Gritar gol! Precisamos dar a eles essa chance, sem contaminá-los com nossos traumas e frustrações.

Não vivemos mais no tempo em que “o futebol era o ópio do povo”. Já avançamos. O ópio do povo, constante, na minha opinião, se chama grande imprensa, que trabalha a favor da dominação da classe hegemônica. Portanto podemos relaxar e curtir o campeonato sem a consciência pesada.

Afinal, como disse sabiamente Manoela D’Ávila não devemos deixar “que a elite destrua tudo aquilo que a gente gosta. Vamos gostar do futebol. Futebol é a cara do nosso povo.”

Futebol tem a cara do Brasil!

quarta-feira, 13 de junho de 2018

É amanhã! Vai começar a Copa do Mundo de Futebol da FIFA 2018.

Clima de Copa

Amanhã será um daqueles dias que ficará marcado na história. Terá início o maior evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo de Futebol da FIFA 2018. O evento, que é mais assistido do que as Olimpíadas, envolve milhões de pessoas ao redor do mundo.

Numa competição com jogos eliminatórios, entre trinta e duas seleções de países antecipadamente classificados, chega-se a um único campeão, ao final da temporada. E o Brasil foi o único país a estar presente em todas as edições. E também é o que coleciona maior número de títulos: cinco!  Somos orgulhosos pentacampeões.

Neste momento, estamos, novamente, nos reunindo para, juntos, desejarmos o mesmo objetivo: a vitória da nossa seleção. Não importa para qual time torcemos no dia a dia. Ou se nem temos um time para torcer. Ou se nem gostamos tanto assim de futebol! Copa do Mundo tem disso… Vestimos o verde e o amarelo e nos damos as mãos, suadas e aflitas. Juntamos os corações, vibrando numa só emoção da torcida pela vitória.

Ah! Como seria bom se todos os dias fossem assim... Torcer por um Brasil único sempre! Um outro jeito de vestir a camisa…

Ao invés de 23 jogadores, 213 milhões, cada um jogando na sua função, naquilo que faz de melhor. Estudantes e trabalhadores que constroem o Brasil. Verdadeiros heróis sem chuteiras. E com todos os outros brasileiros torcendo junto, respeitando suas diferenças, mas com um só objetivo. Um país dando certo!

Força, Brasil! Estamos na torcida. Estudando, trabalhando, conquistando uma nação melhor todos os dias. E que os nossos representantes façam bonito nas terras russas. Não são heróis. São jogadores de futebol, atletas dedicados, habilidosos, que têm uma grande responsabilidade nas mãos: trazer a taça pra gente!

Hexa neles, Brasil!!!!!

terça-feira, 12 de junho de 2018

Namorar

blue                                                                                         (Imagem: Reprodução)

Namorar as conquistas,

as oportunidades,

a própria imagem no espelho.


Namorar o que vem pela frente,

o que veio de véspera

e o tiver que enfrentar.


Namorar a criança que nasce,

a flor que se abre,

o vento que balança a cortina.


A gente namora a vida.

A gente namora a luta.

A gente namora o amor.


E sonha.

Deseja.

Planeja.

Espera.

Embora nem sempre alcance,

de primeira.


Mas teima.

Insiste.

Se joga.

Sente.

Invade.


Quase toma, na marra,

o coração de alguém.

E ama.

E, então, começa a namorar.


Porque todo amor

começa no amor próprio.

Só ama o outro,

quem se ama em primeiro lugar.


Aventure-se! Feliz Dia dos Namorados!

E eu, que nem sou de poesia, poetizei.

Coisas do dia especial. Não reparem.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Espero

coração verde e azul(Imagem: Reprodução)

"Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas para um dia dar certo."

(Caio Fernando Abreu)

Um dia vai acontecer. De fato.

Espero.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Carência planetária

afeto(Créditos na imagem)

E eu não fico de fora...

Vivemos dias conturbados, conflituosos, sem cor.

