terça-feira, 30 de setembro de 2014

Adeus ao Orkut

Se você entrar no Orkut, hoje, dia oficial da sua retirada do ar, encontrará a seguinte página:

orkutt

Clicando o link Central de Ajuda, ainda encontrará caminhos para resgatar alguns de seus dados. Ou seja, nem tudo está perdido, literalmente.

Com certeza um alívio para os mais distraídos ou descansados, mas que ainda querem procurar alguma recordação dos velhos tempos.

‘O Orkut foi oficialmente encerrado em 30 de setembro de 2014, mas você pode ver as discussões em comunidades públicas no arquivo de comunidades.

Outras coisas que você pode fazer:

Boa sorte.

fim-orkut

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Para quem é bom em adivinhações

papai noel
Resolva o caso:

“A história do Casal Perfeito

Era uma vez um homem perfeito, que conheceu uma mulher perfeita. Namoraram e num dia se casaram. Formaram um casal perfeito.

Numa noite de Natal, ia o casal perfeito, por uma estrada deserta, quando viram alguém no acostamento  pedindo ajuda. Como eram pessoas perfeitas, pararam para ajudar.

Essa pessoa era, nada mais, nada menos, do que Papai Noel, cujo trenó havia enguiçado. Não querendo deixar milhões de crianças decepcionadas, o casal perfeito se  ofereceu para ajudá-lo a distribuir os presentes.  O Bom Velhinho entrou no carro e lá foram eles.

Infelizmente o carro se envolveu em um acidente e somente um dos três ocupantes sobreviveu.

Pergunta-se: Quem foi o sobrevivente do trágico acidente? A mulher perfeita, o homem perfeito ou o Papai Noel? (Leia mais abaixo)

 

 

 

Pense…

 

 

 

 


Resposta: A mulher perfeita sobreviveu.

Na verdade, ela era a única personagem real dessa história. Todo mundo sabe que Papai Noel e homem perfeito não existem.
Se você é mulher, pode fechar a mensagem, a piada acaba aqui.

(Homens podem continuar lendo abaixo).

 

 

 

 

 


Agora, se Papai Noel não existe, nem homem perfeito, fica claro que quem dirigia era a mulher - o que explica o acidente!
Se você é mulher e leu até aqui, fica provada mais uma teoria: mulheres são curiosas, metem o bedelho onde não são chamadas e são incapazes de seguir instruções!
Tá rindo de quê...???

 

(É só piadinha, meninas! Bora descontrair que de sério basta a vida…)

domingo, 28 de setembro de 2014

Despedida do Orkut

Bonfim

Está chegando a hora da despedida. Só faltam dois dias para o Orkut sair do ar. Agora, (parece que) é para valer!

Se você já usou essa rede social e nunca mais apareceu por lá, ainda dá tempo de recuperar algumas memórias. Fotos, por exemplo. São registros de um tempo que já passou e a gente quase esqueceu, mas que também fazem parte da nossa história.

Faz uma forcinha e aparece por lá, antes do dia 30. Vale a pena dar uma última navegada… Quem sabe você encontre algo (ou alguém) que justifique um recomeço em outro lugar?

Ainda dá tempo. Final de domingo vem bem a calhar!

Bom programa.

ruínas3

(Fotos do meu Orkut. A de cima, com a família em Salvador/BA. A de baixo, em São Mateus/ES).)

sábado, 27 de setembro de 2014

Viver em paz!

paz

Quanto tempo da sua vida você já perdeu desperdiçando-o com brigas bobas e desnecessárias? Mesmo sem lhe conhecer, tenho certeza que não foi pouco. Somos assim. Queremos estar sempre certos.

Quanto mais jovens, mais apegados às nossas verdades. Orgulhosos! Queremos dar a última palavra. Sempre. Não interessa o quão corretos estejamos, não importa, brigas em sua maioria, geralmente, são bobas e desnecessárias…

Gente inteligente usa a sabedoria das águas correntes, seguem adiante contornando os obstáculos! Carroças vazias balançam bastante e fazem muito barulho quando passam. E quanto mais vazias, mais barulhentas!!! Não “discuta” com elas.

Confrontos causam desgastes. Elevam a pressão sanguínea. Deixam qualquer um mal humorado, chateado, estressado. Entrar numa briga só se valer muito à pena, se for realmente fundamental e, principalmente, não houver outro jeito de resolver a questão.

