domingo, 19 de julho de 2020

Dentro de casa

Hoje completam 4 meses que estou em casa, desenvolvendo meu trabalho em home office, numa situação nunca sequer antes imaginada: em distanciamento social. Não sou só eu ou as pessoas do lugar onde moro, nem as do meu país. Estamos vivendo o período de uma pandemia mundial, causada pelo coronavírus.

Eu não sei bem quando ouvi falar desse vírus pela primeira vez. Acho que foi no final do ano passado. Talvez no início deste fatídico 2020. Mas, das primeiras notícias ouvidas ao que veio logo depois, pouco tempo se passou. Jamais poderia supor que viveríamos algo tão inédito! Provavelmente, você também não.

Estar em casa e só sair para as atividades mais necessárias – de máscara; usar as redes digitais, através dos instrumentos tecnológicos disponíveis, como meios de comunicação, inclusive para acessar os parentes e amigos mais próximos, fazer compras, pagamentos, trabalhar remotamente; álcool gel, álcool 70%, sabão, sabonete, detergente, de modo intensificado, por, no mínimo, vinte segundos, para manter as mãos limpas; sentir falta de tocar, beijar, abraçar, de calor humano… A nova atual rotina.

A solidão e a saudade passaram a conviver comigo. As lembranças também. A ansiedade. A esperança. A vontade de que tudo acabe bem. E o medo. Quem não tem medo de pegar essa terrível e letal doença? Tantos já morreram…

Alguns ainda tentam se enganar. Querem fingir que nada está acontecendo. Minimizam os impactos do vírus. Debocham das autoridades. Fazem pouco caso da desgraça alheia. Falta de empatia, de bom senso e de responsabilidade. Quero distância desses. Por todos os motivos citados. E, por não se cuidarem, possivelmente estão mais propensos à se contaminarem e espalhar o vírus.

Inquietante é saber que sabemos pouco sobre a doença. Muito menos, por quanto tempo isso tudo ainda irá durar. A distância das pessoas que amo dói demais! Já são quatro meses… Por quanto tempo mais?

Pelos jornais, acompanho as notícias. Alguns dias, pulo o noticiário para me poupar. Ninguém é de ferro. Muito menos, eu. Em outros dias, choro junto com quem perdeu seus entes queridos. Me emociono. Me revolto. Me entristeço. São dias vividos com intensidade emocional. E expectativas!

A impressão que tenho é estar presa num daqueles filmes norte americanos de ficção ou vivendo um enorme pesadelo. Um dia vou acordar. Ou me soltar. Tudo isso vai passar.

Essas inéditas experiências que estamos vivenciando farão parte de todos os livros de História, sem dúvida. Só nos resta torcer para sairmos ilesos e podermos ser leitores delas, daqui a alguns anos. Que Deus nos abençoe!

E que os cientistas façam a sua parte, com urgência, na criação da esperada vacina.

4 comentários:

  1. Excelência na escrita de seu texto... Estamos muito angustiados com toda essa incerteza.

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  2. As lágrimas rolaram! Fiquei emocionada!

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  3. Os sentimentos são os meus também... O medo é o que vem assolando mais a minha vida, principalmente na questão de nosso retorno ma escola

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