Banho já! De afeto.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Adrenalina na veia

conflito(Imagem: Reprodução)

Chama pra briga. Meia palavra basta. Ou um vídeo mal colocado. Qualquer discórdia serve. Me chama que eu vou!

Gente besta de plantão só para aborrecer… Encaro! Outras vezes, ignoro. Preguiça de malhar em ferro frio. Nem vale a pena. Desisto!

É para reclamar? Reclamo. É para mostrar para que veio? Eu mostro. E até desenho, se estiver difícil de entender…

Tempestade pode ser meu nome. Adrenalina pura. Vendaval de emoções. Depois de velha, intolerante e arrogante, como me disseram um dia.

Conflito ao curvar a esquina. Bate boca no portão. Papo reto, com olho no olho. Rusgas para todo lado…

E, assim, o dia passa.

Vem o pôr do sol. A lua. A paz. A calma e placidez de Morfeu. Entrego-me. Refaço-me. Recomponho-me.

Mas eles estão à espreita… Gatos mundanos. Insanos. À espera de suas vítimas… Pobres almas ignorantes que pulsam.

Ai de nós!

domingo, 3 de junho de 2018

Saudade que dói

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Domingo é dia de sentir saudades.

O dia comprido que, muitas vezes, se arrasta por horas silenciosas, nos faz perceber o quanto já vivemos e o quanto já perdemos pelo caminho.

Mais do que a boa visão, a agilidade do corpo, os anos nos levam pessoas que amamos. Tantas… Quando paramos para pensar nelas, nos assustamos... Muitas.

Quando penso na minha avó, minha maior perda, sinto-me como antes, como se o tempo não tivesse passado para mim.

Ainda posso sentir seu abraço, sua presença, seu cheiro, o conforto e a segurança que me acalmava. E dói. Depois de tantos anos da sua partida, sofro com a sua falta. E sofrerei até chegar a minha hora de ir.

Não há idade para sentir saudade!

E também não está mais aqui meu grande amigo e compadre Roberto. Que nem viu seu afilhado crescer... E nem sua esposa Vânia. E nem meu primo Luiz Antônio. Nem a Célia Cristina e seu irmão Jorge David…

Não farei um obituário. Paro por aqui. A lista seria enorme. E vocês, com certeza, tem a sua própria…

Talvez a virada do tempo, tenha virado algo em mim. Ainda não chove lá fora. Só por aqui… Quando a saudade é muita, a gente chove. Pelos olhos.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Vida louca

pálpebras

Minhas pálpebras estão tremendo. Mau sinal. Conheço o sintoma: cansaço máximo. Pelo menos, comigo é assim. Um alerta que preciso descansar, com urgência! Meu combustível está no fim.

Acúmulo de responsabilidades. Prazos a cumprir. Desajustes. Desavenças. Críticas injustas. Outras justas, porém difíceis de corrigir. Excesso de trabalho. Trabalho de Conclusão de Curso. Tarefas (infindáveis) domésticas… Qual ser humano que aguenta?

Estresse à vista.

Falta paciência. Sobra vontade de ficar quieta no meu canto. Parada dura!

O consolo é saber que tudo passa. Pálpebras, um dia, hão de relaxar. Assim como eu inteira.

Está faltando um colo nessa vida louca. Colo que acolhe, silencioso, que nada cobra, que nada espera, que não pressiona. Seria muito bom…

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Reflexões de uma pedagoga

educadores(Imagem: Reprodução)

Tenho medo de tornar-me uma velhota enjoada, daquelas que reclamam de tudo. Juro que tenho tentado evitar tal futuro quase certo, mas a situação atual está levando-me à loucura! Trabalhar dando conta do trabalho dos outros é um dos mais ingratos dos ofícios! Pois é esse o principal viés da função de pedagoga.