Tem gente que gosta, eu bem sei. Adoram uma confusão. (Ah, como conheço essa espécie! Ainda não descobri qual é o prazer que proporciona. E espero nunca descobrir…) Provocam. Desafiam. Estimulam o desentendimento alheio. Tem sempre aquela turma que fica em volta  atiçando os brigões. Nunca entendi tal comportamento…

A verdade é que muita gente já perdeu a vida por motivos banais, por brigas bobas e desnecessárias. Brincar de lutinha nunca foi brincadeira inocente de criança! Precisamos desenvolver uma cultura de paz.

Não precisamos participar de assembleias entre países, nem sermos militantes, nem missionários, nem ativistas, para falarmos de paz! Precisamos vivenciar a paz na nossa vida, na nossa casa, com os nossos filhos, com nossos parceiros, nossos amigos, nossos colegas de trabalho, nossos vizinhos…

Temos que parar com essa mania de estarmos sempre certos, para sermos mais felizes. E vivermos em paz.

Evitar as brigas já é um bom começo.

paz2

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Reduza seu lixo!

Dica para o final de semana:

planeta lixo

O consumismo não faz bem para ninguém.

Nem para o seu bolso.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Funcionário pé-de-boi

funcionário

Têm aqueles que se encostam. Torcem para que o mundo acabe em água, para morrer boiando… Querem nada com a dureza. Felizmente, não são a maioria. Fosse assim, o mundo não teria evoluído. Seria um marasmo só…

Por outro lado, têm aqueles que se contentam com o suficiente. Cumprem o seu papel e nada além. Produzem o estabelecido na meta. Sabem usar o tempo com maestria. Dão conta do recado, porque são econômicos. Tendem a repetir o que fazem há anos e que dá certo. São os experientes.

Mas em toda empresa tem um tipo de funcionário que faz toda a diferença e se destaca dos demais. É aquele com quem a gente pode contar para o que der e vier, o que faz de tudo um pouco e está sempre pronto para ajudar.

Se você procurar direitinho irá encontrar este trabalhador na sua empresa também: o funcionário pé-de-boi!

Ele trabalha duro, sem fazer corpo mole. Sempre gosta do que faz. Não tem tempo ruim. Sabe que é peça fundamental daquela engrenagem e que seu trabalho é útil e necessário, mesmo não recebendo o devido reconhecimento… (É, isso geralmente acontece com ele também!)

Mas o funcionário pé-de-boi não está nem aí para a falta de elogios! Não é esse o seu combustível. Ele é movido pelo Amor ao que faz! Seja em qualquer profissão, esteja em qualquer função ou em qualquer empresa, ele está lá e é sempre um grande destaque.

Feliz é a empresa que tem o funcionário pé-de-boi ocupando um cargo de chefia. Ninguém segura! Sucesso garantido.

Para todos esses trabalhadores especiais o meu reconhecimento e a minha homenagem!

touro

(À propósito, sou taurina e no horóscopo chinês sou búfalo. Será que isso quer dizer alguma coisa??? Brincadeirinha…)

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O sorvete da Ribeira

Ribeira

Um dos melhores sorvetes que já experimentei na vida foi o da Sorveteria da Ribeira, lá em Salvador, na Bahia. Sem muitas palavras para descrevê-lo, vou usar apenas uma: sensacional! Ah, e vou acrescentar mais uma: inesquecível.

Você podia variar o sabor que a qualidade costumava ser a mesma: impecável. Mas como já faz alguns anos que não passo por lá, não posso garantir que ainda continua do mesmo jeito… Quero crer que sim, pois seria realmente uma lástima para a gastronomia nacional!

Sorveteria da Ribeira1

A Sorveteria da Ribeira é ponto turístico da cidade. Se você for a Salvador, não deixe de experimentar esta delícia gelada que é fabricada e vendida lá. Fica bem próxima ao bairro onde está localizada a Igreja do Bonfim, Itapagipe. Dá para visitar no mesmo dia.

Igreja do Bonfim

Hoje é o Dia Nacional do Sorvete. No Brasil, em 2002, a ABIS instituiu este dia com o objetivo de celebrar o início das temperaturas mais altas do ano (início da primavera), já que é nesta época que o consumo de sorvete no país aumenta.

E é por isso que eu vasculhei no baú das minhas memórias e fui buscar aquela que é a mais gostosa para dividir com vocês!

A Sorveteria da Ribeira também está no facebook. Novos tempos. Confira aqui.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Como vai a vida?

peixe-no-aquario

Não está fácil para ninguém… Mas uma coisa é certa: a única pessoa capaz de fazer alguma coisa efetivamente por você é você mesmo(a)! A-ti-tu-de.

melhor(Boa dica da Melhor com saúde. E têm outras lá.)

