sexta-feira, 20 de abril de 2018

Sobre a fé

orar(Imagem: Reprodução)

E quando a pomos a nossa fé em prova e ela não nos decepciona?! É a glória!!!

Tudo arranjadinho, do nosso jeito, de acordo com as nossas necessidades e desejos... Tudo bem a calhar. Enfim, deu certo!

Pedimos e recebemos. Oramos e o pedido foi atendido. Mais uma graça alcançada. Mais uma súplica a agradecer.

A vida também tem dessas coisas. Quem é de fé sabe do que estou falando. Há coisas que só quem crê consegue explicar. Porque há algo de inexplicável no maravilhoso!

Ainda bem que esse misterioso e encantador lado da vida faz parte do meu cotidiano. Sou uma mulher de fé. Acredito que há "algo" que nos rege, nos guarda, nos ilumina, nos guia e está sempre pronto para nos ajudar. Nem é preciso pedir... Sabe de todas as coisas. E cada um escolhe como quer Lhe chamar. Porque o que menos importa é como Lhe "batizamos". O principal é como Ele está enraizado nos nossos corações e conduz a nossa vida.

Você tem deixado uma porta aberta para Ele entrar?

fé(Imagem: Reprodução)

terça-feira, 10 de abril de 2018

Sobre a morte

saudade(Imagem: Reprodução)

Tão relativa essa história de morrer… Basta estar vivo, porque a morte faz mesmo parte da vida. Bebês morrem. Jovens e crianças morrem. Adultos, idosos, parentes, pais, filhos, amigos, conhecidos, desconhecidos…

Gente morre. E a gente sofre com a perda e a saudade. Não tem como ser diferente. Não tem como interromper o ciclo da vida, por mais que queiramos. Somos impotentes.

É claro que existe uma certa ordem natural das coisas. Aquele velho ciclo a priori: nascer, crescer, se reproduzir e morrer. Mas essa disposição, muitas vezes, é alterada… Quer coisa mais difícil do que uma mãe enterrar seu filho? Não gosto nem de pensar!

À medida que envelhecemos, vamos contamos essas perdas. Familiares, conhecidos, amigos, vizinhos. Pessoas com quem convivemos partem de nossas vidas. Quanto mais vivemos, mais vamos perdemos pessoas queridas pelo caminho. Isso também faz parte do viver… E é terrível.

Ontem, perdi um primo da mesma idade que eu. O primeiro do lado materno. Não éramos próximos; morávamos, há muitos anos, em estados diferentes, o que dificultou nossa aproximação. Mas eu o amava. Uma pequena, mas significativa lembrança, fez da sua passagem pela minha vida ter valido a pena.

Há muitos anos atrás, quando eu tinha sete anos, no justo momento em que acabara de receber a notícia da morte do meu pai, corri para o fundo do quintal me desabar em lágrimas… Tristeza absoluta. E ele, meu primo, estava lá, do meu lado, tentando, na sua inocência de também criança me consolar. Ele esteve comigo no meu pior momento. E não saiu do meu lado. Nem da minha memória. Nunca esqueci.

Provavelmente sua mãe, irmã, esposa, filhos e netos também precisam, hoje, de alguém por perto. Um ombro amigo. Uma presença consoladora. E eu, distante, não pude estar. Peço a Deus que lhes envie um anjo representante meu.

A vida segue e tem lá seus caminhos e encruzilhadas. Só nos resta percorrer até que chegue a nossa própria hora de partir…

Vamos que vamos. E do melhor jeito de der.


"Deus tem um jardim que é a Terra, e toda vez que Ele quer colher algumas das flores mais bonitas, Ele tira uma flor da Terra e fica pra Ele."

quinta-feira, 5 de abril de 2018

domingo, 1 de abril de 2018

Minha matéria favorita

jogos

Almoço em família para celebrar a Páscoa. Já é nossa tradição.

Depois de arrumar a cozinha, a gente se reúne para ver televisão, por os papos em dia, jogar jogos de tabuleiro. Momentos gostosos de interação familiar.

Sempre tem alguém que consegue tirar um cochilo em meio a conversa alta. Outros têm a habilidade de manter a conversa interessante, mesmo com a tv ligada procurando atrapalhar. Mas eu sou da turma que joga, que continua na mesa.

Temos muitas caixas de jogos. A maioria bem antiga: Detetive, Master, Imagem e Ação, Perfil 2 e Perfil 3, Situação Limite, Talento, Ponto de Vista, Jogo da Vida. Quando tem muita gente é sempre mais divertido. Não perdemos a oportunidade.

Hoje, ao jogarmos Situação Limite, saiu uma pergunta para a minha sobrinha responder: qual a matéria escolar ela mais gostava. Tínhamos que adivinhar sua respostar para pontuarmos. Mesmo lidando cotidianamente com ela, há dezessete anos, foi muito difícil acertar sua resposta… Eram quatro opções: Matemática, Desenho, Educação Física e Português.

Não precisa dizer que ela escolheu Educação Física e eu errei. Achei que ela iria optar por Matemática. Boba que sou… Mas fiquei com essa questão na cabeça… Qual seria a minha matéria favorita no tempo escolar?

Depois que todo mundo foi embora e eu fui arrumar a casa, ainda estava matutando com a questão. Não consegui chegar a uma conclusão na escolha por uma área do conhecimento específica... Sou mesmo generalista!

Na verdade, até cheguei, pois, para mim, a matéria favorita era aquela que eu me identificava melhor com o professor que a ministrava. Simples assim. Se eu tivesse afinidades com o/a professor/a e com o seu jeito de ensinar, eu morria de amores pela sua matéria! Aprendia que era uma beleza. Se o contrário acontecesse, era um caos total.

Detestei sociologia, no Ensino Médio, por causa da professora, que foi injusta comigo e me constrangeu na frente da turma. Já em Língua Portuguesa, consigo ainda ver a professora declamando versos lindamente, enquanto mexia nos cabelos… Uma cena encantadora! Sou fã de literatura.

Sou assim. Sempre fui.

Difícil separar a figura do professor do que ele me ensinava. E se você quiser saber um segredo, continuo do mesmo jeito. Até no Curso de Especialização, professores ainda fazem a diferença para mim. Pro bem ou pro mal.

Por isso é que, profissionalmente, como pedagoga, tento enfatizar para os professores com quem trabalho, a importância do seu papel na vida escolar dos alunos. Ser cordial, buscar a empatia, usar de afetividade pode sim fazer muita diferença! Em certos casos, até mais do que exercícios de fixação e boas aulas expositivas ou de pesquisa.

Gente que confia na gente, acredita na gente e gosta da gente nos abre caminhos. E, como resposta, nos apaixonamos pela matéria que ele nos ensina. Se torna a nossa favorita. Aprendemos mais e melhor! Só que aí o ano acaba, trocam os professores e começa tudo de novo…

Vida que segue.

E falando em vida, uma feliz Páscoa para você. Vida nova!