Saudades eu tenho de ser professora regente... Planejava a aula e a executava do melhor jeito possível. Dava certo. Era gratificante. Da porta pra dentro da sala de aula eu respondia e a coisa andava. Os alunos aprendiam. E eu aprendia com eles e ia aperfeiçoando-me como profissional. Era motivador!

Mas, como pedagoga, o leque é mais abrangente. Dou conta do que se passa em muitas salas de aula, envolvendo muitos alunos, suas especificidades, suas famílias, seus professores, os especializados, a equipe gestora, a assessoria da Secretaria de Educação e muito mais… Enfim, todo o processo envolvido. Na escola, todos procuram a pedagoga que, por ofício, precisa necessariamente saber… de tudo! Ou, pelo menos, é o que se espera. Vida difícil essa.

Fico pensando se as pessoas se dão conta dessa conta. Cobrar é fácil. Exigir qualidade da escola é dever. Mas concentrar toda a cobrança em uma única profissional é injusto. Afinal, tudo em uma escola é pedagógico!

O especialista em Educação não é o “Todo Poderoso”. Existem demandas que não são da sua alçada. É preciso separar as coisas. Há competências da direção, da coordenação, do próprio professor, da família, do aluno. Ser aquele que delega, que distribui, que orienta, que lidera, que faz, que realiza, que dá conta, que prevê, que planeja, que mensura… é para os fortes! Para as fortes!

Ontem, 20 de maio, foi o Dia do Pedagogo. Recebi muitos parabéns e mensagens de carinho. Mas o que eu gostaria mesmo era de ter o trabalho reconhecido e compartilhado igualmente entre todos os agentes do processo.

Considero a educação tal como uma corrente, resistente, onde todos os educadores são seus elos formadores, igualmente responsáveis pelo ensino ofertado. Juntos somos fortes e podemos mais, sem sobrecarregar ninguém. Essa corrente movimentaria uma bicicleta que, pedalada pelo aluno, protagonista do seu processo de aprendizagem, o levaria pelo mundo do conhecimento.

Educadores mostram o caminho. Fornecem as ferramentas necessárias. Cabendo aos alunos, o trilharem com autonomia. A direção é o futuro que, na prática, para eles, já começou. E o plano dessa viagem está nas mãos dos pedagogos.

Parabéns para nós! Desejo muita saúde e garra, porque a tarefa é árdua, mas de extrema importância.

pedagogos(Créditos na imagem)

(E você? Cumprimentou os pedagogos da escola do seu filho? Ainda está em tempo…)

domingo, 20 de maio de 2018

domingo, 6 de maio de 2018

Um “show” bem na hora da janta…

show_dos_famosos_helga_0605_2_fixed_large(Imagem: Reprodução Globo/Uol)

Vocês que assistem TV, me ajudem.

Eu queria entender se o Show dos Famosos pretende homenagear grandes artistas ou fazer piadas com eles… Não que eu costume acompanhar o quadro, nem, muito menos, tenha o hábito de assistir ao programa. Mas, hoje, no horário da janta, achei de ligar a televisão, justo da hora que passava o tal show…

Gostei da apresentação do tal ator Silvero Pereira, caracterizado de Gal Costa, cantando “Festa do Interior”. A voz dele, em substituição à da verdadeira, foi-me mais aprazível! Mais grave. Gosto mais. Homem cantando Gal. E aí Cláudia Raia, a jurada, justamente por isso, tece-lhe críticas… Vai entender!

Sandra de Sá mascarada de Aretha Franklin arrasou na performance! Irreconhecível. Eu bem que a preferiria caracterizada, sem a máscara. Mas ela foi fantástica na apresentação. Comedida nos gestos, soltando o vozeirão, parecendo mesmo outra pessoa. Surpreendeu-me.

A seguir, o pior da noite: a interpretação caricata de uma tal de Helga Nemeczyk, que deveria ser uma homenagem a Ana Carolina. Embora tenham caprichado na caracterização, a apresentação foi sofrível.