Porque é assim que vale a pena viver…

uma-atitude

domingo, 21 de setembro de 2014

Você tem ciúmes de quê?

ciumes (1)

Ah, não negue, todo mundo sente um pouquinho de ciúmes de alguém ou de alguma coisa, até você! E eu.

Quando amamos muito alguma coisa, não queremos dividi-la com ninguém. Emprestar? Jamais. Porque só nós sabemos quais são os cuidados necessários para preservá-la, não é mesmo? É sempre assim: tira a mão das minhas coisas!

Taurinas são muito ciumentas. Quase possessivas. Eu mesma já fui muito mais do que sou hoje. A vida se encarregou de me colocar no meu devido lugar… Precisei escolher entre não ter nada ou me contentar só com um pouco. Foi uma grande lição: a de aprender a dividir!

Quando o ciúme é pequenininho, a gente controla, mas já, certamente, com algum sofrimento. Imagina quando ele se torna cada vez maior e assombrado? Tenho medo deste sentimento avassalador...

Existem pessoas que abusam do direito de serem ciumentas. Passam do ponto. São egoístas. Outras vão além: ficam doentes. Criam fantasias e passam a acreditar nelas. Em sua imaginação, há traição, infidelidade, culpa. E não têm escrúpulos para qualquer punição cabível. Para elas, é uma questão de honra.

O que era amor vira desamor, vira raiva, rancor, vira medo, vira… uma sucessão interminável de terríveis consequências geradas pelo ciúme descontrolado!

ciumes

Pode até ser que o ciúme seja o tempero do amor… Não vou discutir. Mas pimenta demais estraga o paladar de qualquer bom prato. Tudo bem, que há gosto para tudo. Mas eu, que sou alérgica a qualquer tipo de pimenta, prefiro sempre um tempero leve e natural, só para apurar o verdadeiro gosto da comida!

(E não há nada melhor do que o gosto do nosso amor, bem ao natural!…)

Uma ótima semana para todos.

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sábado, 20 de setembro de 2014

Humor do mundo moderno

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Seria cômico, se não fosse trágico…

Ah! Mas no fundo é cômico mesmo! Bora rir sem culpa…

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Paciência…

 paciência

"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma.
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma.
A vida não para..."

Hoje estou assim: “Para, mundo, que eu preciso descansar!”

Mas ele não para…  

Ainda bem que é sexta. E eu finjo ter paciência…

Será que temos esse tempo pra perder?

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Todo cuidado é pouco! Cuide do seu coração.

pressao_alta

A pressão arterial da minha irmã está bem alta. Possivelmente, estresse. Não temos antecedentes hereditários. O coração reclama. O corpo todo… A gente vai forçando a barra, enfrentando mais desafios do que conseguimos aguentar. Resultado: ficamos doente.

Vida dura de mulher que acumula funções. Aliás, como a grande maioria de nós! Trabalhamos fora, trabalhamos em casa. Damos conta dos filhos e das contas... Quem aguenta tanta pressão?

Quando surgem os sintomas, mostrando que alguma coisa não vai bem, precisamos mesmo dar uma pausa em tudo isso. Uma parada. Ou, pelo menos, diminuir o ritmo.

Tendemos a esquecermos de nós mesmas. Pensamos em todo mundo e nos colocamos em segundo plano, não é verdade? Mas a nossa saúde tem que estar muito bem para que possamos cuidar de todos!

Não fumar, diminuir o sal de cozinha e o álcool, caminhar são sempre boas dicas, mas praticar o desprendimento também faz muito bem…

mafalda não vê

Dançar sem compromisso, apenas para se divertir e queimar algumas calorias também faz bem. Que tal uma aula de Zumba? (Frequentar uma academia de ginástica, tem sempre muitas opções.) Ou andar de bicicleta no calçadão?

Não me venha com essa história que não tem tempo! Tempo a gente inventa (foi o que eu fiz!). Importante mesmo é cuidar de si, diminuindo a pressão de fora, para diminuir a pressão interna… Isto é qualidade de vida!

Afinal, com o coração não se brinca. Todo cuidado é pouco.

no stress

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sobre sapos e crianças

sapos

“Era uma vez uma corrida de sapinhos! O objetivo era atingir o alto de uma grande torre.

Havia no local uma multidão assistindo. Muita gente para vibrar e torcer por eles. E começou a competição.

Infelizmente uma onda de negativismo pairou sobre a multidão. "Que pena!... Esses sapinhos não vão conseguir... Não vão conseguir!"