Eu que sou fã da cantora, fiquei envergonhada. Tudo exagerado. Ana não é assim… E quando a atriz acabou de cantar, fez uma série de piadas infames com a "machização" de Ana Carolina. Cláudia Raia embarcou na dela. Atrizes sem noção! Brincadeiras têm limites! Como bem disse meu amigo João Porto, “lésbicas não são uma projeção escrota do macho”.

E o tal quadro do programa encerrou-se com Paulo Ricardo interpretando Dinho, do Mamonas Assassinas, e sua brasília amarela. Ele esforçou-se… Louvável pelo esforço. E só. Porém quando se trata dos Mamonas Assassinas é sempre muita emoção envolvida. Valeu só para a gente lembrar-se daqueles meninos levados e talentosos que nos deixaram tão cedo…

De tudo isso, aprendi uma coisa: jantar somente com a TV desligada. Muito melhor pra saúde. Certos programas podem causar indigestão.

Boa semana, galera.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Aos trabalhadores, no seu dia

professores

Hoje é o Dia do Trabalho. E a maioria dos trabalhadores comemora com folga, aproveitando o feriado! Mas o 1º de maio é dia para reflexão.

O trabalhador brasileiro anda mal amparado. Salários congelados. Sindicatos enfraquecidos (e pouco representativos). Leis trabalhistas injustas, retrocedendo nas conquistas historicamente obtidas. Saúde pública doente. Planos de Saúde cada vez mais inacessíveis. Aposentadoria, direito cada vez mais distante. Desvalorização social... Andamos mesmo mal!

Trabalhamos muito, merecemos muito, recebemos muito pouco em contrapartida.

Não bastam palavras bonitas de um “presidente”, no horário nobre da TV. Não consolam. Nem exaltam. Faltam ações de políticas públicas reais. Faltam leis que façam a diferença, no reconhecimento de cada categoria profissional. Porque todas são igualmente importantes nas suas diferenças!

Parabéns, trabalhadores e trabalhadoras brasileiras! De mim, que sei o mérito da força do seu trabalho na construção deste país, o meu agradecimento.

Em especial, aos trabalhadores e trabalhadoras da Educação, colegas, que constroem os alicerces de todas as demais profissões, o meu carinhoso abraço.

terça-feira, 24 de abril de 2018

A porta do coração

porta do coração(Imagem: Reprodução)

A sua porta tem estado aberta? E eu não falo daquela de madeira ou de ferro que fica na entrada da sua casa. Falo da porta do seu coração.

Porta aberta para o amor, para as amizades, para a vida.

Tem gente que reclama da solidão, mas não vê que mantém sua porta fechada. Como alguém pode chegar? As pessoas se aproximam de quem se deixa alcançar…

Portas do coração se abrem com atitudes e permissões. Com consentimentos. E com sentimentos. Portas que se abrem, assumindo riscos de errar… Investir em pessoas é sempre arriscado. Mas compensador.

Viver sozinho, sem compartilhar, faz adoecer.

Tem gente que já está doente e nem percebeu. Tem gente que empurra a porta dos corações alheios forçando entrada. Estabacam-se. Sem permissão é impossível adentrar! Quanto mais tentam, mais ficam de fora.

Cada coração tem uma porta. Cada porta tem uma chave. Tem gente que a usa e é feliz. Outros não. Tem gente que tem a chave do coração do outro, mas não quer usar. Deixa lá o pobre coração vazio e abandonado… Infelicidade recíproca.

Portas abertas para o novo, para o inusitado, para o ousado, para o antes nunca tentado… Quem sabe um caminho diferente?

Portas abertas para o conhecido, o reformado, o reabilitado, para o que foi e agora retorna reformulado… Quem sabe vale uma nova tentativa?

Portas abertas para as conversas prolongadas, debates acalorados, chocolates quentes ou cervejas geladas, muito bem acompanhadas… Quem sabe uma nova ou velha amizade?

Vale a pena abrir a porta do coração. Amar-se em primeiro lugar, mas compartilhar amor e outros bons sentimentos também faz bem. Edifica.

Fique sozinho, se for sua opção. Mas não sinta-se sozinho. Basta abrir a porta…

A porta certa.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Sobre a fé

orar(Imagem: Reprodução)

E quando a pomos a nossa fé em prova e ela não nos decepciona?! É a glória!!!

Tudo arranjadinho, do nosso jeito, de acordo com as nossas necessidades e desejos... Tudo bem a calhar. Enfim, deu certo!

Pedimos e recebemos. Oramos e o pedido foi atendido. Mais uma graça alcançada. Mais uma súplica a agradecer.

A vida também tem dessas coisas. Quem é de fé sabe do que estou falando. Há coisas que só quem crê consegue explicar. Porque há algo de inexplicável no maravilhoso!

Ainda bem que esse misterioso e encantador lado da vida faz parte do meu cotidiano. Sou uma mulher de fé. Acredito que há "algo" que nos rege, nos guarda, nos ilumina, nos guia e está sempre pronto para nos ajudar. Nem é preciso pedir... Sabe de todas as coisas. E cada um escolhe como quer Lhe chamar. Porque o que menos importa é como Lhe "batizamos". O principal é como Ele está enraizado nos nossos corações e conduz a nossa vida.

Você tem deixado uma porta aberta para Ele entrar?

fé(Imagem: Reprodução)

terça-feira, 10 de abril de 2018

Sobre a morte

saudade(Imagem: Reprodução)

Tão relativa essa história de morrer… Basta estar vivo, porque a morte faz mesmo parte da vida. Bebês morrem. Jovens e crianças morrem. Adultos, idosos, parentes, pais, filhos, amigos, conhecidos, desconhecidos…

Gente morre. E a gente sofre com a perda e a saudade. Não tem como ser diferente. Não tem como interromper o ciclo da vida, por mais que queiramos. Somos impotentes.

É claro que existe uma certa ordem natural das coisas. Aquele velho ciclo a priori: nascer, crescer, se reproduzir e morrer. Mas essa disposição, muitas vezes, é alterada… Quer coisa mais difícil do que uma mãe enterrar seu filho? Não gosto nem de pensar!

À medida que envelhecemos, vamos contamos essas perdas. Familiares, conhecidos, amigos, vizinhos. Pessoas com quem convivemos partem de nossas vidas. Quanto mais vivemos, mais vamos perdemos pessoas queridas pelo caminho. Isso também faz parte do viver… E é terrível.

Ontem, perdi um primo da mesma idade que eu. O primeiro do lado materno. Não éramos próximos; morávamos, há muitos anos, em estados diferentes, o que dificultou nossa aproximação. Mas eu o amava. Uma pequena, mas significativa lembrança, fez da sua passagem pela minha vida ter valido a pena.

Há muitos anos atrás, quando eu tinha sete anos, no justo momento em que acabara de receber a notícia da morte do meu pai, corri para o fundo do quintal me desabar em lágrimas… Tristeza absoluta. E ele, meu primo, estava lá, do meu lado, tentando, na sua inocência de também criança me consolar. Ele esteve comigo no meu pior momento. E não saiu do meu lado. Nem da minha memória. Nunca esqueci.

Provavelmente sua mãe, irmã, esposa, filhos e netos também precisam, hoje, de alguém por perto. Um ombro amigo. Uma presença consoladora. E eu, distante, não pude estar. Peço a Deus que lhes envie um anjo representante meu.

A vida segue e tem lá seus caminhos e encruzilhadas. Só nos resta percorrer até que chegue a nossa própria hora de partir…

Vamos que vamos. E do melhor jeito de der.


"Deus tem um jardim que é a Terra, e toda vez que Ele quer colher algumas das flores mais bonitas, Ele tira uma flor da Terra e fica pra Ele."

quinta-feira, 5 de abril de 2018

domingo, 1 de abril de 2018

Minha matéria favorita

jogos

Almoço em família para celebrar a Páscoa. Já é nossa tradição.