E os sapinhos começaram a desistir. Entretanto, havia um que persistia e continuava a subida, em busca do topo.

A multidão continuava gritando: "Que pena! Vocês não vão conseguir! Sapos não sobem em torres!"

E os sapinhos estavam mesmo desistindo, um por um... Menos aquele sapinho que continuava tranquilo, embora cada vez mais arfante.

Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele. E a curiosidade tomou conta de todos, que queriam saber o que tinha acontecido. E só descobriram quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova: ele era surdo!” 

(Autor desconhecido)

sapinho surdo

Eu queria muito saber quem foi que escreveu este texto, que eu já conheço há alguns anos, só para lhe dar os parabéns. Ele é perfeito. 

Não é exagero dizer que esta simples historinha fez-me rever alguns valores; especialmente, em relação ao que esperar das crianças que ensino. Nunca mais cometi o grande erro de nivelá-las por baixo!

Acredito no potencial dos meus alunos e permito que eles corram em direção à torre do conhecimento. Se tropeçarem, ajudo a levantarem. Vou mostrando os melhores caminhos, incentivando sempre, tirando dúvidas… E à cada torre alcançada, apresento uma mais alta. E outra. E outra. E outra…

Espero sempre muito dos meus alunos. E eles correspondem. Cada um do seu jeito. O desafio é aceito com o mesmo entusiasmo com que é lançado!

As crianças podem aprender muito mais do que costumamos supor. 

Invista!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Mantenha distância

cobras e lagartos

Ninguém precisa ser simpático, nem distribuir sorrisos, mas ser educado é fundamental! Eu, particularmente, não sei conviver com gente mal humorada, cara fechada, testa franzida. Mas lidar com grosseria é demais para qualquer cidadão!

Tem gente que confunde franqueza com falta de educação. Você pode falar tudo, mas tem que escolher o jeito certo para dizer as coisas. Delicadeza nos gestos e na escolha das palavras! Gentileza.

Conheço mestres nessa arte. Tomam as decisões e as medidas cabíveis, conversam com quem de direito, sobre o assunto que for necessário, e tudo com tranquilidade e com o mínimo de melindres possíveis. Uma fineza!

Já, o contrário, também conheço aos montes. Gente que balança o chão quando precisa resolver qualquer assuntinho besta! Na maioria das vezes, costuma humilhar o outro para não demonstrar sua verdadeira fragilidade. Se der poder para estas pessoas então!!! Salvem-se quem puder…

A verdade é que, no tratar com o outro, cada um revela de si, muito mais no que não diz, do que naquilo que lhe sai pela boca. Está no tratar, nos gestos apresentados, no jeito de olhar e sorrir (ou não), na linguagem utilizada, no tom de voz… Gente infeliz e mau resolvida deixa logo isso claro! São ofensivas. Pessoas solidárias e amorosas, também. São simpáticas, prestativas, benevolentes.

É muito fácil reconhecer os diferentes tipos de pessoas. Basta observá-las em ação. Não é difícil. Desta forma, você poderá precaver-se de uma discussão desnecessária, por exemplo, evitando certos comentários… Afinal, prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém!

Vai por mim, mantenha distância.

mantenha distância

“Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa; pessoas boas dão bom dia pro mendigo, cumprimentam o cobrador de ônibus e dão comida pro cachorro, quando ninguém está olhando!” (Leandro Alves Santos)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Era inveja

futebol de varzea(Foto: jornaldaorla.com.br)

(Por Maitê Proença)

“No Brasil, três coisas são indiscutivelmente democráticas. A praia, que debaixo de um sol junta madame e funkeira trajadas no mesmo uniforme. O futebol, que une o ladrão e o padre numa imensa fraternidade. E o trânsito, que bota o Zé do Chevette e João do Jaguar lado a lado, paralisados pela mesma encrenca. Das três brasilidades, o futebol é a que mais me intriga.

Tenho um namorado que ama a bola. É uma pessoa cheia de virtudes, mas, se há uma constância em seu caráter, esta é a impontualidade. Não consegue chegar na hora, o mundo o atrapalha, a menos é claro no caso do futebol.

Não falo aqui daquele jogo no estádio com hora oficial para começar, refiro-me à pelada, ao racha, àquele bate-bola entre amigos, que no caso aqui de casa acontece três vezes por semana. O campo é longe, uma viagem, o sol a pino - não importa. Dia do compromisso logo cedo o moço fica ansioso, não pode atrasar e não há imprevisto que o segure. Nesses dias meu amor é um britânico!