Depois de arrumar a cozinha, a gente se reúne para ver televisão, por os papos em dia, jogar jogos de tabuleiro. Momentos gostosos de interação familiar.

Sempre tem alguém que consegue tirar um cochilo em meio a conversa alta. Outros têm a habilidade de manter a conversa interessante, mesmo com a tv ligada procurando atrapalhar. Mas eu sou da turma que joga, que continua na mesa.

Temos muitas caixas de jogos. A maioria bem antiga: Detetive, Master, Imagem e Ação, Perfil 2 e Perfil 3, Situação Limite, Talento, Ponto de Vista, Jogo da Vida. Quando tem muita gente é sempre mais divertido. Não perdemos a oportunidade.

Hoje, ao jogarmos Situação Limite, saiu uma pergunta para a minha sobrinha responder: qual a matéria escolar ela mais gostava. Tínhamos que adivinhar sua respostar para pontuarmos. Mesmo lidando cotidianamente com ela, há dezessete anos, foi muito difícil acertar sua resposta… Eram quatro opções: Matemática, Desenho, Educação Física e Português.

Não precisa dizer que ela escolheu Educação Física e eu errei. Achei que ela iria optar por Matemática. Boba que sou… Mas fiquei com essa questão na cabeça… Qual seria a minha matéria favorita no tempo escolar?

Depois que todo mundo foi embora e eu fui arrumar a casa, ainda estava matutando com a questão. Não consegui chegar a uma conclusão na escolha por uma área do conhecimento específica... Sou mesmo generalista!

Na verdade, até cheguei, pois, para mim, a matéria favorita era aquela que eu me identificava melhor com o professor que a ministrava. Simples assim. Se eu tivesse afinidades com o/a professor/a e com o seu jeito de ensinar, eu morria de amores pela sua matéria! Aprendia que era uma beleza. Se o contrário acontecesse, era um caos total.

Detestei sociologia, no Ensino Médio, por causa da professora, que foi injusta comigo e me constrangeu na frente da turma. Já em Língua Portuguesa, consigo ainda ver a professora declamando versos lindamente, enquanto mexia nos cabelos… Uma cena encantadora! Sou fã de literatura.

Sou assim. Sempre fui.

Difícil separar a figura do professor do que ele me ensinava. E se você quiser saber um segredo, continuo do mesmo jeito. Até no Curso de Especialização, professores ainda fazem a diferença para mim. Pro bem ou pro mal.

Por isso é que, profissionalmente, como pedagoga, tento enfatizar para os professores com quem trabalho, a importância do seu papel na vida escolar dos alunos. Ser cordial, buscar a empatia, usar de afetividade pode sim fazer muita diferença! Em certos casos, até mais do que exercícios de fixação e boas aulas expositivas ou de pesquisa.

Gente que confia na gente, acredita na gente e gosta da gente nos abre caminhos. E, como resposta, nos apaixonamos pela matéria que ele nos ensina. Se torna a nossa favorita. Aprendemos mais e melhor! Só que aí o ano acaba, trocam os professores e começa tudo de novo…

Vida que segue.

E falando em vida, uma feliz Páscoa para você. Vida nova!

segunda-feira, 19 de março de 2018

Encerrando o dia com “chave de ouro”

00-barata                                       (Imagem: Reprodução)

Depois de um dia pesado, rezando pra chegar logo e entrar em casa, resolvo dar uma passadinha primeiro, no armário de correspondência dos apartamentos, na portaria do meu prédio.

Carta não tinha nenhuma, nem de cobrança, por milagre, mas saí de lá acompanhada: uma baratona pegou carona nas costas da minha blusa!

Eu achei que tinha visto algo. Me sacudi aflita. Nada aconteceu. Pensei que tinha sido só impressão. Subi os poucos degraus até o meu apartamento. Entrei. Mas a sensação de que algo estava errado ainda me dominava…

Fui na área de serviço. Passei pela cozinha. Entre na sala e aí… A barata resolveu andar pelo meu braço! Que horror!

Peguei a primeira coisa que achei pela frente e taquei nela, ou seja, em mim mesma! Era uma calcinha que estava no alto da pilha de roupas para passar… Calcinha e barata foram para o chão. Felizmente cada uma para um lado.

Matei a barata com tanta raiva que até me admirei!

Mas a “condenação à morte” veio como resultado da sua audácia em desafiar-me e aproveitar-se da minha fragilidade e cansaço ao final de um longo dia tenso de trabalho…

No fundo, no fundo mesmo, a pobre barata pagou o pato.

quinta-feira, 15 de março de 2018

E aquela voz foi calada

Marielle Franco(Imagem: Reprodução)

"Que tempos são esses em que temos que defender o óbvio?"             (Bertolt Brecht)

O meu lamento, o meu sofrimento, os meus sentimentos ao Rio de Janeiro e a todo o país, especialmente aos familiares e amigos da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

E para que sua voz não se cale é preciso que a luta continue. Ainda há muito a ser feito…

quarta-feira, 14 de março de 2018

Stephen Hawking agora brilha no céu.

toyillustration(Arte: Toyillustration)

Missão cumprida com êxito aqui na Terra.

Nosso reconhecimento e agradecimento.

"Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito".

(William Shakespeare)

quinta-feira, 8 de março de 2018

Para a gente pensar nesse 8 de março

Dia da Mulher. Dia de luta.

armandinho1(Arte: Tiras Armandinho)

Uma luta que se dá no dia a dia.

E passa de pai pra filho. Pior. De mãe pra filho também...

armandinho(Arte: Tiras Armandinho)

Precisa mudar.

segunda-feira, 5 de março de 2018

O temporal

chuva forte(Imagem: Reprodução)

Chove lá fora. Muitos raios e trovões. Chuva grossa, da boa. E daí dá aquele frio na espinha… Porque quando chove assim, coisas acontecem.

Estou segura em casa. Não irei sair por hora. Só amanhã. Mas há muita gente pela rua. E gente que mora em encostas. Gente que pegará as estradas. Gente que enfrentará a noite ensopada. Penso nelas e meu coração fica inquieto. Temo por todos.

Chuva é necessária, mas quando vem com força e enfeitada de fortes (e próximas) descargas elétricas deixa-me bastante apreensiva.

Com preocupação, olho pela janela. A rua já encheu. O lixo corre por cima da água que o asfalto juntou. Pessoas se abrigam na marquise em frente. Quase não passa mais carro. O barulho intenso dos trovões contrasta com o bater da chuva na grade da janela… Mais nenhum outro barulho.

Desliguei todos os eletrodomésticos, retirando-os das tomadas por precaução. E o notebook funciona com sua própria bateria… Nada mais a fazer: escrever e aguardar. Uma oração talvez.

E lá fora, ainda, o maior temporal…

quinta-feira, 1 de março de 2018

Um coração

Então a gente desenha um coração Red heart para representar o amor…

Mas se repararmos bem nesse símbolo, percebemos que ele é formado não por um, mas pela junção de dois corações distintos. Provavelmente, apaixonados.

coração(Imagem: @elikatakimoto)

Se é lenda, não sei. Mas gostei da explicação. Fez sentido.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

No seu tempo certo

tempo certo(Imagem: Reprodução)

“Alguém se formou aos 22 anos, mas teve que esperar 5 anos para conseguir um bom emprego.

Alguém se tornou um grande empresário aos 25 e morreu aos 50. Enquanto isso outra pessoa se tornou empresária aos 50 e viveu até aos 90 com saúde.

Alguém continua solteiro enquanto outro alguém está se casando.

O Presidente Obama terminou a vida política aos 55 e Donald Trump começou aos 70.