Sábado desses resolvi acompanhá-lo. Os companheiros de partida, esbeltos desportistas, não gostaram nadinha, mas, gentis, fizeram que sim. Aquilo não é lugar de mulher, eu já devia saber. Para compensar o mal-estar, começa o jogo e eu bato muita palma, exagero o entusiasmo, assovio e tanto faço que o dono do campo a quem eu bajulava escancaradamente sentiu-se na obrigação de me dedicar um gol. Segue o embate com altos e baixos, a coisa aquece e pimba... um golaço, aquele chutão do meio do campo para dentro da rede à Roberto Carlos. As más-línguas desmerecendo o artilheiro dizem que o momento é histórico e não se repetirá - não acredito, foi jogada de mestre; vi e guardarei na memória. Continua a partida com bons momentos, outros nem tanto, uma contusão aqui, uma falta ali, um corpo caído no chão.

De repente me bate uma estranheza e vou percebendo que acima da bola, das jogadas, do corre para lá e para cá, o que mais se via, na verdade, eram discussões, ofensas, xingamentos e uma roubalheira de fazer corar um palmito. A coisa chegou a um ponto em que tive a certeza de que terminado aquilo os adversários não voltariam a se falar. Acaba o jogo. Entre vitórias e desilusões, corre-se para o vestiário e devo dizer que nem na feira fala-se tão alto e ao mesmo tempo quanto num banheiro cheio de homens; eu não estava dentro, mas nem precisava...

Fiquei quietinha do lado de fora esperando meu namorado, que, pela delonga, tomava um banho de Cleópatra. Assim, pude observar bem os outros rapazes que sorridentes e limpinhos iam saindo do vestiário qual amigos de infância.

Aqueles mesmos que há pouco se juravam de morte agora pavoneavam-se uns para os outros aos tapinhas nas costas. Havia ali cantores-compositores, um sapateiro, o editor de um jornal, um empresário da música, atores, um jogador aposentado, dois médicos e alguns moços das redondezas empobrecidas cuja competência em campo desequilibrara o jogo - tudo adversário de sangue na hora da bola e amigo do peito na saída para o chope. Na pelada não há rancores, o que se passa em campo fica no campo. Nem pudores, ali são todos craques - o vírus da imodéstia ataca democraticamente. Uma beleza!

Fui-me embora com um vazio a futucar o espírito. O que nós, mulheres, temos de parecido, o shopping, o salão? Nem chegam perto. Não pode xingar, espernear, soltar os sapos da garganta - além do que, num e noutro, o máximo de exercício que se faz é com a língua na futrica da vida alheia? Muito chato. Não havia como negar, o brinquedo dos rapazes é divertido como só, e meu vazio era de inveja.

Nós, mulheres, não temos nada que se compare!”

(Coluna da Maitê Proença, na Revista Época, 2005)

domingo, 14 de setembro de 2014

Blogueira desde “pequenininha” ;)

blog

Sempre fui uma menina que tinha opinião para tudo. É claro que nem sempre os adultos estavam interessados em saber o que eu pensava sobre as coisas, mas nem por isso eu deixava de ter a minha opinião formada. Se não queriam saber… azar o deles!

Das vezes em que dei o meu palpite, fora de hora, o castigo veio em seguida. À criança cabia a aceitação sem discussão. Pelo menos, naquela época. Hoje as coisas são um pouco diferentes. Ainda bem. Os tempos mudaram.

Também trago comigo, desde bem pequena, o gosto por escrever, inventar histórias, poetizar com palavras simples. Nunca tive gosto ou hábitos sofisticados. Nem para escrever. Sou simples e direta. Clara, fácil, deliciosa

Se tenho papéis e lápis nas mãos: ora palavras, ora desenhos. Acreditem: também me aventuro (humildemente) pela arte de desenhar. Fui até desenhista do jornal mural da escola! Tudo muito amador…

Agora procure juntar todos esses dons que trago de forma inata, estimulados pela educação que tive, por toda história que vivi, pelos exemplos que presenciei, pelas cacetadas que tomei da vida, até chegar aqui… O que resultou? Qual o meu legado?

Um blog incrível escrito e produzido como uma joia, lapidada a cada dia, que está comemorando seus 700.000 acessos!!!

Obrigada pela parceria, leitores assíduos. Obrigada pela visita, leitores ocasionais. Voltem sempre.

E para aqueles que me inspiram, meu muito obrigada, especial.

curtidos diferentes

700.000 visitas!

Continuem curtindo o nosso doce cantinho na web.

Ele é todo seu.