Todos nós, nesse mundo, trabalhamos com base no nosso fuso horário. As pessoas ao seu redor podem parecer estar a sua frente. Alguns podem parecer estar atrás de si, mas todos estão a executar na sua própria corrida, dentro do seu tempo.

Não os inveje, nem os menospreze. Eles estão no seu fuso horário e você está no seu.

A vida resume-se em cada um de nós esperar o seu momento certo para agir.

Então relaxe! Você não está adiantado, nem atrasado. Você está no seu tempo!”

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

“Ginástica” que não se escapa

pagar contas(Foto: blog.missmeg.com.br)

Tem uma “ginástica” que quase ninguém escapa: a de fazer o dinheiro render para pagar todas as compras e, ainda, sobreviver. Praticamente inevitável para os mortais, aquele incessante exercício de cobrir um santo descobrindo o outro…

Diminui-se as despesas extras. Passeios e viagens nem pensar! Espreme daqui, espreme dali e o nome, que ora entra pro SPC, consegue ser limpo.

Não me venham com essa história que gastamos demais! Já não estamos mais nessa. Gastamos o que precisamos. Só que o que ganhamos não nos basta! Não cobre nossas necessidades básicas. Preços são reajustados, assim como taxas e juros altos, mas os salários não, numa matemática injusta.

Se existem doenças, deficiências, carências e necessidades especiais em geral, a coisa piora. Um oceano de mar turbulento querendo nos afogar. E a gente vai, boia, nada, mergulha, sobe num bote salva-vidas qualquer e navega. Todos os meses.

E assim a vida passa…

Quem tem um emprego, feijão com arroz na mesa, um ventilador para os dias de calor e um chuveiro que aquece a água tem tanto! Talvez nem perceba… Mas manter o nosso estilo de vida, saciar a fome, cuidar da aparência, da locomoção e, principalmente, da saúde tem um custo alto. Aquele que nos faz perder noites de sono e o apetite em certas fases do mês… Talvez durante o mês todo. E o ano. Uma vida inteira.

Injusta essa divisão de renda. Injusto esse não reajuste salarial que congelou o que recebo, por exemplo, há anos…

Têm horas que a gente deseja uma outra realidade pra nós, pro país. Bom pensar bem nisso em ano de eleição.

A-Pagar(Créditos na imagem)

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Quando não existe aquele botão

botão(Imagem: Reprodução)

O “botão do foda-se” não existe em mim. Não tem como ligá-lo e seguir adiante…

As pessoas recomendam. Seria, sem dúvida, a melhor saída. Mas não para mim, a sensibilidade em pessoa.

As coisas acontecem, marcam-me, ferem-me. Tento lidar com elas, tirar de letra, mas, como pedrinhas no sapato, estão lá incomodando sem parar…

Lavo louça e o pensamento voa para elas. Varro a casa e estão lá, presentes, corroendo meu pensamento. Vendo o filme… Assistindo novela… Conversando com as amigas… Acontecimentos indesejáveis custam a sarar!

Mas o que pode ser assim tão gritante que incomoda tanto?

Tudo que fere, que magoa, que acontece sem explicação na vida da gente e tira o sossego. Pode ser grande e também ser pequeno, quase imperceptível, mas com um peso enorme, com consequências e desdobramentos inimagináveis. Injustiças, em geral!

A sensação de mágoa me corrói a alma. Não sei lidar bem com ela. E é uma coisa tão subjetiva, tão voltada para o nosso próprio eu, resultado das nossas experiências de vida, de uma história toda, que, nem sempre, o causador daquela dor tem a dimensão do estrago que está fazendo…

Queria que fosse um processo simples, que para encontrar a paz bastasse o acionar de um botão. Foda-se! Mas para mim é impossível. Serão horas e dias de reflexão e ruminância até o desafeto estar absorvido e o coração sarado.

Um dia acontece.

que-os-desafetos(Imagem: Reprodução)